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O primeiro a gente não esquece: repito meus agradecimentos aos pioneiros que comigo fizeram o primeiro Carnaval do Brasil no Waldorf: Amílcar Moraes, Freddy Santos, Sheri Katz, Paulo Nascimento, Suely Paradela (Varig), Regina ( Farol-Barra-Rio), maestro Kozarin, Zé do Trombone, Janete Bezerra, Núcia Miranda, Ninha, Maria Contessa, Belizário (desfile de fantasias), Amara Guimarães, Luizão (segurança), Miriam Batucada…

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Todos os Quinze Carnaval do Brasil importantes, com novidades, historietas, lembranças, saudades. Neste RH destaco quatro. 1. O Baile do Café. 2. To a Great Nation, to a Great People celebrando os 200 anos da Independência dos Estados Unidos. 3. O Baile do Galo. 4. O Baile da Democracia.

Dez anos antes, Jair Rodrigues subira ao estrelato com Disparada, de Geraldo Vandré, e os LP Os dois na bossa com Elis Regina. Depois de uma pausa ele precisava de grande retorno ao sucesso.

O palco do Waldorf Astoria foi a sua janela internacional. Eu o convidei para o primeiro Carnaval do Brasil e foi a sua primeira viagem aos Estados Unidos. Voltou para o Baile do Galo. Encontrou caminhos e contatos para mais viagens e shows.

O Baile do Café: Não era apenas um Carnaval. O tema permitia promover o Brasil, seus produtos de exportação de maior importância, cultura, esportes. Havia a ditadura. Mas, não promovíamos o governo. Promovemos o nosso país e as suas potencialidades.

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@ Não encontramos saco-de-estopa em NY. Aeromoças trouxeram do Rio para a decoração. @  Queríamos colocar nas mesas saquinhos ou envelopes de café solúvel (como a Colômbia fazia em eventos). O Instituto Brasileiro do Café não respondeu. @ Márcia, filha do presidente Juscelino Kubstcheck , presidiu o Juri do Concurso de Fantasias ao lado de celebridades.@ No Rio, com ritmistas contratados.

@. Graças a latinos que trabalhavam nos serviços gerais do hotel, e adoravam o carnaval brasileiro, conseguimos pingar essência de café no ar condicionado do salão. Cheiro gostoso, café brasileiro. Mas, os dutos do ar chegavam a outros ambientes. Nádia passou horas convencendo o Gerente de Festas a nos livrar de multa alta.

To a Great  People, to a Great  Nation

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No melting pot novaiorquino, com milhões de estrangeiros, fomos os únicos a homenagear a Independência dos Estados Unidos com um Brazilian Carnival. Oferecemos aos que nos acolhiam a nossa alegria contagiante, a nossa melhor festa popular. Lembrando que os EEUU foi a primeira nação a reconhecer a Independência do Brasil.

SAM_0074Contávamos com a presença de Jimmy Carter que havia se alegrado no show do Hotel Nacional, Rio. “Alguém” contatou o presidente que prometeu: “Se a agenda permitir, irei”. Não foi. Mas, enviou mensagem convidando-me para um breakfast na Casa Branca, o que ele fazia, semestralmente, com lideranças das muitas comunidades in the USA.

Recebemos famosos do cinema, da música, da moda. Senadores, empresários. Nova York vivia a febre das discotecas, do soccer com Pelé, de gente pelada entrando em cerimônias. Mas, havia ameaça terrorista. A embaixada americana foi invadida no Irã, e por isso Jimmy Carter perdeu a reeleição.

@ Tony Mamufo, da segurança pessoal de Silvester Stallone, reuniu 15 “armários” para trabalhar comigo no WF. SS estava no pico da carreira com o filme Rocky. Todos queriam SS em seus eventos.

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@ Duas amigas saíram com Tony para fazer a cabeça dele em levar SS ao Carnaval. Imagine o prestígio, a imagem, o retorno. Nunca soube se SS esteve lá. Mas, Pancho, garçom mexicano, confirma que viu Stallone (de peruca e boné) com uma brasileira no colo num canto do segundo andar de camarotes. Candice Bergen, Mick Jagger, Cid Charisse, Gregory Peck, Rita Moreno…

Muitos artistas, cantoras, personalidades, estiveram lá, sem a gente saber. O ministro Delfim Netto, na moita, foi, disse que gostou, mas que “faltava confete”. Pelas muitas portas de acesso ao salão entravam Very Important People. E através delas perdia de 5 a 8 mil dólares de “penetras”. Ingressos eram falsificados.

Repito meus agradecimentos a: Oscar Ornstein, Caribé da Rocha, Leo Tjurs, Jorge Goulart, Nora Ney, Oswaldo Trigueiros e Helio Souza (VARIG). Jesus Henrique, Hugo Rezende, Do Um Romão, Portinho, Claudio Rodite, Assis Brasil, Raul do Trombone, Julie Janeiro, Ubiratan, Tony Mamufo, Nádia Amaral…

O Baile do Galo:

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Para garantir a autenticidade fui a Belo Horizonte. Tentei levar Eder, ponta esquerda da seleção brasileira, estrela do CAM, e por ele homenagear os mineiros que sempre apoiaram as minhas iniciativas e promoções.

O presidente Kalil deixou carro com motorista à minha disposição e mandou autografar 22 camisetas usadas pelas recepcionistas organizadas por Maria de Lourdes, Malu, funcionária da Petrobrás. O maestro Serrinha e a sua banda voaram de BH para o Baile do Galo.

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Com 70% da colônia brasileira de mineiros nada mais natural a homenagem com o Baile do Galo. Emocionante. Era tanto reencontro, gente se abraçando, beijando, chorando. Que eu também chorei várias vezes.

Repito meus agradecimentos a: Kalil, Marcio Pacheco, Maria Elvira, Maria de Lourdes, Tânia Mara, Fernando Natalicci, Sergio Alberto (Manchete), Cristina Koenigkam, Mauro, Nagib, Morgan Motta, Luizinho (Via Brasil Restaurant), Joaquim Gonzales (Brazilian Pavilion Restaurant), Múcio Lages, Laurita Mourão, Hesperia Grossi, Freddy e Renato dos Anjos (fotográfos)…

O Baile da Democracia

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Já estava de mala e cuia para o regresso. Para o Rio com a turma do Brizola ou para Cuiabá de minha infância, juventude, política estudantil, radialista, jornalista.  A ideologia e a saudade venceram.

Em fevereiro de 1985, o Baile da Democracia, o último que organizei e promovi. Alegria e celebração pelo fim da censura, pelo retorno de anistiados. Democracia com progresso. Homenageamos americanos e brasileiros. Imagem 1: Warren Hoge, Editor do The New York Times, sua esposa brasileira, Ricardo Amaral, Claude Ciccioli, da cadeia Hilton de hoteis, 2. Adriana Krambeck (filha de catarinenses, Miss Michigan-USA) com Beth Carvalho. 3. Jamelão. 4. Roberta Close.

Repito agradecimentos: a Ralph de La Cava, Adriana Krambeck, Leonel Brizola, Wilson Fadul, Trajano Ribeiro, Ivan Trilha, Escola de Samba Mangueira, Edilberto Mendes, Monique Evans, Magda Cotrofe, Edna Velho, Beth Carvalho, Jamelão, Elba Ramalho, Roberta Close…

Resumo:

Scantbnatal Little BrazilForam 30 anos cravados no “Tambor do Mundo”. Dia e noite. Só Brasil, e a sua imagem positiva, em minha mente, corpo, e alma. A primeira bandeira verde amarela na Rua 46, centro de Nova York. Jornal, e dezenas de iniciativas culturais, empresariais, esportivas, sociais. Atendimento contínuo aos brasileiros, à comunidade em geral. Aulas de português para American Express e outras empresas. O Dia do Brasil: o primeiro dedicado a Tancredo Neves.

Nunca recebi um telegrama ou carta do governo brasileiro. Não tenho em meus arquivos mensagem de estimulo de nenhum ministro de Relações Exteriores do Brasil. O mesmo acontece com centenas de brasileiros que batalham pela imagem do nosso país. Recebi congratulações e tomei café da manhã na Casa Branca com dois presidentes: Richard Nixon e Jimmy Carter. Jantei com Edward Koch, prefeito de Nova York, na Grace Mansion, residência oficial do prefeito da mais fantástica cidade do mundo. Entrevistado nas TVs, jornal New York Times, Daily Post, Village Voice, El Diario, El Herald Miami, revistas. Convidado, dei palestras em universidades, centros de cultura..

Ela voltou americanizada

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Ha um zika-vírus enterrado na cabeça brasileira contaminada pelo atraso em Educação e Cultura. Fomos intoxicados pelo dengue ideológico. Formadores de opinião, mestres, professores, politicos, líderanças populares, ficaram Setenta anos sonhando com o sonho comunista na URSS. O resultado ai está: epidemia na saúde e na gestão pública. Um governo central sem definição. Sem caráter. Sem rumo. Nem esquerda, nem direita, nem centro. Zorra total. Mil palhaços no salão, como cantava Zé Kéti.

Os filhos, netos, bisnetos, dos que ofenderam e caluniaram Carmen Miranda pelo sucesso obtido nos EEUU: “ela foi cooptada pelo Departamento de Estado, ela vendeu-se ao imperialismo, ela tá cheia de dinheiro” continuam repetindo dogmas, mantras, contra os que se destacam no exterior. Tom Jobim, que com a sua música fez mais pelo Brasil que Lula e todo o seu bando de “revolucionários” dizia: ” No Brasil, sucesso é coisa feia”. Brasileiro fazer sucesso no exterior é pecado, é traição. Os patrulheiros e gendarmes ideológicos estão por toda parte. Não deixam o país sair do atoleiro.

Implodiram o futebol, esfarelam o carnaval

Governantes chegam ao poder sem noção da grandeza nacional. E do quanto o mundo admirava e torcia pelo nosso futebol. Cantava e se alegrava com os nossos ritmos. Nunca tiveram a iniciativa de planejar a promoção da imagem do país acima de partido ou de líderes passageiros.

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O governo brasileiro, a intelligentsia, a TV, a imprensa em geral, nunca levaram em conta a força e a beleza que o brasileiro irradia no exterior. Nunca um presidente ou seu ministro do Exterior tentaram somar com os brasileiros, anônimos, conhecidos, que divulgam e promovem a boa imagem do Brasil.

O desprezo, o pouco caso, o pejorativo, o levar vantagem, tem sido a tônica nas ações do governo e suas Missões. Se antes, não era bom, atualmente está muito pior. Já que a imagem que o governo e suas lideranças passam é a pior de toda a nossa história. Se antes brasileiros evitavam a ditadura, atualmente, dizem: “melhor sozinho que mal acompanhado”.

Lula e o trio da CBF torcida-3aConseguiram detonar os nossos dois maiores produtos culturais. Implodiram o futebol. Os governantes do país estão esfarelando o carnaval, a literatura, cinema, teatro, artes em geral. Estão tunados em salvar a própria pele, de seus familiares, e coniventes. Mais que econômica, a crise real está na essência cultural da nação. Na infra-estrutura de princípios, costumes, tradições, ética, que forjam os povos.

Trilha sonora: 

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