Trilha sonora: As 10 Melhores Trilhas De Filmes

 

Alfred  Oscar 2013  fonda

A festa do Oscar ha 85 anos com glamour, qualidade, beleza, admiração mundial, celebra o melhor da mais fantástica indústria de entretenimento criada pelo homem.

Já comentei neste e em outros espaços: Se o filme (cinema) tivesse vingado no Brasil como indústria não estaríamos em miséria cultural. Esta bem pior para um povo que a miséria pela falta de dinheiro e pão. Com políticos e governantes honestos, inteligentes, bem formados, não teríamos nenhum tipo de miséria no país. Há povos ricos em petroléo, em recursos naturais, mas culturalmente pobres. Viveram e vivem no obscuratismo, dominados, “escravizados”. O que é a Primavera Àrabe? È a busca pela liberdade cultural, pela diversificação criativa. Voltarei ao assunto e peço participação e contribuição a esse que considero esquecido, não comentado, e para muitos desconhecido, tema ou discussão ou análise ou critica: o que teria sido mais benéfico, mais positivo, para a cultura e o modo de vida brasileiro: o cinema ou a novela?

 Mais essência

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O cinema norte-americano está cada vez mais denso. Mais essência. Para mim, melhor. Com seus temas tradicionais mostrados com mais sofisticação e aprofundamento histórico. Empregando milhares de screen writer, pesquisadores, escritores, analistas, técnicos, diretores, artistas, o cinema USA vai e volta em cima do: cowboy, do gangster, do vampiro, do cavalo, do cachorro, do desenho animado, extraterrestres, da guerra, de sua história. A loira fatal tipo Marylin já não empolga tanto. Claro, vez por outra uma blond girl será novidade. Um boxeador (a) fará, outra vez, sucesso. Há menos Jason, Moto serra, Sexta Feira 13, monstros e filmes de horror. Mas, sempre haverá um Frankstein. È um ícone do cinema. 

Mais Love Story

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Relações familiares, profissionais. Descobertas cientificas. Narrativas. Epopéias. Biografias. Musicais. Love story. E muita história em excelentes filmes. Em uma hora e meia, 2 horas, temos aulas, ensinamentos, divertimentos úteis, para crianças e adultos. Para apontar caminho, mostrar alternativas e alegrar a sociedade como um todo, não é preciso quatro, seis meses. Encanta ver nos produtores de filmes USA esse entranhado respeito e valorização à história do país. Sem choramingueira, jogadas eleitorais, politização rasteira, uso de “ideologia”. Qualquer ideologia. Uma história de amor é uma história de amor. No far west matar um ladrão de cavalo era lei. Por que colocar teoria política nisso? Lei é para ser cumprida.

Tenho lido comentários sobre Lincoln. Um excelente filme de Steven Spielberg aquele jovem diretor que parecia fazer sucesso apenas com ETs e Dinossauros. Nesse épico do fim da escravidão nos EEUU Spielberg mostra que como homem de Cinema, midia poderosa, influente veículo de comunicação, ele está tunado com a historia de seu país. A conhece, estuda, valoriza, a divulga. Mantem viva a chama que diferencia povos vencedores de povos fracassados. Povo que não cultua e não respeita a própria história é povo culturalmente pobre. Mesmo que rico por fora e bonito por natureza.

“Lincoln, capitalista do norte”.

 

Lincoln

Exageram. Lincoln não foi esse estadista que dizem“. Cem anos após a guerra pela independència e na formação do país o advogado Abraham Lincoln teria que ser e ter alguma coisa. A industrialização chegava, o capitalismo financeiro também, possibilitando a construção de ferrovias, portos, centrais elétricas, estradas, para solidificação do país. O que ele era não interessa. O que ele fez, sim interessa. Com obstinação de vida e morte, com a Emenda 17 na Constituição do país, Lincoln decretou o fim da escravidão nos Estados Unidos e forçou o fim da mesma nas Américas. Na sequencia o presidente queria outras liberdades e direitos. A do voto para negro e mulheres. Por isso o assassinaram. Um Estadista e legítimo Herói de seu povo. De todos os povos. 

Quer coisa mais importante para a humanidade que o fim da escravidão? O que é Barack Obama? O primeiro negro presidente dos Estados Unidos. Herdeiro, filho do estadista Abraham Lincoln. Mas, o Operário Presidente, discrimina o Negro presidente, juntando-se à escória ditatorial e corrupta. E assim “as marias vão com as outras” teleguiadas repetem mantras ideológicos. Veêm o filme, mas, cegos e anestesiados pelo besteirol pseudo ideológico não enxergam em Lincoln o Estadista. Descartam a história. Nem o deleite de um bom filme eles sentem mais. Estão embrutecidos pelos dogmas. 

A ideologia matou o cinema brasileiro

A melhor resposta a esse tipo de critico: “Se é dos Estados Unidos sou contra”, é do escritor-deputado-comunista, Prêmio Stálin da Paz, Jorge Amado, pai de Gabriela, Cravo e Canela ao profetizar e ensinar: “a ideologia é uma merda“. Que embaça. Merda que anestesia, castra, idiotiza, fossiliza. Ideologia como ramo de ciência politica bem discutida, é uma coisa. Farsa e manipulação ideológica para defender um país, um partido,  grupo politico, ou um espertalhão, é sim merda que contamina e intoxica uma nação. A ideologia matou o cinema brasileiro. A “ideologia” nos fez perder uma década. A malandragem eleitoral e a ideologia a serviço da corrupção distanciaram o Brasil dos centros do Saber, da Tecnologia, da Ciència, da Pesquisa, da Modernidade, do Cinema.

Cinema Estatal.

  Alaincardinale Mastroia nni

A ideologia queria e quer um cinema estatal. Tivessemos feito acordos e parcerias empresariais com a Itália que bombava com a sua Cineccita e suas belas e famosas atrizes. Com a França de  Gabin, Piaf, Ives Montand, Alain Delon, Briggite Bardot. Com a indústria do cinema norte-americano. O cinema brasileiro com a música e os talentos que temos seria hoje uma indústria de entretenimento poderosa. Divulgando e promovendo as nossas belezas e o nossso potencial como povo e como nação. Há mais de setenta anos o cinema nacional vive de Retomadas, de Cinema Novo, de Bolsa Cinema…

O padre a moça

Empréstimos, algumas isenções fiscais, apoio, sim. Mas, Criação, Imaginação, Invenção, Poesia, Amor, não podem ser estatais. Sentimentos manipulados por partidos ou por “líderes populares”. Isso nunca deu certo. Vivi em Moscou. Ia muito ao cinema. Ajudei na primeira Mostra do Cinema Brasileiro na União Soviética. Foi lá que vi o singelo O Padre e a Moça. Mas o que produziu e qual o legado do realismo estatal soviético? Balada do Soldado, Um dia na vida de Ivan Denisovich, filmes propaganda. Os filmes Ana Karenina, Guerra e Paz, americanos, são melhores que os soviéticos.  

Nos Estados Unidos: o Gordo e o Magro, Os três Patetas, Groucho Marx. No Brasil: Oscarito, Grande Otelo, Zezé Macedo e dezenas de bons comediantes. O brasileiro ria nos cinemas. Vera Cruz e Atlántida com bons filmes de época. Ganhamos a Palma de Ouro com O Pagador de Promessas. O mundo dividido entre capitalismo e comunismo, ou, Estados Unidos e União Soviética. O cinema nacional passou a ser dominado pela turma “ideológica” pró URSS. Rio 40 graus, Vidas Secas, Morte e Vida Severina, Lampião “ideológico”. O maluco Antonio Conselheiro, Revolucionário e Redentor do sertão. As hóstias de Padre Cícero realmente sangravam. Filmes engajados na Guerra Fria com o Brasil como coadjuvante inútil. 

Na ditadura, o escracho. 

Com a censura, e já que ninguem é de ferro, na ditadura ficou famoso o filme escracho. O cinema Boca do Lixo. Palavrão. Putaria.  Apelação pornográfica. Cortando com navalha a história e a cultura do país dentro de ônibus lotação. Desde então um Palhaço aqui. Capitão Nascimento acolá…e a novela tomou conta. Descontruir o ir ao cinema foi fácil. ” È perigoso sair a noite”. E toma mais noticias de assaltos e crimes noturnos. Para prender a audiência em frente à TV: novela das 6, 7, 8. À tarde Vale a pena ver de novo. Todos os programas da TV Globo devem inserir a programação e a divulgação de novela. Uma sofreguidão de Self Promotion. Um bombardeamento diário, principalmente, no seio familiar.

Bizavós, avós, mães, tias, não gostam de receber visitas, nem de jantar com seus netos, filhos, sobrinhos. Querem silêncio total: “A hora da novela pra mim é sagrada”. Seis, oito, nove horas, vendo novela. Há dados a confirmar que, no mundo, a dona-de-casa brasileira é uma das mais passivas e desligadas da realidade de seu país. Ela, como grande parte da nação, está grudada na telinha pela trama, pelo truque, de “com quem ela vai transar amanhã”? “Em quem ele vai passar a perna”? “Quem matou Aninha”? Heroina e heróis mau caráter, vigarista, bandido, atraem multidões. Nem da qualidade e do preço das frutas do supermercado a dona -de-casa brasileira reclama, protesta. O seu mundo cultural depende do plim, plim. Das roupas, bijuterias, penteados e “idéias” das novelas.  

O cinema americano não matou o cinema brasileiro.

 Douglas  sparatcusAs sandalias do pescador

Foram capitalistas brasileiros selvagens que mataram a indústria do cinema brasileiro graças a má formação cultural e moral de políticos e governantes. Como temos medo de comparação é mais fácil jogar a culpa de nossos males sociais, econômicos, culturais, quase sempre nos Estados Unidos. Karl Marx e Lênin não previram o domínio da corrupção em terras latinas, principalmente, no Brasil. Deu no que está.

Nem socialismo. Nem liberalismo. Nem capitalismo. Neo-anarquismo. Salve-se. Roube o que puder. Demo-cracia de minoria política. Gerida pela oligarquia sindicalista. Aplaudindo delirantes, megalomaníacos. Elegendo agiotas da “tecnologia social” e gigolôs de ideologias, a população vive o horror da má qualidade de vida urbana com desintegração de valores e princípios. Brasileiros mataram a indústria do cinema brasileiro.

imagesCABO6245Chabuca Granda

 

Os irmãos Marinho/TV Globo estão na revista FORBES. Milionários. Principalmente, e graças ao dominio total da novela na educação, na cultura, no comportamento e no modo de vida nacional. Li que o faturamento com Fina Estampa foi colossal. Talvez o maior entre as novelas.

Durante todos aqueles meses a TV Globo jamais mencionou Chabuca Granda, a folclorista, compositora e artista peruana, autora do tema e da música Fina Estampa, que ela dedicou ao seu pai. Sucesso assim é fácil. Plagiar. Chupar texto e música. Não dar crédito à criadores e inventores é amoral. Ilegal. È crime. Aos  que se enriquecem graças às novelas o bom cinema-concorrência-cultural não interessa.

 

Karl Marx e Lincoln

 marx_lincoln_0_0Para saudosistas do marxismo, do leninismo, e para os sectários atrelados às criticas ao filme, trascrevo trechos da carta escrita por Karl Marx “pai” do comunismo político ao presidente capitalista Abraham Lincoln:

“Felicitamos o povo americano pela sua reeleição por uma larga maioria. Se a palavra de ordem reservada da sua primeira eleição foi resistência ao Poder dos Escravistas [Slave Power], o grito de guerra triunfante da sua reeleição é Morte à Escravatura”.

“Os operários da Europa sentem-se seguros de que, assim como a Guerra da Independência Americana iniciou uma nova era de ascendência para a classe média, também a Guerra Americana Contra a Escravatura o fará para as classes operárias”.

“Consideram uma garantia da época que está para vir que tenha caído em sorte a Abraham Lincoln, filho honesto da classe operária, guiar o seu país na luta incomparável pela salvação de uma raça agrilhoada e pela reconstrução de um mundo social””. Karl Marx.

Resumo: Tentar menosprezar e ideologizar Lincoln é asneira. Ele foi sim um Estadista. Revolucionário de seu tempo. Abolicionistas brasileiros mantinham correspondência com abolicionistas norte-americanos que forneciam instruções e material que ajudaram na luta contra a escravidão no Brasil. O filme/cinema trabalhando com essencialidades, documentando e narrando eventos reais do passado e do presente ( Argo, Uma noite escura, Spartacus, Titanic)  com sonho e magia, ensina e educa com alegria positiva. 

A novela se segura na superficialidade. Aguça os  sentidos com técnicas e imagens. Domina pelo grotesco. Pela temática sempre ruim. È longa para vender mais publicidade e merchadising. E para faturar mais, vale tudo. Nesses cinquenta anos qual a contribuição das novelas da Globo à melhoria da consciência política do brasileiro? Consciência e saber político dominados pela elite de ontem e de hoje. Toda ela de baixa qualidade. Eleita e mantida com apoio da TV Globo (Lacerda, Ditadores, Sarney, Collor, Lula). Pagou, levou.

No fundo, o tipo de novela que seduz e encarcera faz tabelinha com os que manipulam ideologia para ganhar eleição. Ficar no poder. Ganhar dinheiro. A overdose de novela é um tipo de crak cultural que vicia as pessoas na passividade, na inércia. È, portanto, cúmplice da corrupção. A massificação do cinema como entretenimento e lazer cultural teria sido/é melhor para o Brasil.

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