Trilha sonora:  Al Green Let’s stay together 

Em Moscou, Vladimir Popov, mostrava a Tom Spencer, jornalista norte-americano, as conquistas soviéticas no transporte ferroviário.

“Desta  plataforma a cada três minutos sai um trem para Berlim. Daquela outra a cada quatro vai um trem para Varsóvia. E daquela, lá do outro lado, um trem parte a cada cinco minutos para Roma”.

“Tom Spencer olhou no relógio e disse: já se passaram quinze minutos e nenhum trem saiu. È assim o progresso comunista? Vladimir retrucou: mas, nos Estados Unidos vocês discriminam os negros”.

O policiamento “ideológico”. A castração de críticas. O talebanismo à brasileira. Misturados à baixa consciência política. Desconhecimento histórico. Esperteza partidária. Malandragem eleitoral. Grade televisiva. Privilégios do poder. Interesses monetários pessoais e grupais: Não gostam. Não aceitam. Não perdoam textos, artigos, comentários, favoráveis ao presidente dos Estados Unidos. Ao país como um todo. Com um presidente negro a piada russa não serve mais. O novo refrão já não é soviético, chinês, cubano. È Chavista. Lulista.

                                

Não importa o que se diga ou escreva. A resposta está na ponta da língua: Obama é negro, mas é um capitalista. È da direita. Lula, da “esquerda”, abraçava e afagava George Bush, o durão conservador, da direita texana, rico, branco, de olhos verdes. Terrivelmente mal assessorado em política externa Luis Inácio fez o Brasil entrar no trem de Hugo Chávez.  

Manteve distância de Obama. Por conta da estratégia bolivariana impulsionada por grandes somas de petrodólares venezuelanos o Brasil perdeu, mais uma vez, o trem dos avanços científicos e tecnológicos. Na década Lula a esquerda endireitou-se.

O que se segue não tem nada de esquerda. Nem de direita. È um Repórter na História. A vitória de Obama deve ser observada de ponto de vista brasileiro. E Mama Sarah não é republicana, nem democrata. È apenas a Vovó que adora o neto.

  “Ele ganhou porque sabe amar as pessoas”

                     

Ver e enxergar no sorriso de Mama Sarah, queniana, 90 anos, resposta a 250 anos de navio negreiro. De escravidão. Expressão de alegria e dor. Sofrimento. Desabafo. Ironia. Na risada de Vovó Sarah o “troco”. A resposta para a paz entre as pessoas de todas as raças no melting pot que é a nação governada, por segunda e ultima vez, pelo seu neto Barack Obama. O primeiro negro a presidir os Estados Unidos.

“Venceu pela graça de Deus”. “Não gosta de divisões. Por isso ganhou”.

A psicóloga e historiadora Adriana Berger acrescenta às palavras amorosas de Vovó Sarah: “de fato ele não provocou divisões, rixas raciais. Mas, venceu, outra vez, por ter sido um exemplo de homem público. Não ha uma vírgula sobre o seu comportamento no quesito honradez e honestidade.”

     

Obama parece um garotão. Um pai de familia comum. Ele dignifica a instituição Presidência do seu país.

A história mostra que não é fácil para conservadores, republicanos, para os eleitores (48%) de Mitt Romney aceitar a permanência de um negro na Casa Branca. Choveu mensagens ofensivas à Obama e à sua família nos estados da Klu-Klux-Kan, da Guerra Civil: Alabama, Mississipi, Geórgia. Os tweets mais racistas são da Lousiania, Tennessee, Missouri e Utah.

Essa gente branca de olhos azuis e verdes.

Adriana Berger: “Obama nunca usou a sua popularidade entre os negros das artes, esportes, negócios, cinema, música, imprensa, para pressionar ou menosprezar os brancos. Nunca fez o jogo mesquinho, oportunista, eleitoreiro, desagregador, de Lula que dizia/diz: “ os responsáveis pelos males (malfeitos) do governo é essa gente da oposição conservadora, da direita. Essa gente branca de olhos azuis e verdes”

 “Lula, operário, discriminado, nunca entendeu a importância da eleição de Obama, negro, discriminado. Importância para os Estados Unidos, África, America Latina. E, principalmente, para o Brasil. Lula ficou no chavão dos tempos da guerra fria: se é dos Estados Unidos sou contra”.                                                               

Lula, o operário-presidente, se aconchegava nos braços de Bush. Perigosamente mal assessorado em política externa caiu nos braços de Hugo Chaves e da sua alucinação bolivariana visando, é claro, os interesses petrolíferos da Venezuela. Lula, o operário. Obama, o negro. Teriam feito uma dobradinha benéfica ao Brasil em ciência, pesquisa, intercâmbio, tecnologia, alternativas de desenvolvimento. Uma década perdida!

Menino de recado de Hugo Chávez

  

Os que “viajaram” nos delírios febris de Hugo e Lula sifu.

Lula induzido por seus assessores em política externa passou a fazer tabelinha pelos interesses petrolíferos da Venezuela. Gênios do Itamaraty usaram a tática “guerrilheira” de pancadas de baixa intensidade nos Estados Unidos. Bate e foge. Provocação de baixo nível. Encheção de saco diplomática sem nenhum resultado prático. Para marcar o distanciamento. Resultado: o governo brasileiro passou a ser um ente not reliable nas rodas diplomáticas.

        

Quem se lembra de Zelaya? O cowboy hondurenho que se “refugiou” na embaixada do Brasil. Nós bancamos a conta dele e de sua turma de espertalhões a pedido de Hugo Chávez. Nada a ver com os reais interesses do Brasil. O tempo que o presidente Lula perdeu com viagens inúteis não é dele. È da nação.

 Hugo Chaves rindo e pagando a conta fez de Lula seu menino de recado na arena internacional. Junto à Libia, Gabão, Egito, Irã, Siria, Sudão, Nigéria, Nicarágua, Colômbia, Uruguai, Argentina, Honduras, Haiti… A volta da Tríplice Aliança contra o Paraguai é armação dele. Vale notar que dos presidentes que embarcaram na “viagem” Hugo-Lula, restam poucos.

O presidente-operário não estendeu a mão para o presidente-negro. Jogou o Brasil nos braços da escória ditatorial e sanguinária. Lula afastou o Brasil dos centros da Ciência, Tecnologia, Pesquisa, Modernidade. Do progresso. Perdoou dívidas. Fez doações. Bancou obras. Nos meteu numa gelada no Haiti.

As fronteiras estão como os cocaleros gostam. Terror e pânico. Do tráfico de drogas e do crime organizado. Com conotações políticas, em São Paulo, no Rio. Nas grandes cidades a “mexicanização” com armas pesadas.

Sem ser analisado e criticado pelas TVs abertas que não se interessam em ter programas dedicados à politica externa. O Mundo em Um Minuto, basta. Lula não foi questionado pelo congresso. Pelos movimentos “sociais”. Deitou e rolou. Mas, para que servem amigos e aliados? José Sarney, presidente do Senado. Presidente da Câmara Federal, do PT. Fernando Collor, presidente da Comissão de Assuntos Externos do senado.

 “Imigrantes naturalizados, principalmente os latinos, os pobres, ajudaram a eleger Obama. No Brasil, os miseráveis, pobres, ajudaram a eleger Lula. Parecidos nas origens. Discriminados. Mas, o mar de diferença entre ambos está na honradez. Na honestidade. Na competência. No conhecimento. Na maneira digna de se comportar na presidência da República”.

Cem mil professores de ciência e matemática

“Enquanto Obama falava em contratar 100 mil professores de ciência e de matemática Lula se vangloriava de presidir o Brasil sem nunca ter lido um livro. Não preciso de universidade. Tenho experiencia pra dar e vender. E ainda mandou Obama, formado com distinção em Harvard, aprender a fazer política“.

Ai está o resultado anunciado por órgãos do governo: enorme carência em formandos das ciencias exatas. Até 2014/16 o país necessita de 21 mil engenheiros. De onde? Das universidades “politizadas”, engajadas, seções eleitorais? A década Lula é: Educação “haitiana”.  Saúde pública “nigeriana”. Segurança pública “venezuelana”.

    

 Clint Eastwood contra. Renee a favor. Jon Voight contra. Bill Gates a favor.

A diferença de votos entre o candidato branco e o candidato negro foi pequena. Não há registro de brigas, arruaças, mortes, entre as duas “torcidas”. A vitória de Obama é uma lição de democracia. 

 

              

“Fosse eu assessora do presidente dos Estados Unidos lhe diria para dedicar a reeleição a duas pessoas: ao presidente Lincoln e a sua Vovó Sarah que lhe transferiu o DNA do sorriso, honestidade, vitória. Ela vive em Kalongo próximo ao lago Vitória, Quênia. Vitória decente. Reeleição sem compra de votos. Sem corrupção. Sem escândalos” (Adriana Berger).

Do pensamento Obama:

“Se alguém ainda duvida que a América é o lugar onde todos os sonhos são possíveis, se ainda questiona se os sonhos dos nossos fundadores ainda estão vivos, se ainda questiona o poder da nossa democracia, teve esta noite a resposta”.

“Foi a resposta dada por jovens e velhos, ricos e pobres, Democratas e Republicanos, negros, brancos, latinos, asiáticos, homossexuais, heterossexuais, deficientes, americanos que enviaram a mensagem ao mundo de que não somos somente um conjunto de indivíduos ou um conjunto de estados vermelhos ou azuis”.

Nós somos, e sempre seremos, os Estados Unidos da América.

 

É hora de voltar ao trabalho, e há muito trabalho para fazer. As pessoas votaram por ação, e não pela política tradicional“.

“Falaremos aos ricos para que paguem um pouco mais de imposto como o único modo de manter o caminho rumo à prosperidade”.

“Não vou pedir a estudantes e cidadãos pobres para pagar mais impostos. Não farei isso”.

“Vamos unir-nos num novo espírito de patriotismo, de responsabilidade, em que cada um de nós resolve participar e trabalhar mais e olhar não só por nós mesmos mas também pelos outros”.

 

“Neste país, levantamo-nos e caímos como uma nação só, como um povo.  Resistamos à tentação de voltar a cair no mesmo sectarismo, mesquinhez e imaturidade que envenenou a nossa política durante tanto tempo”.

Erotismo para os mortos

          

No México  o Dia de Finados é colorido e divertido. A imagem é do fotografo Spencer Tunick.

Fumar maconha e transar em cemitério eu já vi. Mas essa em Taiwan chocou. Os amigos do morto contratam garotas de strip tease, go-go-girls, para festejar a vida e a morte do falecido. As garotas eróticas estão fazendo sucesso e ganham bem. Como no Brasil a gente copia tudo que vem de fora daqui a pouco a matança paulista vai ser festejada com rebolado e roupa sexy em cima das tumbas. (Joana, Campinas, São Paulo)

 Paulistas e paulistanos que me desculpem, mas essas são  ótimas…

 É a mais pura verdade!

 É melhor do que “de” argentino…

              Tom Jobim era carioca

  • Vinícius de Morais era carioca
  • Chico Buarque é carioca
  • Noel Rosa era carioca
  • Pixinguinha era carioca
  • Lamartine Babo era carioca
  • Renato Russo era carioca
  • Arnaldo Jabor é carioca
  • Cazuza era carioca
  • Betinho era carioca
  • Zico é carioca
  • Romário é carioca
  • a Skoll é carioca
  • O maior estádio do mundo é carioca
  • O vôlei de praia é invenção carioca
  • O futevôlei é invenção carioca
  • O futebol de praia é invenção carioca
  • A praia mais famosa do Mundo é carioca
  • A maior floresta urbana do mundo é carioca
  • Os dois maiores símbolos do País (Cristo Redentor e o Pão de Açúcar) são cariocas
  • A Brahma é carioca
  • O Rio é sol, é sal, é suor, é cerveja, é carioca!

 AGORA OS PAULISTAS

 Zé Dirceu e Marta Suplicy são paulistas

  • O Juiz Nicolalau é paulista
  • Chiquinho Scarpa é paulista
  • Gugu é paulista
  • Faustão é paulista
  • O Tietê é paulista
  • Baú da Felicidade é coisa de paulista
  • A pior cerveja do país (Xixicariol) é paulista
  • A 2ª pior cerveja do país (Kaiser) é paulista
  • A cidade mais poluída do Brasil é paulista
  • A cidade mais engarrafada do Brasil é paulista
  • O aeroporto mais perigoso do país é paulista
  • “Ô meu” é coisa de paulista
  • “um chopps e 2 pastéu” é coisa de paulista

 E finalmente o pior: O PT É DE SÃO PAULO 

(De Jarbas Bezerra, pau-de-arara, mas, carioca) 

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Do Repórter na História: fotos e rabiscos 

                                     

O primeiro à esquerda. Com colegas da América Latina na primeira visita à Praça Vermelha. A universidade da Amizade entre os Povos, nomeada Patrice Lumumba, em homenagem póstuma ao primeiro ministro do Congo, uma “Babel” de estudantes africanos, latinos, asiáticos. Europeus, poucos. Aprendi a distinguir sotaques, nuances vocais. O mexicano fala cantando. O cubano atropela as palavras. O sotaque argentino o mais peculiar de todos. O colombiano tem fama de falar o melhor espanhol das Américas. 

Aprendi palavras em suahili, banto, bengali, hindu, grego. De vez em quando, conversando, solto uma palavra em russo, em inglês, espanhol. O primeiro à direita, o paulista Helinho, engenheiro, trabalhando no Iraque, morreu vítima de uma explosão.

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