Arquivo do mês: fevereiro 2015

Trilha sonora:

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Detesto propaganda enganosa. Inteligente e audaciosa, sim.  Como a divulgação nacional e internacional do: “Não brinquem e não briguem com Mato Grosso, seremos o maior produtor de grãos do Brasil”. Somos!

A bandidagem praticada no aparelho do Estado é tão profunda que o necessário e inadiável legalismo pode consumir energia criativa e atrofiar as imensas possibilidades do maior produtor de grãos do Brasil. Por isso há que combinar aplicação da Lei com marketing de promoção da Ordem e do Progresso de MT.

Como a reforma política, que Lula durante 30 anos prometeu realizar logo que chegasse ao poder, o Brasil precisa, com urgência, de um grande ajuste federativo. Na teoria, os governadores não são subordinados ao presidente da República. Na prática, a subordinação existe e se aprofunda com o centralismo federal.

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São tantas as dependências e distorções. Cito o desvirtuamento das regras do Fundo de Participação dos Estados. E a Lei Kandir que prejudica Mato Grosso com a redução de seu ICMS. O Sistema Prisional. Quando interessa, Dilma se arvora em defensora da Lei e da Ordem. Quando a coisa aperta com o descalabro de não termos um Ministério de Segurança Pública para acabar com o apodrecido sistema penitenciário ela joga a culpa nos governadores. Dependentes do humor e do interesse político do ministro da Justiça.

Em seguida, algumas das muitas promoções nacionais e internacionais que realizei no governo de Mato Grosso. Elas podem servir de exemplo e de estímulo:

Trinta anos ausente de minha querida Cuiabá. Voltando de Nova York. Estatura mediana, calvície em progresso, óculos fundo de garrafa. Mas, com uma jovem universitária linda, loira, alta, Miss, de excelente formação familiar. Despertei inveja, fofocas.

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Para os xiitas e lulistas recém nascidos eu era agente da CIA. Do SNI. Para o pessoal da velha direita, olho de Moscou, agente da KGB. E o pior. Alvo de ciúme de político, mais destruidor que ciúme de amor.

Mas, eu não vinha de um lugar qualquer. Eu vinha de Nova York. Da Rua 46, onde hasteamos a primeira bandeira do Brasil. Fundei jornal, programa de Rádio, TV. Aulas de português na American Express. Vinha do Mercado Brasileiro no qual vendíamos e promovíamos produtos como o guaraná Antarctica.

Vinha de 15 anos consecutivos do Carnaval do Brasil no mundialmente famoso Waldorf Astoria Hotel. Vinha da criação do Brazilian Day, o maior evento brasileiro no mundo, inaugurado por Edward Koch, prefeito de Nova York.

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O Carnaval do Brasil no salão nobre do Waldorf Astoria. Com o prefeito de Nova York. No palco do primeiro Dia do Brasil.

Vinha da cidade para a qual Frank Sinatra dedicou a sua canção mais famosa: “se você vence em Nova York, você vencerá em qualquer lugar”. A minha geração de brasileiros nos EEUU contribuiu e muito para a divulgação da boa imagem do Brasil. Mas, o que tinha eu? Crédito pessoal de imagem. Contatos com empresários, políticos, que visitaram Nova York.

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Na companhia e Cervejaria Antarctica, almoçamos com a diretoria da empresa. Durante uma semana colocamos o governador Carlos Bezerra na tribuna de honra da Federação das Indústrias de São Paulo, Associações Comerciais, Câmaras de Comércio, missões diplomáticas. Mato Grosso nas manchetes e páginas dos mais importantes órgãos de imprensa. CB deu muitas entrevistas à TV, Rádio. O resultado foi espetacular. Trouxemos a primeira fábrica da cerveja Antarctica. Perdigão. Tigre. As primeiras matrizes suínas. Incentivo a programas agrícolas, industriais. E com o apoio de Olacyr de Moraes, o então Rei da Soja, a ferrovia, tão sonhada pelo cuiabano Vicente Vuolo.

Embaixadores

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O recorde ainda não foi batido. Nem antes, nem depois, Mato Grosso recebeu tanto embaixador, cônsul, representante comercial diplomático. Para limpar a imagem de terra onde onça caminhava pelas Ruas, improvisei tapete vermelho, palanque, desfile militar, para receber os Embaixadores, no pátio do Palácio Paiaguás.

O Dia Mundial do Meio Ambiente

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Orlando VillasBoas, Burle Marx, Omar Fontana, Thomas Love Joy, Arno Sucksdorf, Clovis Pitaluga de Moura, Pedro Casaldáliga…

Nem antes, nem depois, nenhum Estado celebrou o Dia Mundial do Ambiente como em Mato Grosso. Trouxemos personalidades brasileiras e estrangeiras. Receberam a Ordem do Mérito MT. France Press, Associated Press, Novosti, Prensa Latina, New York Times, Le Monde, enviaram seus correspondentes. Jamais faria o evento, que calou a boca de muita gente, e mostrou, de fato, um novo Mato Grosso, sem o mestre e amigo, João Vieira, antropólogo da UFMT.

Fidel Castro e o Papa.

Das muitas viagens do governador ao exterior destaco: Cuba e o Vaticano. Praxe e tradição cumpridas por governadores recém empossados: visitar o Papa. Quebrei a tradição. Primeiro ficamos uma semana vendo os avanços agrícolas e industriais de Cuba. Jantamos e varamos a noite conversando (na verdade, ouvindo) Fidel Castro.

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Carlos Bezerra, com o qual, criamos a ACES (Associação Cuiabana dos Estudantes Secundários) nunca leu O Capital de Karl Marx. De família evangélica, ele não tinha ligações com o Partido Comunista. Mas, advogado de posseiros, militante do MDB, ele tinha a pecha de comunista. “Ta vendo, os dois comunas foram a Cuba”. Os babacas não sabiam ou fingiam não saber que o primeiro governador do Brasil a visitar Fidel Castro foi Antonio Carlos Magalhães, representante mor da ditadura e da direita.

E agora José? Ir visitar o mais carismático pescador de povos. Chefes presenteiam Chefes. O que levar quando MT não produzia nada deveras significativo. Pepita de ouro? Pacu seco?

E lá fui eu carregando um pesado álbum de fotografias do Pantanal. Sempre o querido e abandonado Pantanal. Aí ousei mais uma vez. Que tal uma rede cuiabana para Sua Santidade esticar as canelas no seu palácio de verão? Dom Agnelo Rossi, ex-arcebispo de São Paulo e prefeito da Cúria, disse-me que o Papa deitou-se nela. E gostou.

A segunda viagem de João Paulo II

Papa2Já contei. Vou repetir. Domingo, onze da manhã no aeroporto de Congonhas, esperando o voo para Cuiabá, depois de embarcar o governador e esposa para Buenos Aires. Era o primeiro repique da “lua de mel do casal” depois da posse. Estávamos todos estressados. O nó cego na administração começava a se estreitar.

Li a noticia sobre a segunda viagem de João Paulo II ao Brasil. A agenda mencionava Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. Não citava Cuiabá.

Quem trabalha com promoções, relações públicas, marketing de imagem, tem que estar ligado no sorriso da criança, no palavrão do motorista, na roubalheira de político, na beleza da mulher, no amparo ao idoso. Tem que estar tunado.

Uma linha num canto de página pode mudar a sua e a história de seu cliente, família, Rua, bairro, cidade, Estado, país. Tem que estar vidrado no melhor para receber estalos. Eu estava com Geraldo Simões, Coronel da reserva da PM de SP, excelente chefe do Escritório de MT em São Paulo. Ele conhecia, era íntimo, de quem era quem na política, indústria, comércio.

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Senti o estalo, perguntei: “Coronel, o Senhor conhece, pode falar, com o ministro Abreu Sodré”? Geraldo era craque no que fazia. Não tínhamos celular, a internet engatinhava. Caminhamos ate a cabine. Ele sacou a sua “arma” poderosa. Telefonou para a residência do ministro das Relações Exteriores do Brasil: “Sodré, estou aqui com Jota Alves, dono do jornal que lhe entrevistou em Nova York. Você tomou cafezinho com ele na Rua 46. É Secretário Extraordinário do governador Carlos Bezerra. E pede seu auxilio junto ao Vaticano para incluir Cuiabá na agenda do Papa. “Diga ao Jota Alves que farei isso sim. Cuiabá tem história, foi capital do grande MT”.

O pernoite do Papa

A viagem incluía um pernoite em direção ao Norte. Onde o Papa dormiria? Em Campo Grande ou em Cuiabá? Para católicos e imagem das duas capitais o pernoite do Papa era status. Dava IBOPE nacional, internacional.

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João Paulo II era a maior personalidade midiática do mundo. Ai começou a peleja de Deus e o Diabo na terra do sol. Um dia contarei como trancei os pauzinhos nessa “guerra” de bastidores. Passei um bom tempo com medo de ir a Campo Grande. O Papa ficou menos tempo lá para pernoitar em Cuiabá. Entre caciques e multidões, ele passou uma maratona de calor intenso em Cuiabá. Fechamos a agenda de João Paulo II no governo Carlos Bezerra. Ele veio a Cuiabá no governo Jaime Campos.

Divulgação e massificação da bandeira de MT. A primeira Secretaria de Meio Ambiente. O Anel Ecológico. A criação do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães. MT em Nova York. Washington, OEA, Banco Mundial, Europa. As embaixadas tecnológicas. Governo e Sociedade na luta contra o crime. O Trânsito. Campanhas culturais. Premiações. E mais, muito mais.

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Em Washington, a caminho do Banco Mundial. O Estado Irmão. Com o embaixador do Brasil nos EE.UU. Em Frankfurt.

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Na sede do municipio a primera ação do governador: hastear a bandeira. Criamos quatro regiões agrupando prefeitos no Anel Ecológico. A cantora Tete Espindola levou água de Chapada dos Guimarães para celebrarmos a criação do Parque Nacional.

Durante a campanha eleitoral conheci milhares de colonos que chegavam para o Eldorado de terra boa e barata. Não passavam por Cuiabá. Eles vinham do Sul direto para as glebas. Pouco ou nada sabiam do Estado que os recebia. Criei a Campanha Bandeira de Mato Grosso. Incentivei a integração com os Centros de Tradições Gauchas, Igrejas, Associações.

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Baixaram o cacete, “Jota tá dando bandeira”. Diziam que por ter vivido nos EEUU eu estava com mania de bandeira. Taxaram-me de americanizado.

Num teco-teco descemos em Sapezal, fazenda de Andre Maggi. Falei com ele sobre a campanha. Patrocinou 100 bandeiras. E passou a distribui-las. Anos depois, seu filho Blairo Maggi, governador de Mato Grosso, criou em Cuiabá, a Praça das Bandeiras.

Para o governador Pedro Taques:

Não recuar um milímetro na luta pela legalidade. Mas, evitar consumir toda a sua energia no legalismo. O dia a dia da população precisa ser atendido. O governo federal não é exemplar. Vivemos um delírio federativo. Há que ter atalhos para desenvolver Mato Grosso e aliviar as crises criadas pela bagunça administrativa e anarquia social da dupla LD que distanciou o Brasil dos centros de Saber, Conhecimento, Ciência, Pesquisa, Tecnologia, Modernidade.

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Enquanto Pedro Taques tira do armário um esqueleto por dia. Trabalha para colocar MT nos trilhos da legalidade, alguém tem que limpar a imagem do Estado nos centros consumidores de nossos grãos e carne. Não conte com o combalido Itamaraty. Senadores e deputados devem deixar de lado politica de botequim e um por todos e todos por um trabalhar por Mato Grosso. .

È hora de um novo Mato Grosso Convida. Em marketing internacional, sugiro dois craques: Washington Olivetto e Nizan Guanaes.

*Jota Alves é formado em Direito Internacional, Moscou. Em Nova York, fundou o jornal The Brasilians, criou o Dia do Brasil. Voltou a MT para a campanha vitoriosa de Carlos Bezerra ao governo. Editor dos blogs O Repórter na Historia e o Dia do Brasil.

 

 

 

Trilha sonora:

Neste RH, e sempre, meu tributo, homenagem, saudação, parabéns, aos que promovem, organizam , patrocinam, carnaval brasileiro no exterior. E não se pode falar em carnaval, como promoção do nosso país, sem honrar a memória de Carmen Miranda e de Jorginho Guinle.

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Se ate os anos 80 ouvíamos que Buenos Aires era a capital do Brasil, imaginemos o que pensavam do nosso país nos anos 20/30/40/50/60/: floresta tropical com anacondas, índios ferozes, plantas carnívoras. O cinema americano era/é/ o maior comunicador do planeta. E foi nele que Carmen Miranda colocou, para sempre, as nossas cores e ritmos.

Ela conquistou Hollywood. A maior bilheteria da Broadway. “Se Carmen é assim: alegria contagiante, bom humor permanente, extrovertida, o povo brasileiro também é assim”. O cinema faz analogia com a história. Cria mitos. Com Carmen Miranda no cinema o Brasil deixou de ser um ponto selvagem no mapa.

O filme Alô, alô carnaval, frutas na cabeça, balangadãs, o colorido das “baianas”, mais o Zé Carioca recebendo o Pato Donald no Rio de Janeiro ajudaram a compor no imaginário norte americano a beleza tropical do Brasil. E na Europa também. A Itália conseguiu livrar-se da imagem fascista e dos destroços da Segunda Guerra Mundial  graças a suas belas mulheres no cinema.

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Carmen é o princípio da presença positiva e da imagem bonita, honesta, do Brasil no exterior. Não há registro de que ela tenha organizado bailes de carnaval. Mas, a casa da Brazilian Bombshell, da Garota Notável, sempre cheia de músicos brasileiros, gente do show business, era carnaval permanente.

Carmen Miranda abriu o caminho. Levou Ary Barroso com Aquarela do Brasil, por muitos e muitos anos a música brasileira mais tocada no mundo. Dorival Caymmi apresentou-se nos mais badalados programas da TV. Orson Welles, celebridade do momento, veio conhecer Copacabana.  Crianças e adultos riam de Zé Carioca e do Pato Donald. “Filhos” de Walt Disney.

Sua obra, história de vida, memória, devem ser preservadas e divulgadas para sempre, como fazem nos Estados Unidos ao relançar o selo Carmen Miranda Forever. É alegria e tristeza, ver Carmen Miranda mais lembrada, mais amada e valorizada, nos States, do que no Brasil.

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Jorginho e Dolores Sherwood, sua esposa americana. Com Rita Hayworth, a Gilda, dona” de Hollywood. E Jane Mansfield. Com Jorginho Guinle era o Brasil conquistando e transando com as mais famosas mulheres do mundo: Marilyn Monroe, Anita Ekberg, Hedy Lamar, Ava Gardner, Jane Mansfield, Susan Hayward, Linda Christian, Janet Leigh, Gina Lollobrigida, Marlene Dietrich. Ele trouxe para o Baile do Copa astros do cinema, celebridades mundiais: Kirk Douglas, David Niven, Anthony Quinn, Tony Curtis, Rock Hudson, Van Johnson, Victor Mature. E se os artistas vinham, milhões queriam conhecer o Rio, a sua praia famosa, a terra de Carmen Miranda, o país do carnaval.

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E pelo carnaval vinham investidores, dinheiro novo, tecnologia e alternativas para o nosso desenvolvimento. Idiotas da esquerda fofoqueira, rançosa, agrediram Carmen Miranda. Por ter alcançado retumbante sucesso nos Estados Unidos ela foi chamada de “americanizada”. E isso a magoou profundamente. Mas, escreveu no seu testamento: “quero ser enterrada no Brasil”. Jorginho Guinle, por reinar no capitalismo, também foi maltratado pejorativamente pela esquerda robotizada pelos dogmas e ideias stalinistas, já então fracassadas.

Os muçulmanos tinham seu play boy, o famoso Ali Khan. Os latinos se vangloriavam de Porfirio Rubirosa ( na imagem com Zaza Gabor). Por que o Brasil não podia ter o seu play boy internacional? Nos anos da Guerra Fria URSS/EUA, a “inteligentzia” brasileira robotizada, não perdoava. Faça sucesso aonde quiser, menos nos Estados Unidos. Atualmente, o jumento do atraso empacou geral. Fazer sucesso no exterior é pecado!

O Brasil se consolidava como beautiful place para beautiful people. E foi nesse momento de beleza, glamour, entre os mais famosos plays boys do mundo, que passou a brilhar o charme e o jeitinho brasileiro de Jorginho Guinle. Sem cargo em governo. Sem remuneração.

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No país mais midiático do mundo, não há dinheiro que pague Kin Novak, Ava Gardner, estrelas de Hollywwod, em entrevista, pela TV, dizer que adoram o Brasil. Foi nessa constante promocional fazendo celebridades falar bem do Brasil que para mim Jorginho Guinle foi o maior Relações Públicas que o Brasil já teve. Por isso, e por ter vivido trinta anos no exterior, com e pelo Brasil, honrarei sempre a memória de JG e de Carmen Miranda.

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Sobrinho de Octávio Guinle, fundador do Copacabana Palace Hotel, Jorginho era considerado um dos plays boy mais ricos do mundo. Ele vivia no Copa. E seu lugar preferido nos States, Los Angeles, a Meca do cinema. Em Hollywood, ele criou uma fantástica rede de conexões e amizade com donos de estúdios, diretores, atores, atrizes. Daí para levá-los ao Rio, ao Carnaval, era uma travessia do Atlântico por navio ou pelas asas da Panair do Brasil.

Gastando fortuna herdada, Jorginho Guinle devia estar impregnado da máxima que repito sempre: “a gente sai do Brasil, mas, o Brasil não sai da gente”. Mas, lembrando: não confundir governo, que por corrupto mancha a imagem do país no exterior, com a nação que é nossa. Governos passam. O Brasil é para sempre.

Eu não a conhecia. A vi no Clube A, do Ricardo Amaral. Sua elegância, sorriso, era tudo aquilo que nos promovíamos no exterior, que Wilson Simonal cantava: o charme e o veneno da mulher brasileira. Saí do Clube encantado. Ao vê-la na Quinta Avenida, esquina com a Rua 46, não resisti. Dediquei capa do jornal The Brasilians à Yonita Guinle, a jovem e bonita esposa de Jorginho.

O Carnaval do Brasil no mais famoso hotel do mundo

untitledwaldorf2Quinze anos consecutivos fazendo milhares “descobrir” o Brasil através do carnaval, o nosso produto cultural mais famoso no mundo (com o futebol). Quem ia ao Carnaval do Brasil no Waldorf Astoria, e depois daquele aperitivo de beleza, cores, ritmos, com a rapaziada bronzeada mostrando o seu valor, queria sim, conhecer Rio, Bahia, o “país abençoado por Deus e bonito por natureza”.

Fiz a minha parte. Dia e noite, promovi o meu país, defendi a minha gente, com honestidade e dignidade. Jornal, programas de Rádio, TV. A primeira bandeira. A primeira vez do Hino cantado. “Grilamos, invadimos” uma Rua do centro de Nova York, tambor do mundo. Depois, com o Brazilian Day, lá está a placa na esquina da mais famosa avenida do planeta com a Rua 46: Little Brazil. Mas, fui apenas mais um confete no carnaval do nosso povo, uma nota, na grande sinfonia brasileira criada por Carmen Miranda e muito bem regida por Jorginho Guinle.

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Ópio do povo é a corrupção desenfreada, oficial, oficiosa, que intoxica e enfraquece o Brasil. Ópio para o povo destilam os políticos-homens e mulheres- malandros(as), governantes espertalhões. Os oportunistas que vivem da mentira e da safadeza.

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Exploram o carnaval como meio politico-eleitoral. Essa gente rançosa, recalcada, essa elite que nos governa, misturando a verborragia ideológica com mutreta e corrupção está destruindo instituições. Ela embruteceu o Brasil. Não respeita nem melhora os produtos culturais do povo. Por má gestão, a falta de agua impede a realização de carnavais populares, uma das ultimas alegrias do povo, confinado em casa. Vivemos um Ebola cultural e moral sem precedentes. Estão destruindo a Petrobras por roubo e por projetos já ultrapassados por outras tecnologias e por alternativas vitoriosas. Estão extinguindo o carnaval. Na Copa do Mundo mais cara, e de maior roubalheira, a nossa seleção foi um fiasco humilhante

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SAM_0337À memória de Da. Nair Mesquita, funcionária do Consulado Geral, Nova York. Ela mantinha o Centro Cultural Brasileiro. E foi lá, recém chegado de Moscou, onde “pulei” o meu primeiro carnaval USA. Anos depois, a levei ao palco do Waldorf Astoria para merecida homenagem. E meus agradecimentos ao mineiro Benito Romero, sempre bem humorado, criativo, com quem organizei o baile A Night in Rio. Benito, pioneiro da comunidade brasileira de Nova York/USA continua levando adiante o seu sonho de um dia construir a Casa do Brasil no centro de Manhattan, atualmente, aberta para artistas e eventos brasileiros na Big Apple.

Alô, alô, brasileiros, amigos e admiradores do nosso país, na Finlândia, com a maior escola de samba da Europa. Alô, alô, rapaziada da Alemanha, de San Diego, do Boteco em Miami, de Nova York, da França, Áustria, Suécia, Bélgica. Alô, alô, Márcia Curvo na Holanda. Alô, alô, pessoal do Japão, de Angola, Moçambique, Rússia, Irlanda, Inglaterra, Itália…

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É carnaval. Na garagem, no salão paroquial, no centro comunitário, na associação, no hotel, bar, restaurante, promovam o carnaval, o baile, como se fosse o evento mais importante de suas vidas. Ponham amor e beleza em tudo que fizerem com o nome do Brasil. Lembrando sempre, não promover o carnaval como extensão de governo. Foi Carmen Miranda, Jorginho Guinle, são os brasileiros anônimos, ou em grupos, famosos ou desconhcidos, que mantêm a chama do Brasil bonito, honesto, hospitaleiro. A fama de um fun love people. Os nossos governantes nos decepcionam mundo afora. Sujam a imagem do Brasil e isso influi negativamente na percepção do que é ser brasileiro.

Do Youtube vocês podem baixar samba enredo, marchinhas de carnaval, e com um bom serviço de som, farão carnaval para ninguém botar defeito. Façam imagens e enviem para oreporternahistoria@gmail.com

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