Arquivo do mês: julho 2016

“Um fantasma ronda a Europa. O comunismo já é reconhecido por todas as potências da velha Europa que se unem numa Santa Aliança para conjurá-lo”.

imagesVBAK LeninimagesEntre o Manifesto comunista de Karl Marx e a vitória de Lênin os europeus conheceram o terrorismo do anarquista russo Mikhail Bakunin “a paixão por destruir também é uma paixão criativa”. O Rei Humberto I da Itália foi assassinado pelo anarquista Gaetano Bresci. Ao matar o Duque Francisco Fernando, herdeiro do império austro-húngaro, Gavrilov Princip acendeu a pólvora da Primeira Guerra Mundial.

O fantasma do comunismo evaporou-se. O islamismo radical não é fantasma. É de carne, osso, faca, metralhadora, bomba. E vai continuar matando. As potencias da Europa devem se unir para “conjura-lo”. Por que juntos na União Europeia, Alemanha, Bélgica, França, Itália, não conseguem união e comando centralizado para combater o terrorismo em seus territórios?

A Alemanha de Ângela Merkel

“Os terroristas querem minar nosso senso de comunidade, nossa receptividade e nossa vontade de ajudar as pessoas necessitadas. Nós não aceitaremos isso”. Dentro da armadilha de suas contradições Ângela declara: “A Alemanha está em guerra contra o EI”.

Mas, nega-se aumentar a colaboração do país à coalizão internacional, que luta contra o grupo jihadista na Síria e no Iraque. Para Ângela, a ficha não caiu. Na guerra de morte deflagrada não pode haver meio termo, vacilações. Combater o EI no exterior e não deportar, caçar, isolar, prender, terroristas, no interior da Alemanha, é suicídio.

190c9cfb27adcd5c5c750a25c2484b4bÂngela viveu na Alemanha Oriental. Estudou na universidade de Leipzig, centro de formação marxista. Sua rápida carreira política deve-se aos apelos do ambientalismo, pluralismo, assistencialismo, feminismo, evangelismo. Ela não se declara socialista nem capitalista. Surfa eleitoralmente na industrialização e nas conquistas tecnológicas de uma Alemanha economicamente forte.

Alemães carregam o mea culpa, mea culpa pela destruição que causaram à Europa. Ao abrir as fronteiras da Alemanha, com a sua política de inclusão social ao acomodar grupos étnicos, religiosos, Ângela age como se estivesse pagando a dívida moral de seu povo.

“Vítimas” protegidas por Ângela afrontam o ambiente moral, social, religioso. Mas, ela se recusa a impor respeito e obediência ao estilo de vida do povo alemão.

A inclusão social regada a compaixão de versículos bíblicos mais o pluralismo não apresentam resultados positivos na luta contra o terrorismo. Achando-se politicamente corretos e sob patrulhamento da antiga e moderna esquerda, e pelos seus interesses pessoais, governantes aceitam estilos de vida, hábitos, fidelidades, que avançam sobre a hierarquia de valores e princípios éticos de seus povos.

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Daquela Ângela que parecia determinada em governar com objetivos claros, surge uma primeira ministra confusa, misturando coletivismo, vitimismo, altruísmo, igualitarismo. No seu DNA está o marxismo da utopia do mundo sem classes, do governo comum universal.

Contaminada pelo multiculturalismo, ela, belgas, franceses, italianos, se deixam levar pelos que não defendem compromisso com a moralidade, direitos, leis, tradições, pilares da liberdade e da civilização ocidental.

As “vitimas” de Ângela Merkel e da esquerda europeia, latina, brasileira, se fazem de bonzinhos, gente simples, “um amor de pessoa” para minar as resistências internas, cooptar simpatizantes nas escolas, universidades, na intelectualidade, no meio artístico, na mídia. Para matar!

Amparados pelo assistencialismo, com emprego, moradia, escola, hospital, os agentes do terrorismo têm tempo para fazer a “cabeça” de fracassados, traficantes, corruptos, fanáticos, Nem-Nem, e lunáticos que sonham com dez minutos de fama.

Já intoxicados pelo fanatismo passam a queixar-se de não se adaptarem ao modo de vida dos “infiéis” que os receberam. Espalham que são discriminados, e por isso recebem apoio de intelectuais da esquerda, jornalistas, religiosos. Mas, propagam ódio e vingança em bairros e cidades dominadas por seus patrícios e líderes da fé radical.

Ameaçam: “Ou vocês infiéis mudam o estilo de vida, se arrependem, aceitam o nosso estilo de vida, ou morrem”.

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A Europa, o mundo ocidental, devem entender que terroristas infiltrados locais não atacam o exército, batalhões militares. A tropa inimiga são pessoas que nunca lhes fizeram mal.

O que eles querem destruir nas Ruas, praças, igrejas, escolas, shoppings, aviões, trens, discotecas, é o modo de vida dos infiéis. Querem destruir a liberdade de termos o nosso way of Life, mesmo com todas as suas diferenças econômicas e sociais.

Na Guerra dos Cem anos, na Primeira e Segunda Guerra, alemães, franceses, ingleses, italianos, russos, poloneses, americanos…se mataram aos milhões. Mas voltaram a conviver pacificamente. Criaram a União Europeia para renascer das cinzas. Por mais que ingênuos, irresponsáveis, espertalhões, falem em diálogo, o EI e os diversos grupos terroristas não querem dialogo com infiéis. Deles, só esperem bala, faca, bomba, morte.

A França de Hollande

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Antes de François Hollande a França foi governada por outro François, o Miterrand. Ele usou 14 anos no poder para apagar mancha em sua carreira política: quando Hitler invadiu a França e urinou numa pilastra da torre Eiffel, Miterrand trabalhava para o governo Vichy colaborador dos alemães. Por bons serviços prestados, ele recebeu do Marechal Pétain a comenda Francisque. Esperto, foi limpando a mancha de ter ajudado nazistas.

“Guerrilheiros que renunciassem ao terrorismo, poderiam viver na França. Não seriam repatriados”

Com a Doutrina Miterrand, ele ganhou rosas vermelhas. Limpou pecados ideológicos. Passou a ser o queridinho da esquerda mundial. A Lei: Convite para as Brigadas Vermelhas da Itália, Alemanha, terroristas da África, Oriente Médio, América Latina. Entre os exilados políticos, lunáticos, mercenários, o terrorista venezuelano Carlos, o Chacal.

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Mercenário, vendia-se a quem lhe pagasse mais. Exibicionista, queria ser ator. Desejo: um filme sobre a sua vida. Profissão: assassino. Ele explodiu bombas em Paris. Pela ética do bolivarianismo Carlos Chacal é revolucionário, herói venezuelano. Hugo Chávez com aplausos da esquerda latina, brasileira, pediu que a França o extraditasse para a Venezuela. Atração fatal: Socialismo do século 21 e terrorismo. (Ler a entrevista de Margarida, mulher de Carlos, em Status, Google).

A pirâmide de Miterrand

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Dominando o eleitorado com assistencialismo. Fazendo vista grossa ao enxame de imigrantes (futuros eleitores) a sugar empregos, gastos com escolas, hospitais, moradias, o Miterrand exibicionista, midiático, tudo fez para entrar na história como o presidente da Liberte, Igualite, Fraternite.

Sentindo-se francês devedor por Napoleão ter “conquistado” o Egito (simbolicamente, e por pouco tempo) ele “pagou a dívida moral da França” mandando construir aquela pirâmide no belo espaço livre do Museu do Louvre. Aberração que os franceses aceitaram em lugar que deveria ser intocável. E que está com o Vaticano, o Coliseu, a Estátua da Liberdade, o museu Hermitage, na lista dos alvos terroristas.

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A França e a sua Cidade Luz são berços de teorias sociais. Filósofos para todos os gostos. Do pluralismo das formigas à masturbação coletiva. De seus filósofos românticos, boêmios, atores, revolucionários, midiáticos, anarquistas, nasceram: socialismo, igualitarismo, vitimismo, assistencialismo, paternalismo, pluralismo, ambientalismo, feminismo, protecionismo, existencialismo, coletivismo, comodismo.( O existencialismo de Jean Paul Sartre, o queridinho da esquerda decepcionada, ajudou a formar a lambança social dos nossos dias).

Pregando relativismo e pluralismo, François Hollande foi bem sucedido. Oferecendo mais incentivos sociais ao sindicalismo, conquistou eleitores. Pela cartilha esquerdista entram no “trem da revolução” gente de todo tipo e tendências, e assim ele ganhou a simpatia dos Novos Franceses. O socialista Hollande preside a França capitalista. Mas, não se pode enganar todo mundo o tempo todo. Uma hora a casa cai.

Prefeita de Paris Francois Hollande A socialista Anne Hidalgo governa Paris. O socialista Hollande governa o país. Ambos, dominados pelo politicamente correto, pelo relativismo: “nada é objetivamente e moralmente certo, todas as culturas são iguais”, acolhem as culturas de imigrantes com a maior naturalidade. Sem questionamentos.

Caíram na armadilha do igualitarismo: viver todos juntos sem considerar as diferenças históricas, nacionais, culturais, hábitos pessoais (Haddad, prefeito de São Paulo, adepto da teoria coletiva da caverna, stalinista, quer empregados e desempregados, sujos e limpos, vivendo juntos no centro degradado da capital)

O prefeito de Londres

Pelo pluralismo e igualitarismo é incorreto, por exemplo, criticar imigrantes islâmicos que insistem, protestam, para que os seus hábitos pessoais, vestimentas, fidelidades, sejam adotados nas escolas, no trabalho, por toda parte. (Você me recebe em sua casa, eu peço para mudar a posição do sofá, da mesa, e que a sua filha troque a cor do vestido, que não me agrada). Sem analise lógica da realidade, europeus não vencerão o terrorismo doméstico. Já estão minados por dentro.

Prefeito de Londressadiq O prefeito de Londres é paquistanês muçulmano. Ele é um homem honesto, moderno. Ele é responsável pela segurança dos londrinos. O teste: ele fará o Serviço de Inteligência da Scotland Yard, um dos melhores do mundo, penetrar fundo nos redutos paquistaneses, de refugiados, bairros dominados pela desordem, convite ao terror? Deportará, prenderá, terroristas paquistaneses, ou simpatizantes e apoiadores do EI?

O rapaz que degolou o padre de 86 anos na França tinha sido detido, mas, liberado por Juiz apelando ao Estado de Direito. No Brasil, Juiz questiona a prisão da turma pró terrorismo.

Cecilia Malan, da TV Globo em Londres, quando noticia críticas de ingleses à política de imigração, à saída da Inglaterra da União Europeia, consciente ou inconsciente, repete o mantra xenofobia (contei 6 vezes) e islamofobia. Nos noticiários brasileiros fazem o mesmo. Exatamente isso querem terroristas e seus simpatizantes. Criar clima de perseguidos, vítimas.

Mesmo deixando de apoiar ofensivas contra o Estado Islâmico, Alemanha, França, continuarão alvo de terroristas. Colhem o que plantaram por misturar fantasia e realidade.

Uma grande civilização não é conquistada de fora até que tenha se destruído a si mesma a partir de dentro. (Will Durant).

Trilha sonora:

Jota Alves, graduou-se em Direito Internacional, Moscou. Em Nova York, fundou o jornal The Brasilians e criou o Dia do Brasil (Brazilian Day). Exerceu funções de Secretário de Governo, em Mato Grosso. Edita www.oreporternahistoria.com.br e www.odiadobrasil.com. Contato: jotalvesnymt@gmail.com.

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Trinta e cinco anos antes da Queda da Bastilha, George Washington estava na luta contra a monarquia francesa e seus soldados em território americano. Treze anos antes da Queda da Bastilha as 13 colônias inglesas se revoltaram contra os impostos abusivos e o controle sobre a vida dos cidadãos. Teve início a Guerra pela Independência dos Estados Unidos.

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Dois anos antes da prisão da Rainha Maria Antonieta o Congresso da jovem nação proclamava a sua primeira Constituição. No dia 4 de abril de 1789, três meses e dez dias antes da vitória dos revoltosos franceses, George Washington tomava posse como o primeiro presidente dos Estados Unidos. O Dia Nacional dos EEUU é 4 de julho. O da França, 14 de julho.

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Eu assistia ao jogo Portugal x França com grupo de vinte pessoas. Futebol e política se cruzaram com cerveja, sardinha assada, vinho, vodca. Três candidatos a deputado estadual, quatro professoras universitárias, cinco militantes lulistas, duas dilmistas roxas, faziam provocações e acusações ideológicas mutuas. Esquentados pela mistura de vinho e caipirinha de vodca deitavam regras e dogmas em socialismo, bolivarianismo, capitalismo, terrorismo, relativismo.

No meio da retórica e de chavões fui provocado a meter colher ideológica e palpitar sobre a Revolução Francesa, e sua importância para o mundo. Resumo o que rolou:

Comecei com datas, nomes, locais, da luta pela independência dos Estados Unidos, anteriores à Revolta Francesa. Na época, não se falava em Revolução, e sim em substituir o Rei e na Queda da Bastilha, ícone maior da repressão.

Foi Karl Marx quem fixou no imaginário popular europeu a figura Revolução para acabar com a Monarquia e a burguesia. Parte das teorias que ele burilava e colocou em seu Manifesto Comunista.

O clima esquentou, quando eu, amolecido pela sensualidade tímida da professora A. C, fluente em inglês e aprendendo russo, já calibrado por Stolichnaya, beliscando tainha assada, disse: “Antes de falarmos na Revolução Francesa, vamos falar na Revolução Americana”.

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E saber que a Declaração dos Direitos Individuais, Cidadania, com liberdade religiosa, de Assembleia, petição, liberdade individual, de expressão, são princípios consagrados pela Primeira Constituição dos Estados Unidos. Aceitos e adaptados pelos revolucionários franceses.

Que o maior “inimigo” da França foi a Inglaterra na guerra dos Cem anos. Que a morte de Joana D’ Arc, a camponesa revoltada de 19 anos, queimada na cruz por soldados ingleses, pairava como sombra de vingança no imaginário francês contra o Rei da Inglaterra. E que a revolta americana, e a independência, foram exemplo, estímulo, alavanca, para os revoltosos franceses contra a monarquia.

Se, pequenas colônias, lá da selva, derrotaram o Rei da Inglaterra, “por que nós não podemos derrotar o Rei Luiz XVI e acabar com essa monarquia de brioches”.

Quanto mais eu aprofundava com datas, citações, o pau comia. Desqualificando. Técnica usada pelo patrulhamento ideológico, conhecida durante e depois de minha experiência soviética. Usada e renovada pelo “esquerdismo da corrupção”.

imagesCARDZNG4Luiz XVI semelhança Que enquanto a revolução francesa se contorcia com Saída e Entrada de monarcas, mantendo os mesmos mecanismos sociais, difundia populismo e mitos (o “revolucionário” Napoleão coroando-se Imperador, Napoleão III, Reis) os EEUU rompiam vínculos com o atraso, obscurantismo religioso, com o mesmo sistema de governo: Legislativo, Judiciário, Executivo, uma Constituição, com menos ideologia e mais tecnologia, partiram para ser, em cem anos, a mais desenvolvida nação do planeta.

Disse que Thomaz Jefferson, o “pai” da constituição norte-americana, acusado de anarquista, ativista, francófilo, repassava dinheiro e mandava material impresso “subversivo” para seus leitores e amigos na França.

Que aos Estados Unidos, economicamente dependentes do comércio, da marinha, e dos investidores ingleses, interessavam, e muito, a queda da monarquia francesa.

Marat_Danton_Robespierre George, Thomaz.. Percebi que professores, candidatos, militantes, pouco sabiam, e desconheciam, o processo histórico dos Estados Unidos. Mas, sabiam, repetiam, La Marseillaise. Não citavam Washington, Jefferson, Franklin, mas, sabiam de Marat, Danton, Robespierre. E por analogia, Che Guevara, Hugo Chávez, Evo Morales, Lula, José Dirceu…

Perguntei: Por que a Revolução Americana, anterior à Revolução Francesa, é desprezada, relegada, esquecida, distorcida?

Ouvi mantras e dogmas da cartilha: “Ok, Jota Alves, Thomaz Jefferson escreveu a constituição, era intelectual, mas “comia” escravas”. Alguém respondeu por mim. “Liberdade, Igualdade, Fraternidade, foi a Revolução Francesa que ensinou ao mundo”. Finalmente, a professora tímida reagiu: “Mas, foram esses princípios que nortearam a revolução americana e influenciaram a Revolução francesa. A americana não ficou famosa por ter guilhotinado Rei e Rainha, que estavam distantes, na Inglaterra. Mas, a primeira bandeira revolucionária foi a dos Estados Unidos. Porém,  eles não criaram uma música tão vibrante, bonita, como La Marseaillese”.

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Terminei o primeiro tempo daquela partida ideológica ao informar que os Estados Unidos foram os primeiros a reconhecer o governo da Revolução Francesa. O primeiro país a reconhecer a Independência do Brasil. .

Ficaram atentos quando eu disse que mesmo após a Revolução, a França continuou com o seu colonialismo escravocrata. Franceses guerrearam contra portugueses, holandeses, espanhóis, por terras americanas, e no Brasil. Entrou na África, sudeste asiático (Polinésia francesa, famosa pelo pintor Paul Guaguin). Criou as colônias Haiti, Nova Orleans (vendida por Napoleão aos Estados Unidos por U$ 15 milhões) Guiana Francesa, Martinica, Guadalupe, São Martinho, São Pedro, São Bartolomeu. Inglaterra e França dominavam por terra e mar.

Paris, Cidade – Luz! Banho de cultura

A França com o terceiro maior território europeu (Rússia e Ucrânia) e com a sua capital Paris, Cidade- Luz, encantava (encanta) o mundo. Como fizeram Alexandria, Cartago, Roma. Poetas, pintores, escritores, músicos, o beautiful people, exilados e refugiados de todos os impérios, esquerdistas festivos, sentimentais, saudosistas, sectários, fanáticos, queriam (querem) seus quinze minutos de fama em Paris de onde doutrinam e influenciam seus companheiros em terras distantes.

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Na Corte russa falava-se francês. Exércitos, como o brasileiro, foram criados com instrutores franceses sob a influência do Positivismo. Até hoje, o melhor presente que um pai americano pode dar aos filhos é uma viagem a Paris, para banho de cultura. Paris, cidade de todos os desejos, sempre influenciou e glamurizou o mundo com: Voltaire, Victor Hugo, Lafayette, Balzac, Stendhal, Proust, Romain Rolland, Camus, Renoir, Monet, Picasso, Chanel, Edith Piaf, Brigitte Bardot, Pigalle, Quartier Latin, Maxim’s, Dior, Alain Delon, Pierre Cardin, Ives St.Laurent, Jean Paul Sartre, Platini…

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Enquanto Paris recebia intelectuais de todos os versos, partituras e pincéis, trabalhadores sem emprego, camponeses sem terra, europeus, aos milhões, emigravam para o Novo Mundo, Terra Prometida, da Liberdade, do Progresso. E a nação americana foi se formando com irlandeses, escandinavos, italianos, alemães, holandeses, russos, franceses, portugueses, espanhóis...

Por iniciativa do escultor Fredéric Bertholdi, com apoio do presidente Ulysses Grant que garantiu o local, ilha da União, campanha mobilizou imigrantes que doaram dinheiro e horas de trabalho para o presente da França aos Estados Unidos: The Statue of Liberty. Inaugurada em 28 de outubro de 1886.

A lembrar que os Estados Unidos foram os primeiros a proclamar e consagrar os Direitos Individuais (que pertenciam à Monarquia). Princípios usados com coragem e beleza pela Revolução Francesa.

(Fundador e editor do jornal The Brasilians, criador do Brazilian Day, integrei a Comissão de Celebração do Centenário da Estátua da Liberdade. Dediquei o Carnaval do Brasil no mundialmente famoso Waldorf Astoria Hotel ao Bi Centenário da Independência dos Estados Unidos. E um Brazilian Day à Ulysses Guimarães e ao Bi Centenário da Constituição dos EEUU quando no Brasil lutava-se para aprovar  constituição, pós ditadura).

A revolução de Outubro e a propaganda

Revolução russa O novo país, América, passou a influir, ser ouvido, a partir de sua presença e vitória na primeira guerra mundial. Com o triunfo da Revolução de Outubro, proclamada comunista, o mundo ficou abalado e dividido.

Mas, a infra- estrutura americana já estava fortalecida. O país unido. O cinema despontava como influente veículo de comunicação mundial. Nova York levantava arranha-céu sem parar. A Broadway criava musicais no lugar de óperas. Mas, o charme e a magia continuavam com a Paris da queda da Bastilha, da Liberte, Igualite, Fraternite.

A influência do Partido Comunista Francês foi avassaladora nas escolas, colégios, universidades, imprensa, artes. A intelectualidade francesa influenciava a esquerda latina, brasileira.

Guerra fria

Guerra Fria

No confronto comunismo x capitalismo, URSS x Estados Unidos, a propaganda stalinista não deixava “existir” revolução americana. A prioridade era a revolução francesa. Tida como “mãe” da Revolução de Outubro. Teoria e picaretagem ideológica que Lênin descartou e denunciou como errada e falsa.

Os Estados Unidos foram fundamentais para a vitória dos aliados e derrota da Alemanha nazista. Mas, o confronto comunismo x capitalismo era inevitável. De 1947, ao fim da União das Repúblicas Soviéticas (URSS), vivemos abalados e influenciados pela Guerra Fria. E nela, comunistas brasileiros guiados pelo Partido Comunista da União Soviética, dominaram (dominam) importantes setores do ensino, cultura, artes, da imprensa…

O militante lulista virou-se para mim e triunfante repicou: “ Os gringos foram derrotados no Viet Nam. Os EEUU perderam a guerra lá. Eu: “Antes deles, os franceses foram derrotados por Ho Chi Min”. O militante de esquerda não sabia que a França invadiu o Viet Nam e perdeu a guerra.

Nunca antes na historia desse país

A tragédia brasileira é acreditar em mitos, seguir, aplaudir, votar em espertalhões. A inteligência cultural, midiática, artística, política, cooptada pelo viés totalitário, não consegue livrar-se da zika ideológica que contamina professores, meninos, meninas, escolas, colégios, universidades, artistas. Deturpam. Distorcem. Esquecem. Plagiam. Trocam, deletam, textos e imagens. Interpretam pela cartilha da mobilização eleitoral. Nas aulas, livros, nas perguntas de concursos e vestibulares, lá estão veneno e vírus da má informação, da milonga ideológica, da “luta de classes” a serviço da corrupção.

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O fruto maduro do ensino e herança totalitária está em Lula. Achando-se o máximo ele repete: “Nunca antes na historia desse país”. Ou seja: “Eu sou o caminho, a luz e a verdade”. A história política e social do Brasil, “começa” com Lula.

Não leio livro, jornal. Eu não preciso de diploma para governar o Brasil”, isso é literalmente difundido em escolas, universidades, Movimentos. E brasileiros-eleitores acreditam nisso. TVs, empresários, igrejas, sindicatos, artistas, foram calados por “benefícios” estatais. Hugo Chávez fazia o mesmo na Venezuela. Mas, nem Stálin, Mao, Fidel, Kim Jong, foram tão arrogantes e deliraram tão alto!

Mas, se o presidente da Venezuela vai a TV e diz, “prova”, que Hugo Chávez faz milagres, é um Santo nacional, Lula é o Beato que quer voltar em 2018. Como se nada tivesse acontecido ao Brasil nesses 14 anos. E, se, 50 milhões continuarem a votar nele, que Vive La Revolucion! Falsificadores e cortadores de história dominam Educação e Cultura no Brasil.

imagesQuem não conhece respeita e valoriza a história de seu país, não respeitará a história de outros países.

A Revolução Francesa deve ser ensinada. Nunca esquecida. Mas, os Exterminadores do Futuro e seus militantes jamais valorizarão a Revolução Americana. Pois, para eles, tudo de péssimo no governo LD: 5 mil obras paralisadas, desemprego, carestia, embrutecimento social, aumento do tráfico de drogas, roubo, assalto, crimes, corrupção, é culpa dos Estados Unidos!

Trilha sonora:

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