Trilha da novela Gabriela 1975

A Alma de Gabriela prevalece como presente pelos 100 anos do nascimento de Jorge Amado. Expressão em inglês “The spirit of…” define bem a alma, o espírito, fervor, a energia, da coisa, do ato, da pessoa, do negócio, da relação. E no “esquecimento” de Sonia Braga/Gabriela pela TV Globo a atriz e personalidade brasileira, admirada e respeitada, principalmente no exterior, não deixou “pra lá”. Veio a público. O assunto ganhou o mundo, graças a Internet, essa maravilha-pesadelo de canalhas, corruptos, espertalhões políticos  e midiáticos que ainda mandam no Brasil. A TV Globo pediu desculpas pelo “erro” de ter “esquecido” a primeira Gabriela. Sonia Braga num ato magnânimo bem Gabriela aceitou as desculpas, esfarrapadas.

Uso e abuso de Fina Estampa

Mais uma novela de “estrondoso sucesso”. “Dramaturgo”, diretores, artistas, homenageados como estrelas de novela “originalíssima”. Mais uma maravilha da TV Globo. Na verdade, uso e abuso descarado da criação de Chabuca Granda, peruana, compositora, folclorista. A música Fina Estampa que ela dedicou ao pai foi gravada por Caetano Veloso e por latinos famosos. Nenhuma vírgula, crédito, menção, agradecimento, em um canto da abertura ou encerramento da novela á Chabuca Granda.

“O arranjo da trilha sonora é simplesmente divino. A novela fez o Brasil e a sua presidenta parar e chorar de emoção”. Canção e tema da peruana Chabuca Granda. O texto de o Repórter na História sobre o assunto é discutido, copiado, distribuído, em universidades, centros de cultura, pelos amigos de Chabuca no Peru, Equador, Colômbia e ate em Miami onde ela viveu seus últimos dias. (para RH/Chabuca Granda clicar aqui)

André Malraux e Edith Piaf

Eu estava em Paris quando Andre Malraux, escritor consagrado, ministro da Cultura do governo Mitterrand, mandou um idiota da TV estatal pastar, comer grama, por ter distribuído texto confuso e com “erros” sobre a vida de Edith Piaf. Ícone da música, da cultura e do povo francês.

Franklin e Teodoro Roosevelt

Eu estava em Nova York quando a NBC/TV mandou repórter, editor e seu assistente, deixar o trabalho para se reciclarem em história norte-americana. O “erro” foi cometido na edição vespertina de um noticiário. Misturaram Franklin com Teodoro(Theodore) Roosevelt, presidentes dos Estados Unidos, mas em momentos e historias diferentes. Os babacas não apagaram o “incêndio” causado por milhares de cartas e telefonemas de protesto e indignação. Foram demitidos. Nos Estados Unidos, por exemplo, os estúdios cinematográficos e as TVs contratam consultores para filmes, seriados, especiais, que tratam de momentos da história do país. Nada na tela sem o crivo de professores, especialistas, sobre o tema a ser divulgado ao público interno e externo.

“Gênios” da mecânica televisiva, analfabetos em história 

Muito raramente o brasileiro e principalmente a dona de casa reage aos repetidos atentados à nossa história. Costuma-se repetir e perguntar: “ Mas, que pais é esse? O Brasil é um país sem memória”! Temos memória, sim. O lado bom do Brasil, não vidiotizado, cultiva e respeita a nossa história. Ao questionar a TV Globo Sonia Braga fez a parte dela. Neste espaço estou fazendo a minha. Faça a sua. Não se omita. Não deixe pra lá. A impunidade não é só de políticos e gestores públicos. Não deixe passar batido, como Sonia Braga não deixou.

Não permita que fedelhos de papais famosos, que se intitulam “gênios” da mecânica e da fiação televisiva, mas analfabetos em história de seu país, filhotes e netos da censura, se arvorem em “formadores de opinião” e desrespeitem, “esqueçam”, virem as suas costas, para quem como Sonia Braga, divulga e promove o Brasil e suas belezas. Das quais espertalhões do chupômetro e do chutômetro tiram vantagem, usufruem para ganhar dinheiro, poder, e impor seus “conhecimentos”.

Sonia Braga no salão de beleza Maria Rey, na Rua 46, Nova York, com exemplar do jornal The Brasilians. Sempre que sua agenda permitia a nossa querida Gabriela prestigiava eventos da comunidade brasileira.

“Prepotência e arrogância estão no DNA da TV Globo”. Adriana Berger.

“TV Globo ataca de Elize Kitano e esquarteja Sônia Braga que ajudou a botar novelas da emissora no mundo: Gabriela, Dancing Days, Tieta do Agreste, Paginas da Vida. Filmes como Dama do Lotação, Eu te amo, Dona Flor e seus dois maridos. O sucesso com O Beijo da Mulher Aranha.”. Sebastião da Costa Neves. Nova York.

“E se Sônia Braga não tivesse, como Gabriela, subido no telhado, rodado a baiana? Ficaria tudo por isso mesmo. Como turminha da TV Globo gosta. Os 3 irmãos terão coragem de editar um novo padrão Globo de qualidade? Nunca jamais omitir ou esquecer de dar crédito a inventor, criador, compositor, intérprete. Nunca surrupiar, roubar, chupar, a obra, criação, a invenção, de ninguém. M.Marinho. São Paulo.

“A TV Globo faz o que Ali Babá também faz. Como aprender e respeitar a história do país sem “nunca ter lido um livro” e se vangloriar de ter subido tanto na vida sem escolaridade? Por que reclamar da TV Globo? Se “nunca antes na história deste país”. Antes de Ali Baba era um buraco negro. Não havia nada. Nem Gabriela. Tudo começou com ele”. Salim, Ilhéus, Bahia.