27 de novembro 2018

Mitos e coronéis continuam mantendo o atraso nordestino. Corrupção, sempre houve. Mas, antes, o domínio era da superstição, religiosidade, coronelismo, mitos.

Padre Cícero, Antônio Conselheiro, e “profetas”, convenciam com a fé nos poderes divinos. Eram amigos de seus peregrinos. O único conforto que os miseráveis tinham com jabá, farinha, rapadura, e a medicina do afago com ervas curadoras.

O prefeito Padre Cícero, oferecendo a patente de Capitão, armas, roupas, bebidas, convenceu Lampião a lutar contra a Coluna Prestes. Esperto, Lampião se demorou. Mas, ficou com as armas e munições. Prestes saiu de banda, e os dois mitos nunca se encontraram.

Ai, a mitologia comunista “inventou” que Lampião era um revolucionário. Um herói social. Lampião e seus cabras não usavam a cor vermelha (atraia os “macacos”). Mas, a militância de esquerda colocou o vermelho nos lenços de Maria Bonita e nas vestimentas do bando. Bom para filme. Bom para a propaganda eleitoral.

Luís Carlos Prestes dissolveu a Coluna e foi para a Argentina se converter ao marxismo.

Refugiado em Moscou, Prestes “vendeu” a milonga para o Comitê Internacional do Partido Comunista da União Soviética: “as condições subjetivas e objetivas estavam maduras para a Revolução no Brasil”. Prestes, voltou “protegido” por Olga Benário. Em 1935, revoltas aconteceram no Rio Grande do Norte, Recife, Rio de Janeiro. Fracasso total.

Sem a “revolução” agrária prometida pelo Zapata-Francisco Julião e suas Ligas Camponesas. Sem o socialismo de Miguel Arraes. Sem o fim dos Marajás de Fernando Collor.

Sem as obras prometidas pelo mito Lula, inacabadas pela corrupção, o meu Nordeste querido, bonito, rico, continua usado, explorado. De um lado, pelos herdeiros dos coronéis. Do outro lado, pela esquerda dos “revolucionários” Lula, Zé Dirceu, Haddad, Stedile, Celso Amorim, Delúbio, Vaccari, Dilma, Gleisi, ajudados por filósofos e teólogos da “libertação dos oprimidos”. 1. Miguel Arraes com Francisco Julião. 2. Arraes com Fidel Castro. 3. Lula com Celso Furtado. Todos de raiz marxista.

E aí, os mitos que o povo entendia, pois, ligados às suas raízes, à sua vivencia, à sua caatinga, a seu sofrimento, passaram a ser usados pelos Coronéis da mídia, do marketing eleitoral, e da corrupção. Quais as chances do povo nordestino enquanto continuar dominado por Renan, Collor, Mauricio de Oliveira, Ciro Gomes, Jaques Wagner, Lula…?

A Dilma Rousseff do Nordeste

Enquanto Dilma e Cristina Kirchner, se reúnem, para uma “Auto- Crítica” da esquerda latina, Fátima Bezerra, velha militante profissional da esquerda, eleita governadora do Rio Grande do Norte, acredita que está abafando ao gritar:

Vou governar o Rio Grande do Norte, como Lula governou o Brasil”.

“Tamo lascado”, diz o potiguar Gilberto Alves.

Melhor seria a governadora que não é Maria, nem Bonita, espelhar-se em Luiza Alzira Soriano Teixeira, a primeira mulher eleita prefeita, no Brasil, e na América Latina: Lajes, Rio Grande do Norte.

Ou em Maria do Céu, a primeira deputada estadual do Rio Grande do Norte.

Burrice e grosseria

Não ir a reunião de governadores com o novo presidente da República foi burrice e grosseria. Pior ainda foi “a porta na cara” e a resposta de Jair Bolsonaro. Com “Frente Democrática, Aliança Nordestina, União Popular”, e as velhas siglas do Partido Comunista Brasileiro, esses governadores afundarão o Nordeste, mais ainda.

O PT vai governar quatro estados: Bahia, com Rui Costa; Ceará, com Camilo Santana; Rio Grande do Norte, com Fátima Bezerra; e Piauí, com Wellington Dias. O PSB: Paraíba, com João Azevedo, Pernambuco, com Paulo Câmara. O PCdoB no Maranhão, com Flávio Dino. Alagoas, com Renan Filho. Sergipe será governado por Belivaldo Chagas, do PSD, partido da base de Bolsonaro. Mas, na onda esquerdista, Chagas apoiou Haddad.

A República nasceu Estados Unidos do Brasil

Tivéssemos seguido o sistema federativo dos Estados Unidos, com certeza, seríamos uma nação com muita prosperidade. Mas, o antiamericanismo da velha e nova esquerda, nunca deixou a Federação evoluir, com Estado e município, andando com as pernas de seu “povo”.

O fascismo do governo Vargas e a luta pela implantação de um Estado soviético deixaram o Brasil de mãos e pés atados ao “centralismo democrático” do Kremlin federal. Antes, o Rio de Janeiro. Há mais de meio século, Brasília, projetada como um refúgio do Comitê Central que nomeia, demite, reparte os Fundos. O cearense, o paraense, o catarinense, o sergipano, a nação, dependem de Brasília.

Os estados norte-americanos recorrem a Washington nas catástrofes naturais e nas grandes tragédias. Os municípios elegem seus Juízes e Xerifes. Cada estado, cidade, orgulham-se de suas tradições. Se, Montana vai mal, não será New Jersey que pagará a conta. Cada “povo” que resolva seus problemas com trabalho e criatividade.

O Piauí não pode ser penalizado pelo não pagamento de impostos dos magnatas do agronegócio de Mato Grosso. O povo de Roraima deixa de ter escolas, segurança, hospitais, por que a corrupção no Rio de Janeiro, na Bahia, faz a partilha nacional ser menor.

Há séculos as capitanias hereditárias do Nordeste recebem e chupam dinheiro nacional. Ver Refundamos ou Afundamos em www.oreporternahistoria.com.br.

Me dá um dinheiro aí

Os governadores do Atraso já estão de pires na mão. Querem dinheiro da Petrobras. Querem dinheiro para Segurança Pública. Querem dinheiro para…

A governadora do Rio Grande do Norte: “queremos que Bolsonaro não submeta a contingenciamento os recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública e do Fundo Penitenciário. Precisamos que o governo federal chegue junto na questão da segurança pública”.

A companheira Fátima não fala em construir presídios para diminuir as revoltas nas prisões do RGN. Nenhuma palavra no combate ao narcotráfico que com as facilidades dos Treze Anos LD entrou fundo no Nordeste.

Em 2018, a Polícia Federal já apreendeu 1.672 quilos de cocaína no Rio Grande do Norte.

A “onda vermelha” que elegeu muita gente, e muitos corruptos, facilitou a entrada da “onda branca”. Os traficantes de cocaína, maconha, crack, dominam o novo cangaço nordestino. (Lula e Evo Morales com colares de folhas de coca)

Ai, repassamos o filme de Graciliano Ramos, Josué de Castro, Roberto Freire, Celso Furtado, Glauber Rocha: o povo nordestino não pode ser penalizado, discriminado pelo Sudeste. Precisamos de dinheiro. E toma Money para “combater” a seca. E toma dinheiro para ferrovia. E toma dinheiro para a transposição do rio São Francisco. Para a festança dos carcarás!

E a cantilena segue no Norte, no Centro Oeste, no Sudeste. E toma dinheiro. E toma SUDENE, SUDAM, FUNDO DO CENTRO OESTE, ESTATAIS, governos estaduais inchados, prefeituras falidas. E todos com as mãos para cima, implorando pelo Stálin, pelo Mussolini, pelo Lula, de Brasília. E a situação não muda. Como o Pacto Federativo não está funcionando, surgem os movimentos separatistas.

Dinheiro para os governadores do Atraso deve ser monitorado, tim-tim-por-tim-tim.

O governo federal deve pagar espaços na TV, Rádio, Jornal, para noticiar, informar, educar, o povo de cada Estado nordestino que receber verba federal: quanto, quando, para qual órgão, para que?! Isso é democracia participativa.

Sugiro ao presidente Jair Bolsonaro que tenha uma longa conversa com Álvaro Dias. O senador pode sim, comandar trabalhos, Comissão, para sairmos dessa fantasia federativa. As Forças Armadas têm pessoal gabaritado para redesenhar uma nova geopolítica brasileira.

A reforma federativa é urgentíssima. Com cada “povo” cuidando de si fortaleceremos o país. Ficar mandando dinheiro para prefeitos, governadores, vereadores, deputados, é chover no molhado.

Com a Federação que temos seremos um país de fracassados. Ou Refundamos ou Afundamos.

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