Arquivo do mês: março 2014

Por insistência de amigos, admiradores, e depois de ouvir os companheiros das bases, submeto meu nome a deputado. Para continuar trabalhando pelo meu querido Mato Grosso como um servidor do povo.

A milonga de abertura em itálico, aí em cima, pode ser em qualquer estado. O brasileiro não dá a mínima para a saúde dos candidatos a vereador, deputado, senador, prefeito, governador, vice e presidente da República. Para a sujeira política inventaram o óbvio lulante: a Ficha Limpa. Tipo “improbidade eleitoral”. Que pouco tem limpado. Mas, servido para aumentar o rendimento de “servidores” da lei.

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Jânio Quadros, renunciou à presidência. Bom de gogó, gole, garfo. Fisicamente conseguiu voltar à política para se eleger, outra vez, prefeito de São Paulo. Mas, era ruim da cabeça. Ninguém questionou a sua saúde mental. 2. Com a foto “o presidente Tancredo Neves apresenta melhora em seu estado geral”. Mentira profissional e política. Trinta e nove dias o povão rezando, chorando, fazendo vigília “salvadora”.

3. Para ganhar a eleição Lula Paz e Amor precisava equilibrar a imagem. Zé Dirceu escolheu a dedo o homem certo. José Alencar há muito vinha se tratando de câncer. Suas várias cirurgias, os medicamentos fortíssimos, sua capacidade física, para presidir o Brasil, nada disso foi levado em conta.

De recaída em recaída José Alencar não tinha forças para ajudar controlar a debandada no Mensalão. Sem ter ninguém para substituir o seu poderoso Operador do Sistema Lula trouxe a gerente Dilma para administrar a máquina enferrujada. Não tendo em sua turma outro confiável à presidência Lula apontou: é Ela. Se a Ficha Saúde existisse e fosse obrigatória quem sabe o país não estaria nesse estertor de má gestão, exportando corrupção, embrutecido.

 Atestado de Saúde, exame médico, exigências para emprego.

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Para desgosto de políticos meus conhecidos volto à Ficha Saúde Boa por considerá-la fundamental ao bem estar do país. Assim como não se compra produto estragado, fora da validade, o eleitor-consumidor politico deve exigir “prazo de validade” do candidato. Ter acesso ao Atestado de Saúde dele.

Voto é investimento social, moral. É promissória assinada em branco. É o recibo da cidadania por serviços que devem ser prestados no bairro, cidade, estado. No legislativo e executivo da nação. Os cargos são para quatro anos. Com direito à reeleição. Há político no poder há mais de 30 anos. Do bolso todos sabemos que ele está bem. Mas, ele/a estão bem da mente e do corpo? Em condições de “servir” ao povo?

Ou fazem como aquela deputada do Maranhão, esposa de senador-ministro, mãe de senador, campeã de licença médica remunerada? Ou como os que sabidamente doentes crônicos, de capacidade reduzida, são eleitos e vão se tratar  nos melhores hospitais pagos com dinheiro público? Por que não há exigência de Exame médico, Atestado de Saúde (por junta médica) indicada pelo TRE para candidato a cargo eletivo que vai receber salário e outras vantagens como Plano de Saúde e Aposentadoria Vitalícia?

No comunismo.

Por ter vivido na capital do comunismo e na capital do capitalismo tenho obrigação de relatar o que vi e sei da saúde de altos dirigentes, líderes políticos, presidentes. A gerentologia soviética era impenetrável. A cortina de ferro “blindava” os altos dirigentes do Partido e do governo da URSS. Não era somente no ocidente que se fazia gossip sobre quem estava doente? Morria? Quem caia em desgraça?

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O russo tem um jeito silencioso de fofocar e saber das coisas. Nos jornais Pravda, Izvestia, revistas, Rádios, TVs, na mídia toda, sob rígido controle estatal, nigivô sobre a vida social, financeira, sexual, a saúde, dos dirigentes do Comitê Central e governo. Quando o camarada não tinha caído em desgraça o enterro era pomposo como o de Breznev. Quando Nikita Kruschev morreu já não era considerado o corajoso líder que havia denunciado crimes de Stálin e Béria, o sanguinário chefão da KGB.

Nikita Kruschev abriu fronteiras e portas da URSS. Criou a universidade na qual concluí Direito Internacional. Eu estava em Moscou quando ele morreu. Saúde, morte, enterro, aconteceram pa tirronko. Seus familiares foram para o ostracismo. Os últimos dirigentes da URSS eram da velha guarda. Veteranos da segunda guerra mundial. Octogenários. Alguns beirando os cem anos foram saindo de cena sem que a população soubesse detalhes. Andropov, da KGB, foi o último antes de Gorbachov, o mais moço deles.

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No regime ditatorial do culto à personalidade não há divulgação da condição de saúde dos dirigentes. Ate hoje dizem que Stálin não morreu de doença. Foi assassinado por médicos. Yeltsin bebia vodca. Muita vodca. Nos jantares, misturava vinho, conhaque, licor. Chapado, arrematava com vodca para o famoso na ISDAROVIA. Várias vezes. Para segurar a tremedeira estava sob medicação pesada. Eu vi Yeltsin cambaleando, sendo amparado por Bill Clinton.

No capitalismo

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Há duas fotos de Roosevelt na cadeira de rodas. Ele não permitia que se explorasse política, eleitoral, emocionalmente, a sua deficiência física. Como fazem políticos latinos. No Brasil, a mania alimentada pela TV, é chorar pelo “coitadinho” doente. Que não deixa o mandato. Não larga o osso nem na hora da morte. Ninguém chora pela “saúde” da Rua, bairro, região, cidade, do estado, do país.  

Em cadeira de rodas, Franklin Delano Roosevelt presidiu os Estados Unidos com quatro eleições consecutivas. O seu New Deal (PAC) sério, sem gatunagem, deu grandes resultados a curto e médio prazo. Muitos se opunham à entrada dos EEUU na guerra. A decisão de Roosevelt foi fundamental para a vitória de Churchill e Stálin sobre o nazismo. Ele sedimentou o caminho para os EE. UU se transformar no pós-guerra em grande potencia mundial.

Pompidou

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Eu estava com a gaúcha Tânia e uma famosa atriz brasileira na porta do Le Cirque, badalado restaurante francês na Rua 65, quando o presidente da França chegou. Seu rosto estava inchado. De muita cortisona, diziam. Ele morreu em idade política prematura. Com apenas 63 anos. De septicemia do câncer no sangue.

Ministro de Charles de Gaulle no histórico ano 1968 Pompidou nunca apelou sentimentos por sua doença. Presidiu a França com dignidade e progresso: trem bala, auto estrada, mecanização da agricultura, modernização da telefonia. E deixou para a eterna Cidade Luz o Memorial de Arte e Cultura Georges Pompidou.

Reagan, Bush, Jimmy Carter

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1. No final do seu segundo mandato as mãos de Ronald Reagan tremiam. Esquecia frases. Tinha olhar distante. Mas, o ator-presidente retirou-se deixando seu país vitorioso na Guerra das Estrelas, na Guerra Fria. Ele repetia: “Mister Gorbatchov, derrube o muro de Berlim, e a gente conversa”. Dito e feito. Saiu de cena sem apelos dramáticos. Morreu do mal de Alzheimer.

2. Dizem que Bush, filho, foi o presidente de melhor saúde. Todos os anos ele divulgava seu check up completo. Caminhava. Fazia exercícios aeróbicos. 3. Impressionante a saúde física e mental de Jimmy Carter. Eu o cumprimentei na Casa Branca em breakfast que o presidente oferecia a lideres e empreendedores de comunidades estrangeiras nos Estados Unidos. Acabo de vê-lo entrevistado pelo David Letterman. Continua viajando e arrecadando fundos para missões humanitárias. Seu ultimo livro é sobre exploração e mutilação de mulheres africanas. Vermes e água potável.

“Se esconder condição de saúde, for eleito, e descobrirem, tá lascado”

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Na Suécia, Canadá, Inglaterra, Alemanha…não existe essa “coisa” de Ficha Limpa. Em princípio, todo cidadão deve ser ficha limpa. “Nos Estados Unidos”, ensina Adriana Berger “se político esconder o estado de sua saúde, for eleito, e descobrirem que ele mentiu, tá lascado. Não é preciso “lei” para coibir mal feito, merreca, deslize, equívoco, momento de fraqueza dos companheiros”.

“O repúdio faz parte da cultura moral do povo. Vem da missa, culto dominical, do comércio local, dos vizinhos, escola, universidade, clube esportivo, dos colegas de trabalho, da comunidade em geral. Mais que a saúde, delito e crime no trânsito são fatais para a carreira política e social. Com dois irmãos assassinados, Edward Kennedy tinha tudo para ser eleito presidente dos Estados Unidos. Tentou se esconder após acidente de carro. Perdeu a chance. A saúde moral aqui ainda conta muito”.

Não é assunto particular dele/a. É assunto do país.

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Ele pede seu voto para cargo público. Ela vai ser paga com dinheiro público. No Brasil é frustrante esperar por decisão cidadã. Como a Ficha Limpa a Ficha Saúde Boa deve ser obrigação legal.

A imprensa, principalmente a TV, que substituiu a escola na educação popular, deve exigir e exibir as condições de saúde dos candidatos a presidência e a vice da República. Nesse desequilíbrio institucional, nesse purgatório de gestão publica, o país precisa de liderança forte. Com saúde física e mental de boa para excelente.

Minha mãe tomou. Teve que parar.

Pedi ajuda. Maria de Lourdes, do segundo escalão da República, respondeu: “a cobertura mais completa da saúde da presidenta está na revista Época. Não posso afirmar se ela continua tomando 20/30 medicamentos. Se estiver é muito. Não há organismo que resista aos colaterais. Mas, posso afirmar que azitromicina e ceftriaxona afetam a energia física e mental da pessoa. A minha mãe tomou. Começou a não dizer coisa com coisa. Teve que parar”.

imagesCA0ZHOOA“Todo corticóide afeta o fígado e faz aumentar os níveis de TGP. Embaça o raciocínio. Dificulta decisão e comando. Afeta o país. Eu a vejo chegar. Ela não está bem.  Seu humor também não. É  up and down”.

“Os escândalos. Não saber como será a Copa. A campanha eleitoral. Terão peso vital em sua saúde. Dilma e Lula, estão doentes, sob medicação pesada. Deveriam retirar-se. Aconselhar. Ajudar o país, mas, fora da máquina de moer corpo e alma”.

Saúde boa. Ficha limpa. In love again. Sou candidato!

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Surpreso e contente com os resultados do check up, exame de sangue, ultra-som abdominal total, do dedo. Mas, mesmo não sendo hipocondríaco, toda vez que fui buscar resultado de exames eu ruminava, com aquilo apertado, é hoje. Esperando glicose e colesterol altos, um tumor.

Já contei que passei um ano em Moscou entre hospital e sanatório tratando de tuberculose linfática. Típica da fome crônica em corpo magro, mal cuidado. Fui cobaia dos primeiros testes de broncocoscopia na Rússia. E definitivamente curado com doses cavalares de antibiótico. Daí a calvície e a miopia.

Dávai: Colesterol total: 190 MG/dL. Colesterol HDL 40 MG. Triglicerídeos 56 MG. Glicose 93 MG. Ácido úrico 6,0 MG. P. S. A 1, 250 ng /mL. Tudo ok no ultra som abdômen total (Laboratórios do hospital Unimed/Santa Catarina)

Medicamento: Micardis 40 para manter a pressão há muito sob controle. Foi desregulada por milhares de doses de vodca comunista e uísque capitalista, on the rocks. Novo diagnóstico: intestino irritável. Sintoma: ao repousar, ao dormir, a guerra interna começa: trovão, torpedo, canhão, rajadas, rojão, com espasmos abdominais que afetam o sono e me deixam encucado, nervoso,  inquieto.

“Mas o que será isso?”. Deve ser um tumor. O médico alemão, 2 metros de altura, para ser solidário disse ”Não esquenta. Também tinha isso”. Estou testando Lonium, medicamento novo, já com bons resultados.  Não tomo ansiolítico, sonífero. Em Nova York, há 39 anos, tomei Valium 5 mg (era in, moda). Já fui tentado a tomar Viagra e as novidades do gênero. Mas, com iniciativa e erotismo de parceira devassa fico bem no quesito.

As condições objetivas

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Mesmo com tudo em cima pedi ajuda. O que na dúvida sempre faço. PR, professor, mestre, analista político em Mato Grosso, disse: “caro Jota, você reúne todas as condições subjetivas para ser um candidato diferenciado. Você é um homem ideia.

Mas, precisa reunir as condições objetivas. Neste nosso imenso Mato Grosso, totalmente miscigenado, com candidatos ricos, você vai precisar de 10 milhões de reais para iniciar a campanha eleitoral de outubro”.

Estou, como se dizia, com anima sana in corpore sano. Mas, com a saúde financeira em frangalhos. Há seis meses sem beber uma gota de vodca. Fazendo esteira, musculação. Feliz com os resultados do meu último exame clínico. In Love again, com Liudmila, de Pomerode. Fico matutando com os meus bolsos. Me perguntando: como se consegue 10 milhões de reais no ambiente político-eleitoral do Brasil? Votos de Boa Saúde a todos. Na isdarovia!

Trilha sonora:

Divulgue. Encaminhe para alguém que você conhece no exterior. Espaço opinativo. Texto pequeno, notinhas, envie para Facebook/JotanymtAlves. Melhor leitura em zoom 125. Escreve que eu publico: oreporternahistoria@uol.com.br.

 

Na página Jota Nymt Alves/Facebook  Paulo Arruda de Belo Horizonte, neto de Matemático, leitor de Marx, Lênin, Mao, quer saber a opinião sobre o fim da URSS dos que estudaram na universidade Patrice Lumumba. O engenheiro Oswaldo Mendes, formado em 1967, respondeu com depoimento e fotos.

Uma história de sucesso

imagesCABA286SPrimeiro Inverno 1963Eu e Jeremias no Projeto Final.

“Em 1962 candidatei-me a uma bolsa de estudos na Universidade da Amizade dos Povos. Tinha o propósito de fazer um curso de engenharia que me oferecesse condições intelectuais e materiais para tornar-me um profissional bem qualificado.

Aprendi a gostar daquele povo,

imagesCAWZX5G2  Eu e meus colegas comemorando em restaurante.

Vivendo em frio intenso e duradouro, mas, de alma quente e jeito alegre. Simplicidade sincera. Fazendo-me lembrar da nossa gente do interior, principalmente, de Minas Gerais, onde meus pais nasceram. Adaptei-me facilmente àquela cultura. À medida que ia fazendo amizades com os russos (principalmente com as russinhas), a língua ia fluindo e o aprendizado ficando cada vez mais fácil.

Achava que o socialismo era o caminho certo para a justiça social

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A história do pós-guerra me emociona muito.  Adoro ver filmes daquela época.

Estava convencido que as deficiências, escassez de produtos, insatisfação da juventude com as suas limitações materiais, terminariam assim que concluíssem a “reconstrução do país”. Destruído pela guerra.

Planejamento, educação

Eu aprovava e admirava o planejamento governamental da educação desde a escola maternal até o curso superior. A educação cívica dos “pioners” (um tipo de escoteiros) e depois dos “consomolskii” (Juventude Comunista). Acreditava piamente que aquela educação e disciplina executada com rigor por sete décadas; a infra-estrutura planejada; o desenvolvimento industrial cada vez maior; tornariam o regime socialista (comunista) inabalável, imbatível.

A viagem, o curso.

Em agosto viajei com mais 20 bolsistas para realizar um sonho, que ia muito além de conhecer a grandeza da União Soviética (URSS). Já havia duas turmas de brasileiros: a de 1960, ano da criação da universidade. E a de 1961.

  Meu grupo embarcando para Moscou 1962     Turma da Lumumba  img031                               

Éramos 46 estudantes em diversas faculdades. Tínhamos grupo de teatro, dança, futebol.

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Escolhi engenharia mecânica, para a qual já me preparava no Rio. Optei por máquinas térmicas para geração de energia termelétrica com turbinas a gás e a vapor. Especialidade que não havia no Brasil.

Concluí o curso em 1967. No penúltimo ano da faculdade, casei-me com a russa que vinha namorando há dois anos. Preenchemos as exigências para que ela casada com estrangeiro pudesse sair de seu país sem perder a cidadania.  Ao terminar o curso, viajamos diretamente para o Rio de Janeiro. Não tivemos problemas para entrar no país. Os demais casados com russas também não tiveram problemas. 

“Ave rara no nosso meio”

A primeira empresa que procurei foi a General Eléctrica do Brasil. O gerente ao ler o currículo disse: “Você é uma ave rara no nosso meio”. Saí da entrevista direto para os exames médicos. A segunda empresa já havia contratado o meu único colega de especialização o amigo Jeremias Alves de Alencar.

Fui fazer curso de especialização em turbinas de aviação na fábrica da Pratt & Whitney nos Estados Unidos. Na empresa de revisão de turbinas trabalhei por dois anos. Em seguida, convidado por Furnas Centrais Elétricas S/A lá fiquei por 30 anos. Eu e Jeremias fomos convidados para lecionar na Universidade Católica de Petrópolis. Chegamos à Chefia das Cátedras de Termodinâmica e de Máquinas Térmicas. Lecionei por 25 anos. Jeremias continua lecionando há mais de 45 anos.

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imagesCA1Z0UREFurnas indicou-me  a empresa de geração de energia de ANGOLA, (GAMEK). Lá a estatal soviética (ENERGOPORM) construía no rio Cuanza uma das maiores Usinas Hidrelétricas da África central.

Fiscal de montagem. Trabalhei com engenheiros soviéticos e brasileiros durante dois anos. E com orgulho. Por estar em país de língua portuguesa. Com gente que ajudou a formar o Brasil. Presidido por José Eduardo dos Santos. Ex-colega de universidade. Formado em Geologia.

O fim da URSS

À medida que os jovens deixavam de sofrer conseqüências da guerra iam tomando conhecimento do nível sócio econômico dos países capitalistas. E a insatisfação crescia na juventude russa/soviética. Dirigentes mais jovens do Partido Comunista (dominado por octogenários) sentiram que, se não fizessem mudanças na economia para dar um nível de vida mais alto ao povo, haveria protestos e desordens difíceis de controlar.  E revoltas contra o regime. Nesse momento aconteceu:

A Perestroika

imagesCAW7Z94NPara planejar e executar uma reforma radical e transparente o primeiro ministro Mikhail Gorbatchov propôs e liderou a Perestroika.

Creio que nenhum teórico, sociólogo, previa tamanha mudança radical. Era impensável na URSS de governo centralizado, dominado pelo Partido Comunista, a tomada do poder sem luta armada. Sem que houvesse um só tiro. Sem que generais e soldados saíssem dos quartéis. Sem movimento popular capaz de interromper as reformas

E para completar a minha incredibilidade, como se fosse uma fileira de dominós, ou castelo de cartas, o mesmo desejo de mudança derrubava as 15 repúblicas soviéticas. Simultaneamente, os oito países socialistas:

Alemanha Oriental, Tchecoslováquia, Polônia, Hungria, Iugoslávia, Romênia, Bulgária, Albânia. E as guerras na Iugoslávia dando origem à: Sérvia, Croácia, Eslovênia, Montenegro, Bósnia-Herzegovina, Kosovo,  Macedônia.

70 anos de poder absoluto.

Os acontecimentos provaram que a Perestróica e Glasnost não eram obra de um louco por levar vantagem. “Comandado pelo mundo capitalista”. Refrão que os comunistas de ontem e de hoje repetem para justificar o que aconteceu no campo socialista. “Os líderes capitalistas, o Império, são os culpados pelos fracassos comunistas”.

A transformação foi radical. Rápida. Com visível melhora no nível de vida da  maioria da população. Surgiram, sim, camadas insatisfeitas com o fim da vida que levavam. Protestos dos que não gostavam de lutar para crescer e superar as dificuldades. E adoravam receber benesses do Estado.

Para mim ficou claro: se um estado tão bem estruturado como o Soviético, 70 anos de poder central, não deu ao povo o nível de vida esperado, não será Cuba já com 50 anos de poder absoluto que conseguirá fazê-lo melhor. Há exemplos na história recente. Alemanha Ocidental e Oriental. Coréia do Sul e do Norte. Progresso da Hungria, Eslováquia, República Tcheca, países do Báltico, nações derivadas da Iugoslávia.

A guinada da China

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Estamos vendo a guinada dos dirigentes chineses para se  manterem no poder. Eles fizeram uma grande reforma política. Mantendo o controle nas mãos do Partido Comunista. Mas, abrindo a economia para as grandes corporações capitalistas.

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A China não produz apenas “quinquilharias” de baixa qualidade. Com a alta tecnologia importada da Volkswagen, Audi, Mercedes, BMW, Volvo, GE, Siemens e tantas outras; com fartura de mão de obra barata devido ao baixo salário pago aos trabalhadores; a China enche o mundo de seus produtos. E o nível de vida da população, principalmente, urbana, melhora a olhos vistos. Em 10/20 anos não veremos diferença entre a China e nações capitalistas.

Todos nós que militamos na esquerda aprendemos a desqualificar o regime capitalista tendo como base as desigualdades existentes nos países subdesenvolvidos e em desenvolvimento.

Mas, quase sempre, nos esquecemos de analisar o sucesso da Noruega, Dinamarca, Suécia, Alemanha, Canadá, Japão, Austrália, Suíça, Holanda, Bélgica, Coréia do Sul. E os chamados tigres asiáticos.

Produção. Iniciativa privada. Lucro e imposto.

Para mim um regime para ser considerado bom tem que ter a parte social, garantida pelo governo, através do recolhimento de impostos e tributos taxados sobre a produção, que deve estar a cargo da iniciativa privada, sob forte fiscalização do governo. Se isso não tem dado certo no Brasil (e em outros países em desenvolvimento) é por culpa dos nossos péssimos políticos que promovem a devassa através da corrupção. Com a arrecadação de impostos que temos. Com boa indústria instalada. Agricultura forte. Podemos ter alto nível sócio econômico.

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Não acredito em conceitos ideológicos da guerra fria. E repetidos ate hoje.

Não acredito em regime comunista. Não acredito no socialismo onde o governo é dono de toda a produção e é obrigado a prover as necessidades do povo: alimentação, medicamentos, automóveis, motos, bicicletas, roupas, calçados, bijuterias, perfumarias. E papel higiênico. Regime centralizado de poder absoluto pode ter sucesso nos períodos pós-revolução, pós-guerras. Ou para tirar uma nação de miséria generalizada.

O consumo.

A esquerda sempre criticou/critica o consumo. Mas, o consumo é fundamental para manter o desenvolvimento e o emprego. A China vive hoje do consumismo dos países capitalistas e de sua própria juventude consumista. A produção tem que estar nas mãos da iniciativa privada. Pagando impostos. Gerando empregos. O governo arrecadando da comercialização de suas riquezas naturais (matéria prima) para as indústrias. Com a receita o estado prover SAÚDE, EDUCAÇÃO, SEGURANÇA.

2Visita do Embaixador Henrique do Vale à Universidade DN, para assistir a minha defesa de tese.

Oswaldo defendendo a sua tese de formando e colegas. Da direita para a esquerda Oswaldo, o embaixador Henrique Rodrigues Valle, Jeremias, Jota Alves, Zanone, Carlos.

Voltei várias vezes à Rússia. Sempre a passeio. Casal de filhos. Quatro netos lindos, loiros de olhos azuis. Minha esposa, Lyudmila Yakovleva, após 30 anos requereu a cidadania brasileira com dupla nacionalidade. A cada dois anos ela viaja a Moscou para visitar seus parentes. O curso que eu fiz proporcionou-me boas oportunidades. As quais eu pude aproveitar, devido, também, é claro, à minha dedicação, tanto na faculdade como na vida profissional.

EU NÃO ACEITO REGIME POLÍTICO COM PARTIDO ÚNICO. CONTROLE DA MÍDIA. PERSEGUIÇÃO À OPOSIÇÃO. SEJA DE DIREITA OU DE ESQUERDA. NÃO CONCORDO COM UM MULTIPARTIDARISMO COMO O NOSSO, FORMADO POR MAIS DE 30 PARTIDOS. BALCÕES DE NEGÓCIOS COM O GOVERNO. GERANDO CORRUPÇÃO”.

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@ Você estudou em país comunista, capitalista? Envie seu depoimento, opinião. O Brasil precisa de sua experiência, vivência, conhecimento. Neste espaço não existe censura ideológica, política, social, religiosa, sexual, racial.

Escreve que eu publico: oreporternahistoria@uol.com.br. Encaminhe, divulgue www.oreporternahistoria.com.br. Melhor leitura em zoom 125. Para comentários diários ver RH no Facebook.

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