Trilha sonora: Olha o Padilha, Moreira da Silva

José Serra, candidato à presidência da República, falou da ausência de uma política de fronteira. Considerou irresponsabilidade o presidente posar com colar de folhas de coca, matéria prima da cocaína, de onde se extrai a pedra do mortífero crack.

A candidata Dilma respondeu que na presidência teria sim uma política de proteção das nossas fronteiras. E mostrou um presente de Lula: o avião não pilotado, silencioso, chamado de invisível, adquirido de Israel. Aliás, 14 aviões, que cobririam o território nacional. “Um espião tecnológico a nos proteger”. Coisa de primeiro mundo.

Mais uma coisa inacabada. Ou melhor, mais uma das muitas anunciadas obras e “reformas” de Lula que não alçaram vôo. A seguir Mario Cesar Carvalho, na Folha de São Paulo:

Sem manutenção, avião antitráfico não voa desde janeiro”

“Uma das estrelas da campanha da presidente Dilma Rousseff (PT), em 2010, o avião não tripulado que seria a principal arma para combater o tráfico de drogas nas fronteiras não voa desde janeiro deste ano por falta de contrato de manutenção. Uma cláusula da compra do sistema, feito junto à empresa israelense IAI (Israel Aerospace Industries), impede a aeronave de voar sem o contrato de manutenção”.

A manutenção não é só para eventuais reparos do avião em caso de acidente. Ela inclui a checagem do equipamento, altamente sofisticado, antes de toda decolagem. Os Vants (veículos aéreos não tripulados) são aeronaves controladas remotamente, a partir de uma base em terra. A versão comprada pela PF é capaz de fotografar o rosto de um traficante a 9.000 metros de altitude, segundo a empresa israelense”.

“No primeiro ano do governo Dilma, a PF anunciou que o projeto inteiro estava orçado em R$ 655 milhões. O pacote incluía 14 Vants e quatro estações terrestres: no Paraná, em Brasília, em Rondônia e no Estado do Amazonas. O conjunto seria suficiente para patrulhar os 15.791 quilômetros da fronteira terrestre brasileira, de acordo com o projeto original.”

Uma única estação saiu do papel

“Em São Miguel do Iguaçu (PR), ao lado de Foz de Iguaçu, na tríplice fronteira. Foi inaugurada em novembro de 2011, pelo ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso. Desde então, o projeto já sofreu com falta de combustível e até de uma carreta para transportar o Vant”.

“O avião voou 400 horas. Identificou cerca de 1.200 alvos críticos, como portos e barcos clandestinos. Parou no fim do ano passado porque acabaram as horas de treinamento que a empresa israelense incluiu na venda. Daí a necessidade do contrato de manutenção”.

A PF diz que não pode informar sobre o futuro cronograma do projeto por se tratar de “informação reservada”. O contrato de manutenção ainda não foi finalizado, segundo a polícia, porque está em fase de “discussão técnica”. A instituição considera “normal” o prazo da administração pública”.

UNASUL DE HUGO CHÁVEZ DITA POLÍTICA DE FRONTEIRA

O presidente da Venezuela leva muito a sério a reencarnação de Simon Bolivar, o Libertador das Américas. Com a sua UNASUL, e outros organismos de controle sul americano, como a nova/velha Triplice Aliança: Argentina, Brasil, Uruguay, contra o Paraguai, Hugo Chavez vem ditando a política de fronteira no continente. José Genoíno, Assessor Especial do  Ministério da Defesa repetia bonitinho a ladainha e os gestos chavista. Dilma prefere plainar em silencio para não mexer “na “política externa iniciada” por Lula.

O Brasil sempre foi respeitado por sua politica externa de não interferência em assuntos internos de outros países. Da não proliferação de armas nucleares. De convivência pacifica. Há uma década está atrelado aos interesses “ideológicos” e estratégicos de Hugo Chavez. O  maior e mais desenvolvido país da América do Sul com as calças arriadas para a pequena, pobre, violenta, rica de petroleo Venezuela de Hugo Simon Bolivar Chavez. Evo Morales o presidente cocalero da Bolivia e Cristina Kirchner, reencarnação moderníssima de Evita Perón, mandam recados e ditam regras para o Brasil. Ridicula, desmoralizante, a submissão da presidenta Dilma às jogadas de Hugo e Cristina contra o Paraguai. Contra o MERCOSUL esvaziado. 

Mais uma prova de que não temos política externa própria. Muito menos de fronteira como ela prometeu ao anunciar o avião “invisivel”.  No chão, por falta de combustível, manutenção, interesse e preocupação real com as nossas fronteiras.

Conselho de Defesa Sul Americano

Não se sabe ao certo qual a participação e o papel dos melhores estrategistas das nossas Forças Armadas no Conselho de Defesa Sul Americano composto por 12 países. Mas sabemos que o Centro de Estudos Estratégicos do Conselho tem sua sede na Argentina. Só faltava ser na Rua Corrientes 348.

Celso Amorim, Marco Aurélio Garcia e outros “estrategistas” indicaram a trilha para Lula deslumbrado pelo presidente caribenho. Uma década de alucinações, projetos no papel, “refinarias, institutos, escolas”, seriam bancados pelos petrodolares venezuelanos. Pancadas de baixa intensidade nos EEUU. O operário “discriminado” pelas elites brasileiras não apertou a mão estendida pelo primeiro negro presidente dos EEUU. Um discriminado pelas elites norte-americanas. A “ideologia” venceu a tecnologia. O atraso venceu a modernidade. Dez anos irrecuperáveis. Um dos livros preferidos da presidenta Dilma: Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust.

Fazendo dobradinha com Hugo Chávez Lula  afastou o Brasil dos centros do Saber, Ciência, Pesquisa, Tecnologia, Modernidade.

Lula, acuado pela corrupção e desmoralização de sua “elite” passou a viajar usando recursos e tempo-que não é de presidente-e sim da nação. Passou a defender interesses de Hugo junto ao Irã, Libia, Nicaragua, Argentina, Palestina, em países africanos e asiáticos. Com postura e discurso de Terceiro Mundo-quando não existia mais o “Segundo Mundo” -liderado pela URSS Lula afastou o Brasil dos centros do Saber, da Ciência, Pesquisa, da Tecnologia, da Modernidade. O país precisa de 7, 2 milhões de tecnicos para dar conta da demanda profissional em atividades ligadas ao consumo mediano, diário.

Sucede que o paraquedista Hugo Chavez é de falar e fazer. Lula ficou com a tribuna, as fotos, as viagens, a fama de O Cara e o blá-blá-bla internacional. Hugo foi á luta. Bancou candidaturas. Elegeu presidentes. E está emplacando a sua visão bolivariana na América do Sul. Dinheiro, ainda mais em dólar do “Império”, sempre falou mais alto em assuntos latinos.

“UNASUL é a cooperação sul americana contra o Império”.

José Genoino, presidente de seu partido, réu no Mensalão, Assessor Especial do Ministério da Defesa, em suas entrevistas e declarações repetia o discurso e os gestos de Hugo Chávez: “Precisamos patrulhar as nossas riquezas”. “Temos que ter forças maritimas, aereas e terrestres para defender o Pre-Sal”. “A UNASUL é fruto da cooperação contra o Império”. E Genoíno por pouco não foi Ministro da Defesa do Brasil. Os negocios bélicos são bilionários. Tá bom ou quer mais?! 

A Policia Federal em greve. O avião da campanha eleitoral de Dilma no chão. As fronteiras escancaradas. O tráfico de armas aumentando. Cartéis mexicanos se instalando no país. As FARC livres e soltas na fronteira Brasil/Colombia. Brasileiros sendo expulsos e mortos na fronteira Brasil/Bolivia. Brasileiros empresários do agro-negócio ameaçados, perseguidos, no Paraguai. Vale tudo na triplice fronteira: Brasil-Bolivia-Peru.

As nossas Forças Armadas sem o devido e necessário respaldo para  a sua rapida modernização. Escândalos, burocracia, violência, bagunça urbana, corrupção, lideranças do governo e da “classe”dirigente julgadas no STF, fazem a imagem do Brasil despencar ainda mais no cenário mundial.

Não há politica externa independente. Não há politica brasileira de fronteira. O discurso de Dilma na ONU, uma salada indigesta, sem sal, sem açucar, claudicante, acovardado, confuso, na linha “revolucionária” de Hugo Chavez, José Genoino, Celso Amorim, Marco Aurelio Garcia. Se “Educação não é prioridade do governo” como ensina o senador Cristovam Buarque, imagina fronteira.

 Amigos para siempre

Nesse faz-de-conta em que vivemos para os teóricos, estrategistas, teólogos, ideólogos, “revolucionários” do governo é melhor mesmo que Hugo Chavez tome conta do “abacaxi” fronteira sul-americana onde a foto de Lula com colar de folha de coca ao lado de Evo Morales é cartão de apresentação, de recomendação. 

È salvo-conduto para entrar e sair. Para bons e grandes negócios de “Amigos para siempre”. È melhor mesmo deixar o avião da Dilma no chão. No ar, sob o controle da Polícia Federal, o “silencioso” pode perturbar a “cooperação sul americana” em nossas fronteiras.

                                               

                                                                          

Que flor é essa?

Pois é chegou a primavera. E na campanha eleitoral das eleições que vão  decidir o futuro das municipalidades, cidades, bairros, ruas, avenidas, qualidade de vida, não se fala em meio ambiente, em preservar o verde, os mananciais. Em MT não é politicamente correto defender o que a natureza nos dá, de graça.

Na minha Cuiabá cercada de queimadas, fuligem, fumaça, calor e sufoco intenso, destruição de areas verdes, quintais de mata primária, nenhum candidato a Prefeito apresenta proposta para redirecionar o desenvolvimento urbano. Torres, prédios, condominios, podem e devem ser construidos, mas com respeito à qualidade de vida. “A Prefeitura, a Camara de Vereadores, o Ministério Publico, a Imprensa, a UFMT,  fazem silencio e apoia o “tipo paulista e sulista de crescimento urbano”. “Destruiram lá, estão destruindo aqui”. “Chegaremos a 50 graus, sem vegetação, sem arborização, pouca agua”. As flores são da arvore que dá nome ao Brasil que deveria ser cultivada em nossas escolas, plantadas em nossos parques”. Maria Santos, Cuiábá.

Julgar. Condenar. E punir!

È só falar em algemas “famosos e ricos brasileiros” se rebelam. Constrangimento. Exibicionismo da PF. Extravagancia disse o ministro do STF Marco Aurélio Mello. Exagero. Algema é o chicote da impunidade. È o sinal da Lei e da Ordem. È exemplar. È para envergonhar o safado e seus chegados no mal feito. Para pobre e para rico. E principalmente para quem rouba milhões do dinheiro público. Constrangimento uma ova. 

O Supremo julga, condena, e tem que fazer cumprir a pena em regime fechado, sem regalias. E os condenados devem ouvir a sentença, algemados, sim. Querem mudar o país? O Lula prometia mudanças éticas. Agora não pode ficar arrotando baboseira e desculpas esfarrapadas de quem tem culpa no cartório.

Sempre tem uma primeira vez. Chamem o Padilha.

Tiveram oito anos para se arrepender, devolver o que pegaram. Continuaram arrogantes. Intocáveis. Donos do tatu bola. Certos da impunidade. Se os Mensaleiros condenados cumprirem pena domiciliar, ou em celas privilegiadas com tudo do bom e do melhor vão continuar cuspindo na cara boa do Brasil. Vão continuar articulando, fazendo politica e ganhando mais dinheiro. Na China, em Cuba, alguns deles seriam fuzilados. Outros prisão perpétua. Nos Estados Unidos, algemados. Em penitenciárias, sem regalias. Sempre tem uma primeira vez. Chamem o Padilha: ALGEMA, CABEÇA RASPADA E CADEIA NELES! (Rafael Marques, Belo Horizonte).

Divulgue. Encaminhe: www.oreporternahistoria.com.br

oreporternahistoria@gmail.com