Arquivo do mês: agosto 2015

Na decisão de Pedro Taques “não há caminho de volta”(no way back). O governador de MT deixou o PDT. Foi para o PSDB em concorrida e prestigiada filiação. Homem da Lei ele foi eleito para o Senado e na seqüência ao governo de Mato Grosso. Vejamos o que ele disse para justificar a mudança de partido. E o que eu gostaria que acontecesse no meu estado, ao qual, no governo, servi, com fervor, paixão, e muitas alternativas. Muitas das quais bem sucedidas.

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“Vim aqui hoje para dizer que, se eu estivesse lá, eu teria votado pelas Diretas Já, pelas Diretas de Dante de Oliveira; por isso, eu sou PSDB. Se eu estivesse lá, eu teria votado em Tancredo Neves no Colégio Eleitoral; por isso, eu sou PSDB. Se eu estivesse lá, eu teria assinado a Constituição; por isso, eu sou PSDB. Se eu estivesse lá, eu teria feito a defesa do Plano Real; por isso, eu sou FHC (Fernando Henrique Cardoso). Se eu estivesse lá, eu teria votado pela Lei de Responsabilidade Fiscal; por isso, eu sou PSDB”.

“Mato Grosso não vai ser prejudicado, pois é um dos estados que mais ajudam o Brasil. O Brasil precisa olhar mais para Mato Grosso. Aqui estamos fazendo algo diferente, temos 1,6% da população e produzimos 26% de tudo o que o Brasil produz. Aqui está o futuro do Brasil”.

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“Quero exaltar que Pedro Taques, como todos sabem, é um homem de qualidade, preparado, íntegro e competente. Hoje posso dizer que quem está de parabéns somos nós do partido que recebemos um quadro como o do governador Pedro Taques”. (Senador José Serra).

“No momento em que o país vive uma crise de valores muito grande, o PSDB recebe um homem de valores, retidão, honestidade e compromisso de fazer política da forma que o povo brasileiro espera. O Taques está fazendo o que o povo quer. Um Governo que gasta menos com o Governo e mais com as pessoas. A vinda de Taques engrandece o PSDB e estamos muito contentes por ele ter nos aceitado”. (Reinaldo Azambuja, governador de Mato Grosso do Sul).

A República Federativa

Se, Dilma pensa que diminuindo o numero de ministérios de 39 para 29, cortando mil cargos de apadrinhados nomeados sem exigência funcional, estaria reformando o Estado brasileiro, ela está, mais uma vez, obliquamente enganada. Mesmo cortando 10 mil “assessores” ela estaria fazendo apenas cosquinha no elefante, o paquiderme que tem o maior pênis entre todos os bichos.

Fala-se em crise. Vivemos clima de crise. O Congresso atua com votações independentes. Mas, ninguém fala na crise de relacionamento no seio da federação. Nenhum congressista levanta a bandeira da reforma federativa.

Brazão

Governo estadual continua dependente do governo federal. O bem estar de uma criança de Poxoréu, Natal, Boa Vista, pode depender da boa vontade e lucidez de um burocrata ou de um chefete da oligarquia sindical que mandam na Esplanada dos Ministérios.

A ditadura militar concentrou poderes em Brasília, que ainda não foram extirpados. È ai que eu quero ver Pedro Taques entrar e liderar mudanças estruturais no assim chamado pacto federativo. E as mudanças e adaptações para Mato Grosso servirão para Mato Grosso do Sul, Piauí, Roraima… Pois a relação formal e informal dos estados com o poder central é de baixa qualidade política, é de barganha, é de corruptor para corrompido.

Quando no inicio de seu governo o presidente da República abriu o garrafão do Mensalão o gênio do mal saiu para criar quadrilhas de malfeitores estaduais e municipais. “Se fazem lá em cima, a gente pode fazer aqui embaixo”.

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O Wikileads, aquele que fez Dilma acreditar no vazamento de grampo em seu telefone e com faniquito “patriótico” cancelar visita de Estado ao EUA, escancarou os 150 milhões de dólares que a governadora Roseana Sarney tem em paraíso fiscal. O silêncio de Lula e Dilma foi total. “Estariam Assange/Wikileads, dessa vez, equivocados”? Imaginemo$ um Lava Jato estadual, municipal, para mostrar as entranhas da Federação brasileira!

Cuiabá esburacada, feia. Resultado das obras da Copa do Mundo.

Lula e seu time de deslumbrados jogaram pesado para ter a Copa mais cara e mais lucrativa desde que a FIFA organiza o evento mundial. Não importando as conseqüências da desorganização urbana. O micro-cidadão não entrou no jogo. Lula e seus pernetas jogaram para o eleitor. Trabalharam e ganharam no macro. E assim em outros eventos e verbas federais. Na Copa, perdemos em todas. No campo e fora dele.

Ate recentemente, Mato Grosso padeceu sob o poder da bandidagem institucionalizada. Seus tentáculos continuam enraizados na administração pública. No apodrecimento do meio ambiente social.

A autonomia do estado é capenga, a autonomia do município é capenga. E quem sofre com isso é o cidadão, é o meio ambiente. E a situação é pior nos estados fronteiriços. Mato Grosso é portão de entrada e saída de contrabando, drogas, roubo de gado, de avião, carro.

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Esta foto de “los amigos para siempre” serviu de salvo conduto na fronteira das drogas. Evo Morales autorizou mais plantio da coca. Mais cocaína e crak entraram no Brasil durante os dois mandatos de Lula. Grande parte por Mato Grosso. O que fazer contra essa escalada de mais entorpecente que entra e mais carro que sai de MT? Esperar o que do governo federal que não peita o governo da Bolívia? Esperar o que de um governo que não prioriza o combate ao crime. Que desistiu do Sistema Prisional. Que não tem politica de Segurança Pública.

Somos obrigados pela fraqueza institucional federativa a conviver e padecer com todo tipo de crime. É sobre a “crise” de crime em alta que Pedro Taques tem que se debruçar para dar exemplo de choque ao país.

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E para sucesso na empreitada convocar os segmentos sadios e ativos da sociedade. Pobres e ricos, jovens e idosos. Todos devem ser convidados a se sentir úteis e partícipes de corajosa e renovadora campanha. Incentivar a criação de novos nucleos de Saber e Conhecimento. Buscar alternativas, intercâmbio, acordos, no exterior. Sem depender do governo federal.

A Constituição e o agronegócio.

Criar um grupo de notáveis da Lei, constitucionalistas, para ver o que se pode melhorar e incrementar a partir da nossa Constituição. Quais os atalhos legais para soluções mato-grossenses. E para essa jornada constitucional, federativa, renovadora, chamar o agro negócio para somar na luta que é de todos.

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Os maiores produtores de grãos do país precisam de paz e garantias constitucionais para produzir mais e melhor. E para tal precisam estar juntos no combate ao crime. Oferecer recursos para a melhoria constante do meio ambiente social. O prefeito de um município rico tem que ter meios locais para resolver problemas locais.

Não é admissível que rico produtor de grãos não possa ter o seu bom sistema municipal de saúde e escola pública. E Guarda Municipal. E prisões municipais. E ate inovar na coragem de eleger o Xerife da cidade. O que não se pode aceitar mais é ser rico município produtor de grãos, de madeira, e deixar os serviços essenciais à população esperando o governo federal liberar verbas, política-mente.

O maior produtor de grãos tem que ter liberdade própria.

A maior produção de grão do Brasil tem que ir além do comercial. Conquistar e agregar mais, que apenas produzir para exportar.  O ganho produtivo deve produzir ganho social. Sem o qual, lá na frente, a quarta e quinta geração de herdeiros dos “pioneiros”, terão pouco para produzir e exportar.

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A bancada de Mato Grosso no congresso nacional deve estar tunada com os propósitos renovadores do estado. O senador Blairo Maggi, o Rei da Soja, pode sim, ser o grande líder da reforma federativa. As exportações de MT agregam valores ao país como um todo.

Mato Grosso, como MTS, Goiás, Rio Grande do Norte, Acre…precisam de liberdade própria. Chega de liberdade outorgada. Liberdade consentida é coisa de ditadura (militar ou civil). Lei Kandir, ICMS, CPMF, tributos federais, liberação de verbas para o dia a dia das pessoas, nomeações, tudo isso deve ser passado a limpo.

O governo federal ficará mais leve, será mais fácil governar o Gigante, delegando, ampliando, e garantindo poderes estaduais. Ensinar a cada povo regional ser dono do próprio nariz, a caminhar com as próprias pernas. Essa historia de “eu não penso, Lula pensa por mim” é herança maldita dos maiores ditadores da história.

imagesB7EYZI08imagesS26X72GH Stálin sabia de tudo. Ele controlava o império russo nos mínimos detalhes. A diferença dele com Lula é que o russo fazia questão de dizer que sabia, ouvia, lia tudo que dizia respeito ao governo, ao povo. Ate imposto sobre galinha, ovos, coelho, Stálin mandava publicar. Ele interferia no dia-a-dia dos camponeses, dos estudantes, professores, artistas…

O melhor exemplo de Federação é a do United States of America. Cinqüenta unidades e um Distrito Fedderal, independentes, mas, unidas na Federação, a nos lembrar a Confederação dos Tamoios. Cada tribo, uma nação. Unidas contra o inimigo comum.

Também a Suíça com o Cantão, e vários idiomas, tem se sustentado há séculos. Na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) cada república tinha a sua constituição, mas, o comando era centralizado em Moscou. O tempo provou que a formula artificial criada por Lênin, sob o comando russo, jamais daria certo.

O Estado brasileiro está contaminado. Intoxicado. Doente crônico.

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Lula prometeu que modernizaria o Estado com reformas estruturais, constitucionais. Não fez nenhuma reforma. Encheu o governo federal de oligarcas sindicais e de companheirada não qualificada. Com o escândalo do Mensalão, mirando em José Dirceu, seu possível concorrente à liderança, avisou: “Não vou para o matadouro sozinho”.

Saiu voando para limpar a sua imagem de fora pra dentro. Caiu nos braços de Fidel Castro, Hugo Chávez, Evo Morales, Kadafi, Ahmedinejad. Distanciou o Brasil dos centros de Saber, Conhecimento, Pesquisa, Ciência, Tecnologia, Modernidade.

Tempo de presidente não é dele. È da nação.

Os anos perdidos por Lula são irrecuperáveis. E os escândalos do período “abestalhado” estão pipocando. Ao final do segundo mandato, não tendo mais nenhuma liderança viável, como Pajé, ele apontou o dedo para Dilma.

Desastre federal anunciado. E a população lá embaixo, no município, na cidade, no distrito, a padecer os descalabros, a incompetência, e a “crise” criada por eles mesmos. E com Dilma, mais quatro anos de estagnação. E ficaremos mais três num beco sem saída.

Mato Grosso pode sim dar a largada por um melhor Pacto Federativo. Do jeito que vamos, estamos afundando no mesmismo institucional. Jogando fora energia, alternativas, e possibilidades. Destruindo o meio ambiente no círculo vicioso e alucinado das exportações de commodities. Sacrificando gerações de mato-grossenses, de brasileiros, para alimentar, por exemplo, a insaciável fome do tigre chinês.

Pedro Taques

Creio que haverá retaliação. Pedro Taques deixou um partido da “base aliada” e filiou-se ao principal partido de oposição. No exato momento em que Lula ataca Aécio Neves e colegas, chamando-os “de fascistas, nazistas. De perdedores que não aceitam a derrota eleitoral. E mais. No momento em que Lula se lança candidato para 2018. Lula é vingativo. Note que ele não deixou nenhuma liderança de seu partido florescer. Ele é o Chefe. A estrela guia. Pedro Taques e MT que se preparem para a rebordoza, o troco politico das entranhas do mal.

Já foi dito que na política “aos amigos tudo, aos inimigos nada”. Mas, é na crise, na ameaça, na sacanagem, que se conhece o Líder, o Comandante, o Estadista.

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*Jota Alves é mato-grossense. Fez a Faculdade de Direito Internacional em Moscou. Fundou o jornal The Brasilians e criou o Brazilian Day em Nova York. Exerceu as funções de Secretário Extraordinário do Governo/MT.

Trilha sonora:

 

 

 

 

 

AlexandreCarneiro

O Brasil não é o melhor lugar para eu educar meu filho.

Por muitos anos, visitei diversos lugares pelo mundo. Foram viagens turísticas (Egito, Espanha, França), a trabalho (Itália, Suíça e Turquia) ou para estudar (Alemanha, Estados Unidos, Líbano e Síria). Com o avançar da idade – hoje tenho 53 anos –, percebi que minha real motivação não era o turismo, o trabalho ou estudo, mas a procura por um lugar onde pudesse ter experiências significativas. Amadurecer e me tornar uma pessoa melhor. Quando me tornei pai, aos 43, essa busca se intensificou. Já não era uma procura individual – fazia parte do legado que eu queria gerar para o meu filho.

Pais desejam que seus filhos cresçam saudáveis e felizes.

Trata-se de um desejo simples, mas que vem sempre cercado de incertezas. Qual a melhor maneira de ensinar? O que ensinar? Como aumentar as chances de que eles tenham uma vida bacana, lá na frente? As perguntas surgem todo dia, numa eterna sequência de tentativas, erros e acertos. Mas surgem também algumas certezas.

Nesse momento, como pai, estou desistindo do Brasil. Ou melhor: estou decidindo que o Brasil não é o melhor lugar para eu educar meu filho.

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Não existem países nem povos perfeitos. Nosso planeta é uma infindável mistura de diferenças – e essa é a beleza da humanidade. Entretanto, há sociedades vivendo estágios diferentes de valores e estilos de vida. De alguma forma, me identifico com alguns desses grupos sociais. E repudio o modo como as coisas acontecem em outros. No caso do Brasil, país em que nasci, cada vez mais sinto-me mais distante do jeito de viver e de fazer as coisas.

A insegurança talvez seja o principal problema para um pai que olha para o seu filho crescendo no Brasil.

Em 2012, nosso país registrou mais de 56 mil homicídios. Isso é igual a 154 mortes diárias ou a quase um massacre e meio do Carandiru por dia. Levando em conta as taxas mais atualizadas de homicídios em 100 países, o Brasil fica em 7º lugar. Estamos atrás de El Salvador, Guatemala, Trinidad e Tobago, Colômbia, Venezuela, Guadalupe. Para qualquer outro lugar do mundo aonde você for, incluindo todos os países da África, a sua chance de ser assassinado será menor.

Exatamente hoje, 29 de junho, dia em que escrevo este artigo, meu filho completa 10 anos. Quando penso que a maior taxa de mortalidade da população brasileira está na faixa dos 20 aos 24 anos, fico realmente preocupado. E penso que a minha responsabilidade como pai é defender a sua integridade diante dessa ameaça. O que, para mim, equivale a deixar o país. Aqui os bandidos matam. A polícia mata. O cidadão comum mata – considerando acidentes de trânsito, entre os mesmos 100 países analisados, o Brasil ficou com a 4ª posição.

A cultura do medo

imagesQ7SJIXPJ imagesIFD5Q9U8A frase a seguir é um baita clichê e expressa uma baita verdade: a vida vale muito pouco no Brasil. Nós não vivemos apenas uma cultura do medo no Brasil – esse aspecto de brutalidade da alma brasileira é real.

Todo dia há relatos de arrastões, assaltos e latrocínios nas ruas, invasões a residências, estupros, sequestros de todo tipo. São muitas as atrocidades que nos acometem. E tudo ficou “natural”, um item cotidiano, parte da nossa realidade e do modo como nos comportamos.

O tempo passa e fico cada vez mais incomodado com hábitos que parecem ser cada vez mais normais no Brasil: jogar lixo por toda parte, fazer xixi pelas ruas, desrespeitar o descanso noturno do cidadão que acorda cedo para trabalhar no outro dia… a lista não tem fim!

O homicídio é o suprassumo da falta de respeito pelo outro. Mas essa indiferença pelo próximo acontece numa longa escala de gestos de incivilidade e insensibilidade. Em 1980, aos 18 anos, fiz um intercâmbio nos Estados Unidos. Morei seis meses em Cincinnati, Ohio. Num passeio de carro pela cidade, atirei inadvertidamente pela janela do veículo um chiclete mascado. Toda a família americana estava no carro e imediatamente me olhou surpresa. Maior ainda foi a minha surpresa quando meu “pai americano” estacionou o carro e gentilmente me explicou que não era correto sujar a rua. Todos me ajudaram a procurar o chiclete perdido, numa temperatura de dez graus negativos.

Quem é honesto é visto como trouxa – outro imenso clichê que expressa uma imensa verdade.

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Quero viver com meu filho em um país em que a corrupção seja uma exceção entre os líderes políticos, e não a regra, como no Brasil. Aqui todo mundo leva vantagem – do presidente da multinacional ao chefe do almoxarifado. Dos vereadores aos membros do Executivo. Do policial de rua ao juiz corregedor. Do síndico ao zelador do seu prédio.

Busco um país que invista na educação – de verdade –, por acreditar realmente que o futuro de todos os seus habitantes, e da própria nação, depende disso.

No Japão, desde o Ensino Fundamental, são os alunos que cuidam da limpeza da escola e do preparo e oferecimento do lanche aos colegas. Os professores se dedicam incansavelmente para desenvolver metodologias de ensino que facilitem o aprendizado e motivem seus alunos. O trabalho em equipe e a troca de experiências entre colegas é a regra. Compare isso com o ensino público brasileiro (e porque não dizer, com o ensino privado também…).

Estive no Líbano na década de 90, no período da guerra civil (que durou 15 anos, de 1975 a 1990) e presenciei diariamente a força da solidariedade humana. Apesar de toda a destruição, dos bombardeios, das áreas minadas, das colunas de tanque que invadiam zonas da cidade, as pessoas se ajudavam, compartilhavam o que tinham (um simples pacote de biscoito, ou uma barra de chocolate ou uma garrafa de água).

Em países como Marrocos e Tunísia é comum ver crianças saindo da escola e entrando em casas que não são aquelas de seus pais para lanchar. As famílias se consideram co-responsáveis por elas, independentemente se são ou não seus filhos de sangue.

O brasileiro é considerado um povo solidário.

Mas cada vez mais assisto por aqui o mais frio dos individualismos regendo o convívio social. Na Itália, há o sentimento de respeito pela família e a tradição de todos estarem reunidos na hora da “cena”. O jantar dura de 2 a 3 horas e as pessoas conversam entre si. Nós estamos cada vez mais comendo sozinhos em frente à TV ou teclando smartphones – mesmo quando moramos em família.

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Na Alemanha há o respeito pela pontualidade nos compromissos, valorizando o tempo da outra pessoa. Aqui nos acostumamos ao atraso sem ao menos dar um telefonema para diminuir o estresse de quem nos aguarda.

Na minha busca, experimentei muitas profissões. Fui contador, auditor, perito contábil, consultor financeiro, professor universitário, corretor de imóveis. Até que comecei a ler e saber um pouco mais sobre os Nômades Digitais, pessoas inquietas que adotaram um estilo de vida pessoal e profissional independente, com alta mobilidade geográfica, usando cada vez mais a internet e uma lista infindável de aplicativos para tocarem suas vidas e suas profissões.

Minha aposta é que seja possível levar meu filho pelo mundo, para viver experiências mais edificantes, em culturas e sociedades que têm mais a lhe ensinar do que a nossa.

Talvez já seja hora de perceber que a programação mental que nos foi imposta pelo sistema educacional tradicional está ultrapassada. Estou plenamente convencido de que acumular diplomas formais, ter um emprego convencional e sonhar com uma aposentadoria sedentária é um caminho velho que não trará felicidade a meu filho.

Tento mostrar isso a ele – e à mãe dele também. Quero motivá-lo a experimentar, a arriscar, a confiar nos seus instintos. Como pai, quero estar sempre perto o suficiente para dar a mão sempre que ele tropeçar. Ou para ajudá-lo a levantar-se quando ele cair.

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Esse é o meu projeto. Preparo dia após dia as etapas necessárias ao seu sucesso. Sei que não sou o primeiro a seguir por esse caminho. Há muitos exemplos de pais que andam pelo mundo com seus filhos. E respeito os brasileiros que ainda acreditam no desenvolvimento e na melhoria do Brasil. Eu, infelizmente, não compartilho mais dessa crença.

Sei que sentirei falta de muitos momentos felizes que tive por aqui, dos amigos e familiares, mas estou sereno com minha decisão de procurar sociedades mais de acordo com minha visão de mundo, em vez de ficar por aqui tentando empurrar uma montanha com a qual eu tenho cada vez mais estranhamentos.

O autor: Alexandre Carneiro, 53, é Consultor Financeiro e Coach em Business e Finanças em programas de formação de executivos japoneses no Brasil.

O BR e a Petrobrás

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“Acabamos de saber que a organização do Brazilian Day/NY tenta, ou já conseguiu, contrato com a Petrobrás. A TV Globo Internacional fez coquetel para anunciar a troca de logo marca. Do tradicional, logo alegre, identificável, pelo BR verde musgo, feio, triste. Tipo logo de òleo e gasolina, ou poderia ser de Bandidos Republicanos…

Se, fato, o Brazilian Day- criado para comemorar a data de nossa Independência, e que esteve aberto a todos os artistas, músicos, cantores/a, imprensa, e não somente aos contratados da TV Globo- passa a ser mais um “negócio” explorando a boa fé e a saudade de brasileiros.

Se, confirmado, o contrato é um dos muitos acordos imorais que desmoralizam a Petrobrás, afundada no mais bem organizado esquema de corrupção da história brasileira, da América Latina, do mundo.

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Nestor Cerveró e Jorge Zelada, dois diretores da Àrea Internacional da Petrobrás, estão presos e condenados. A montanha de dinheiro escavado da Petrobrás bancou partidos políticos, blogueiros e jornalistas que fazem propaganda do governo. Corrompeu políticos, funcionários públicos. A corrupção na Petrobrás patrocinou shows, filmes, mordomias. Milhões de dólares estão sendo rastreados no exterior. Só a Suíça bloqueou R$ 1,3 bilhão desviados da Petrobrás. Passou por Zelada 31 milhões de dólares de propina. E tem mais dinheiro escondido pelo mundo. A área internacional da Petrobrás é a que mais prejuízo dá ao Brasil.

Se, há contrato da Àrea Internacional da Petrobrás com a TV Globo Internacional, com o  pessoal do BR/NY, o mesmo deve ser de conhecimento público. Pois usa o nome Brasil e a boa fé de brasileiros que se dirigem ao centro de NY para celebrar a nossa data nacional. Contrato para quê? De quanto? Para promover a marca Petrobrás uma vez por ano? Quem compra óleo e gasolina da BR Distribuidora em NY, nos Estados Unidos? Limpar a imagem da Petrobrás na Rua 46?

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Neste momento de vergonha nacional dar dinheiro da Petrobrás para o BR que usa e explora o SETE de SETEMBRO no exterior, é nojento, imoral. È corrupção cívica!

Se, a noticia for confirmada, botaremos a “boca no trombone”. Brasileiros em rede pelo mundo afora, que promovem a boa imagem do Brasil, organizam o Dia do Brasil/Brazilian Day/ com verdadeiro espirito comunitário, sem receber um centavo de governo, denunciarão mais essa safadeza global. Protocolamos pedido de informação à Area Internacional da Petrobrás. Ao Senado Federal. À Operação Lava Jato, ao Juiz Moro.

Esperamos contar com o jornalismo investigativo da TV GLOBO, RECORD, BAND, SBT, REDE TV, TV A CABO, TV CULTURA, VEJA, ÉPOCA, ISTO É, CARTA CAPITAL, PIAUI, ESTADÃO, FOLHA DE SP, CORREIO BRASILIENSE, O GLOBO, ESTADO DE MINAS, ESTADO DA BAHIA, DIARIO DE PERNAMBUCO…

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Transformaram o Dia do Brasil/Sete de Setembro/ num business lucrativo, e que não tem nada de comunitário nem de solidário com as causas e preocupações de brasileiros em Nova York, nos Estados Unidos, no mundo.

A TV Globo Internacional usa o Brazilian Day para vender seu “peixe”: novelas, DVDs, CDs, shows, assinatura de TV a cabo, criar audiência, e clientela para comprar produtos de moda, cosméticos, calçados, bijuterias, merchadising das novelas, que nada contribuem para a melhoria cultural do brasileiro que estuda, trabalha, vive, no exterior.

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Alavancam negócios, serviços, lucros, com as  vantagens e isenções que a festa “da comunidade” proporciona. Fala-se, também, que o IRS, a Prefeitura de NY, a Receita Federal, iniciaram investigação sobre a situação fiscal do BD/BR.

Assinam esta mensagem de Alerta e de Protesto: João de Aquino/Brooklyn, NY/ Maria do Carmo, Bronx. NY/Sebastião da Silva, Manhattan/NY/Maria de Lourdes, Queens/NY/Francisco Mendes, Long Island/NY/Mauro de Carvalho, Newark, NJ/Izabel Mendonça, San Diego, Ca./Pedro Azambuja, Boston. Mass.(Encaminhem, discutam o assunto pela Web).

RH/Escreve que eu publico: O espaço está aberto caso a TV Globo Internacional e os Organizadores do BR/NY queiram se pronunciar sobre o Alerta/Protesto: oreporternahistoria@gmail.com

Mais escolas e mais prisões

A população carcerária no Brasil aumentou 74% entre 2005 e 2012 e passou de 296.919 para 515.482. 12% das prisões foram por crimes contra a vida. Crimes contra patrimônio e de drogas são as causas dos 70% das prisões. O aumento da população carcerária acontece em Pernambuco, Minas, Espírito Santos, São Paulo, estados que passaram a atuar com mais eficiência no combate ao pequeno e médio crime.

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Ouvi estarrecido o presidente do PDT, que deixou o governo por “mal feito”, e já está voltando a convite da Presidenta que nada fez de concreto pelas Policias Civis e Militares. Dilma como Lula nunca discursam “pelo bem do Brasil” contra bandidos adultos e juvenís. Não dizem ao Evo Morales que vão atacar de frente o narcotráfico que vem da Bolívia. No programa ” político” do PDT o discurso é que precisamos de mais escolas e menos prisões.

Coronel morto em Sinop

O país tem que esperar de 15 a 18 anos para a pessoa terminar seus estudos e ser cidadão produtivo, responsável, honesto. Enquanto o Atraso dos anos anteriores faz mais bandido, mais assassino. O país tem que esperar 20/30 anos para um soldado chegar a Coronel, e vê-lo assasinado por pivetes, como aconteceu aqui em SINOP. E o povão acreditando que primeiro tem que haver o fim das classes sociais para depois acabar com crime e violência. O país precisa- JÁ- de prisões. Muitas prisões decentes. Prisões para adolescentes criminosos. Prisões para colarinho branco. Mais prisões e mais escolas! Mais escolas e mais prisões! (Paulo/SINOP)

Quem deve entregar a Declaração de Bens de Viajante ao chegar ao Brasil?

  • Todo cidadão brasileiro que faz uma viagem para o Brasil, ou seja, ingressa no País, qualquer que seja a sua via de transporte, e que tenha bens a declarar (art. 6º da IN RFB nº 1059, de 2010);
  • Todo cidadão que, ao fazer uma viagem para o Brasil, estiver portando valores em montante superior a R$10.000,00 (dez mil reais) ou o equivalente em outra moeda, em espécie.

Mais em Marlise Vidal/FACEBOOK.

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Trilha sonora: