“Um fantasma ronda a Europa. O comunismo já é reconhecido por todas as potências da velha Europa que se unem numa Santa Aliança para conjurá-lo”.

imagesVBAK LeninimagesEntre o Manifesto comunista de Karl Marx e a vitória de Lênin os europeus conheceram o terrorismo do anarquista russo Mikhail Bakunin “a paixão por destruir também é uma paixão criativa”. O Rei Humberto I da Itália foi assassinado pelo anarquista Gaetano Bresci. Ao matar o Duque Francisco Fernando, herdeiro do império austro-húngaro, Gavrilov Princip acendeu a pólvora da Primeira Guerra Mundial.

O fantasma do comunismo evaporou-se. O islamismo radical não é fantasma. É de carne, osso, faca, metralhadora, bomba. E vai continuar matando. As potencias da Europa devem se unir para “conjura-lo”. Por que juntos na União Europeia, Alemanha, Bélgica, França, Itália, não conseguem união e comando centralizado para combater o terrorismo em seus territórios?

A Alemanha de Ângela Merkel

“Os terroristas querem minar nosso senso de comunidade, nossa receptividade e nossa vontade de ajudar as pessoas necessitadas. Nós não aceitaremos isso”. Dentro da armadilha de suas contradições Ângela declara: “A Alemanha está em guerra contra o EI”.

Mas, nega-se aumentar a colaboração do país à coalizão internacional, que luta contra o grupo jihadista na Síria e no Iraque. Para Ângela, a ficha não caiu. Na guerra de morte deflagrada não pode haver meio termo, vacilações. Combater o EI no exterior e não deportar, caçar, isolar, prender, terroristas, no interior da Alemanha, é suicídio.

190c9cfb27adcd5c5c750a25c2484b4bÂngela viveu na Alemanha Oriental. Estudou na universidade de Leipzig, centro de formação marxista. Sua rápida carreira política deve-se aos apelos do ambientalismo, pluralismo, assistencialismo, feminismo, evangelismo. Ela não se declara socialista nem capitalista. Surfa eleitoralmente na industrialização e nas conquistas tecnológicas de uma Alemanha economicamente forte.

Alemães carregam o mea culpa, mea culpa pela destruição que causaram à Europa. Ao abrir as fronteiras da Alemanha, com a sua política de inclusão social ao acomodar grupos étnicos, religiosos, Ângela age como se estivesse pagando a dívida moral de seu povo.

“Vítimas” protegidas por Ângela afrontam o ambiente moral, social, religioso. Mas, ela se recusa a impor respeito e obediência ao estilo de vida do povo alemão.

A inclusão social regada a compaixão de versículos bíblicos mais o pluralismo não apresentam resultados positivos na luta contra o terrorismo. Achando-se politicamente corretos e sob patrulhamento da antiga e moderna esquerda, e pelos seus interesses pessoais, governantes aceitam estilos de vida, hábitos, fidelidades, que avançam sobre a hierarquia de valores e princípios éticos de seus povos.

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Daquela Ângela que parecia determinada em governar com objetivos claros, surge uma primeira ministra confusa, misturando coletivismo, vitimismo, altruísmo, igualitarismo. No seu DNA está o marxismo da utopia do mundo sem classes, do governo comum universal.

Contaminada pelo multiculturalismo, ela, belgas, franceses, italianos, se deixam levar pelos que não defendem compromisso com a moralidade, direitos, leis, tradições, pilares da liberdade e da civilização ocidental.

As “vitimas” de Ângela Merkel e da esquerda europeia, latina, brasileira, se fazem de bonzinhos, gente simples, “um amor de pessoa” para minar as resistências internas, cooptar simpatizantes nas escolas, universidades, na intelectualidade, no meio artístico, na mídia. Para matar!

Amparados pelo assistencialismo, com emprego, moradia, escola, hospital, os agentes do terrorismo têm tempo para fazer a “cabeça” de fracassados, traficantes, corruptos, fanáticos, Nem-Nem, e lunáticos que sonham com dez minutos de fama.

Já intoxicados pelo fanatismo passam a queixar-se de não se adaptarem ao modo de vida dos “infiéis” que os receberam. Espalham que são discriminados, e por isso recebem apoio de intelectuais da esquerda, jornalistas, religiosos. Mas, propagam ódio e vingança em bairros e cidades dominadas por seus patrícios e líderes da fé radical.

Ameaçam: “Ou vocês infiéis mudam o estilo de vida, se arrependem, aceitam o nosso estilo de vida, ou morrem”.

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A Europa, o mundo ocidental, devem entender que terroristas infiltrados locais não atacam o exército, batalhões militares. A tropa inimiga são pessoas que nunca lhes fizeram mal.

O que eles querem destruir nas Ruas, praças, igrejas, escolas, shoppings, aviões, trens, discotecas, é o modo de vida dos infiéis. Querem destruir a liberdade de termos o nosso way of Life, mesmo com todas as suas diferenças econômicas e sociais.

Na Guerra dos Cem anos, na Primeira e Segunda Guerra, alemães, franceses, ingleses, italianos, russos, poloneses, americanos…se mataram aos milhões. Mas voltaram a conviver pacificamente. Criaram a União Europeia para renascer das cinzas. Por mais que ingênuos, irresponsáveis, espertalhões, falem em diálogo, o EI e os diversos grupos terroristas não querem dialogo com infiéis. Deles, só esperem bala, faca, bomba, morte.

A França de Hollande

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Antes de François Hollande a França foi governada por outro François, o Miterrand. Ele usou 14 anos no poder para apagar mancha em sua carreira política: quando Hitler invadiu a França e urinou numa pilastra da torre Eiffel, Miterrand trabalhava para o governo Vichy colaborador dos alemães. Por bons serviços prestados, ele recebeu do Marechal Pétain a comenda Francisque. Esperto, foi limpando a mancha de ter ajudado nazistas.

“Guerrilheiros que renunciassem ao terrorismo, poderiam viver na França. Não seriam repatriados”

Com a Doutrina Miterrand, ele ganhou rosas vermelhas. Limpou pecados ideológicos. Passou a ser o queridinho da esquerda mundial. A Lei: Convite para as Brigadas Vermelhas da Itália, Alemanha, terroristas da África, Oriente Médio, América Latina. Entre os exilados políticos, lunáticos, mercenários, o terrorista venezuelano Carlos, o Chacal.

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Mercenário, vendia-se a quem lhe pagasse mais. Exibicionista, queria ser ator. Desejo: um filme sobre a sua vida. Profissão: assassino. Ele explodiu bombas em Paris. Pela ética do bolivarianismo Carlos Chacal é revolucionário, herói venezuelano. Hugo Chávez com aplausos da esquerda latina, brasileira, pediu que a França o extraditasse para a Venezuela. Atração fatal: Socialismo do século 21 e terrorismo. (Ler a entrevista de Margarida, mulher de Carlos, em Status, Google).

A pirâmide de Miterrand

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Dominando o eleitorado com assistencialismo. Fazendo vista grossa ao enxame de imigrantes (futuros eleitores) a sugar empregos, gastos com escolas, hospitais, moradias, o Miterrand exibicionista, midiático, tudo fez para entrar na história como o presidente da Liberte, Igualite, Fraternite.

Sentindo-se francês devedor por Napoleão ter “conquistado” o Egito (simbolicamente, e por pouco tempo) ele “pagou a dívida moral da França” mandando construir aquela pirâmide no belo espaço livre do Museu do Louvre. Aberração que os franceses aceitaram em lugar que deveria ser intocável. E que está com o Vaticano, o Coliseu, a Estátua da Liberdade, o museu Hermitage, na lista dos alvos terroristas.

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A França e a sua Cidade Luz são berços de teorias sociais. Filósofos para todos os gostos. Do pluralismo das formigas à masturbação coletiva. De seus filósofos românticos, boêmios, atores, revolucionários, midiáticos, anarquistas, nasceram: socialismo, igualitarismo, vitimismo, assistencialismo, paternalismo, pluralismo, ambientalismo, feminismo, protecionismo, existencialismo, coletivismo, comodismo.( O existencialismo de Jean Paul Sartre, o queridinho da esquerda decepcionada, ajudou a formar a lambança social dos nossos dias).

Pregando relativismo e pluralismo, François Hollande foi bem sucedido. Oferecendo mais incentivos sociais ao sindicalismo, conquistou eleitores. Pela cartilha esquerdista entram no “trem da revolução” gente de todo tipo e tendências, e assim ele ganhou a simpatia dos Novos Franceses. O socialista Hollande preside a França capitalista. Mas, não se pode enganar todo mundo o tempo todo. Uma hora a casa cai.

Prefeita de Paris Francois Hollande A socialista Anne Hidalgo governa Paris. O socialista Hollande governa o país. Ambos, dominados pelo politicamente correto, pelo relativismo: “nada é objetivamente e moralmente certo, todas as culturas são iguais”, acolhem as culturas de imigrantes com a maior naturalidade. Sem questionamentos.

Caíram na armadilha do igualitarismo: viver todos juntos sem considerar as diferenças históricas, nacionais, culturais, hábitos pessoais (Haddad, prefeito de São Paulo, adepto da teoria coletiva da caverna, stalinista, quer empregados e desempregados, sujos e limpos, vivendo juntos no centro degradado da capital)

O prefeito de Londres

Pelo pluralismo e igualitarismo é incorreto, por exemplo, criticar imigrantes islâmicos que insistem, protestam, para que os seus hábitos pessoais, vestimentas, fidelidades, sejam adotados nas escolas, no trabalho, por toda parte. (Você me recebe em sua casa, eu peço para mudar a posição do sofá, da mesa, e que a sua filha troque a cor do vestido, que não me agrada). Sem analise lógica da realidade, europeus não vencerão o terrorismo doméstico. Já estão minados por dentro.

Prefeito de Londressadiq O prefeito de Londres é paquistanês muçulmano. Ele é um homem honesto, moderno. Ele é responsável pela segurança dos londrinos. O teste: ele fará o Serviço de Inteligência da Scotland Yard, um dos melhores do mundo, penetrar fundo nos redutos paquistaneses, de refugiados, bairros dominados pela desordem, convite ao terror? Deportará, prenderá, terroristas paquistaneses, ou simpatizantes e apoiadores do EI?

O rapaz que degolou o padre de 86 anos na França tinha sido detido, mas, liberado por Juiz apelando ao Estado de Direito. No Brasil, Juiz questiona a prisão da turma pró terrorismo.

Cecilia Malan, da TV Globo em Londres, quando noticia críticas de ingleses à política de imigração, à saída da Inglaterra da União Europeia, consciente ou inconsciente, repete o mantra xenofobia (contei 6 vezes) e islamofobia. Nos noticiários brasileiros fazem o mesmo. Exatamente isso querem terroristas e seus simpatizantes. Criar clima de perseguidos, vítimas.

Mesmo deixando de apoiar ofensivas contra o Estado Islâmico, Alemanha, França, continuarão alvo de terroristas. Colhem o que plantaram por misturar fantasia e realidade.

Uma grande civilização não é conquistada de fora até que tenha se destruído a si mesma a partir de dentro. (Will Durant).

Trilha sonora:

Jota Alves, graduou-se em Direito Internacional, Moscou. Em Nova York, fundou o jornal The Brasilians e criou o Dia do Brasil (Brazilian Day). Exerceu funções de Secretário de Governo, em Mato Grosso. Edita www.oreporternahistoria.com.br e www.odiadobrasil.com. Contato: jotalvesnymt@gmail.com.

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