Trilha sonora: A Internacional foi hino da URSS de 1918 a 1944.

                                     

1. Camila Morgado negocia tirar a roupa em revista

Camila Morgado atriz da TV Globo “está negociando mostrar sua nudez na revista Playboy”, informa nota publicada na coluna de Ancelmo Gois, do jornal O Globo. Camila passa por mais um sucesso como uma das fêmeas de Cadinho na novela Avenida Brasil.

Seu maior momento foi interpretar Olga, alemã, da Internacional comunista, acompanhante e segurança do líder comunista Luis Carlos Prestes em uma de suas viagens da União Soviética ao Brasil.

2. CAMILA DIZ NÃO A PLAYBOY

“O momento não é adequado” explica Camila recusando-se a posar nua para a Playboy revista que fatura em suas páginas famosas da televisão, teatro, música, sociedade.

Um Oscar made in Brazil

Para descontrair preconceitos e parecer tudo “normal” já não se fala mais em posar nua, fotos eróticas ou pornografia. È making of, making sensual, ensaio lúdico. Mas por que famosas brasileiras não se contentam com o sucesso em novelas, filmes, músicas, desfiles, aparições em TV? Para uma carreira ser bem aceita é preciso posar nua? È um Oscar made in Brazil?

Adriana Berger, empreendedora, estudiosa de comportamento cultural, responde: “famosa brasileira faz o caminho inverso da norte-americana, da norueguesa, sueca, canadense, francesa… È depois de bastante conhecida pelo publico adulto e principalmente infanto-juvenil que a Superstar brasileira resolve posar nua. A TV brasileira, em primeiro lugar a TV Globo, é o grande passo para a exibição paga do corpo. É caminho mais curto ao filme “erótico”, ao faturamento com programas sexuais. È um comportamento introduzido de cima para baixo. Tipo “faz parte”.

A menina que sonhava com as botas e os shortinhos da Xuxa, já mulher, não vê nada demais em posar nua. Se vestir como a atriz de sucesso que ganha bom dinheiro abrindo as pernas e arrebitando a bunda. Podemos dizer que é sim um Oscar a brasileira. Parece que famosa de TV, passarela, desfiles, festas, precisa fechar um circulo de vida. A Camila Morgado não disse não. Respondeu que o “momento não é adequado”. Eu a vejo como uma Meryl Streep, interprete de personagens históricas, como Margareth Thatcher. Meryl ganhou dois Oscar do cinema por excelente performance. Será que Camila necessita provar seu talento posando nua?

Eu estudava em Nova York quando Barbra Streisand fazendo sucesso como cantora e pelo filme My Fair Lady tentou proibir a divulgação, venda, de um “ensaio” pornô, rodado em 8 mm. Não conseguiu. Na época o maior sucesso era o filme Deep Throat, sexo oral que deixava o filminho da feiosa Barbra no chinelo. Quem posa nua, faz filmes “lúdicos” e se exibe pela internet em imagens “roubadas” têm que arcar com as conseqüências sociais, culturais, familiares. Mais tarde, já rica e idosa, não deve alugar as pessoas com lágrimas de “vítima” e arrependimento tardio.  

Qual a ligação com o comportamento político atual?

Para a famosa não tem nada demais em interpretar papel histórico, infantil, e posar nua. Ter filme e imagens “lúdicas” pela internet. “O corpo é meu. È minha privacidade”. Mas ela é uma pessoa pública. “Uso como quiser”. Tipo de liberdade a brasileira que não leva em conta o conjunto da sociedade. “Não devo satisfação a ninguém”. Muito menos à qualidade cultural, artística, valores, princípios, ao país.

Com os centros do saber e do conhecimento há muito dominado pela “ideologia” e pelo Lulismo inconseqüente, eleitoral, em detrimento de filosofia, lógica, história, ciência, tecnologia, pesquisa, a TV assumiu o papel de educadora nacional de modismo, expressões, linguajar, comportamento sexual, político, esportivo, artístico. As novelas são portas para o domínio sócio-cultural e para consolidar o faturamento comercial. Ensina a cruzar todas as linhas. De que tipo são as heroínas das novelas brasileiras?

O político brasileiro, educado por um tipo muito ruim de programação televisiva também diz: “O cargo é meu. Faço dele o que quiser”. Todo tipo de alianças. Desse raciocínio, aceito, como o posar nua por dinheiro ou exibicionismo, para a corrupção é um passo. È só cruzar mais uma linha. De que tipo são os heróis da política brasileira?

È tudo “na moral”. È a cultura dos novos formadores de opinião e de caráter. A cultura Lula, Silvio Santos, Boninho. A cultura Bial. Oráculo de TV em mais um programa de amenidades. Para justificar e amenizar o escracho Big Brother Brazil, portal de nudez por dinheiro  e erotismo em horário nobre, Bial  em seu novo programa de generalidades  ensina comportamento individualista e filosofia padrão Globo. È a cultura do tudo pelo poder e dinheiro. Observação, sugestão, desacordo, ou critica a esse comportamento é considerado política e culturalmente incorreto. O patrulhamento televisivo é tão poderoso que quem se opor, se dá mal. Não fica “famoso” #.

 

From: “Adufmat” adufmat@terra.com.br

VOCÊ QUER ENTENDER A GREVE DA EDUCAÇÃO FEDERAL?

Prezado (a) Professor (a),

POR FAVOR, ABRA MÃO DE 5 MINUTOS E LEIA O TEXTO ABAIXO:

FALTA DINHEIRO PÚBLICO PARA VALORIZAR A EDUCAÇÃO?

De jeito nenhum falta dinheiro. O que falta é prioridade. E não só para a educação, mas para a saúde e os demais segmentos importantes do funcionalismo público. Hoje, quase 50% de tudo o que o povo brasileiro paga é destinado à dívida pública brasileira, ou seja, dinheiro para banqueiros. E o governo continua a efetuar pagamentos com quase a metade de nossos impostos, o que resulta em um aperto econômico nas áreas que beneficiariam diretamente a população. 

POR QUE FAZER GREVE?

Quando todas as instâncias de negociação se esgotam, o único caminho ao trabalhador é a greve. Tudo o que o governo Dilma prometeu foi ignorado e descumprido. Por exemplo, houve a promessa de um reajuste de 4% para março de 2012 (promessa feita em 2011). O governo ignorou sua própria proposta e o reajuste só foi dado em junho de 2012, porque já havia uma greve configurada, numa tentativa, frustrada, feita pelo governo, de deter o movimento (como dito, este foi apenas uma das promessas não cumpridas do Governo Dilma). Há outros pontos que a mídia não divulga: pedem-se 10% do orçamento destinados à educação. Isto faria com que o número de vagas nas instituições federais aumentasse de forma responsável, com professores, técnicos, biblioteca, restaurantes universitários, laboratórios e demais elementos de estrutura e pessoal necessários ao bom funcionamento da educação pública de qualidade. O governo ignora completamente essa estrutura e tenta, com auxílio da mídia, descaracterizar essa luta, que, se efetivada, beneficiaria diretamente, e em pouco tempo, a população como um todo.

QUAL A DIFERENÇA ENTRE AUMENTO DE SALÁRIO E REAJUSTE?

Aumento é quando um percentual incide sobre o salário, acima da inflação. Reajuste ou reposição salarial é quando há um percentual que vise repor as perdas inflacionárias. Os servidores estão sem nenhum reajuste desde 2010, o que resulta em perdas salariais. A reivindicação é que haja essa reposição, em primeiro lugar. O governo chama a isso de aumento, o que obviamente não é. Dilma propõe “um aumento” em três etapas (2013, 2014 e 2015), desconsiderando a inflação do período e, obviamente, tapando às pressas um buraco, que só vai crescer. As perdas continuarão nos anos seguintes, mas o governo age como se não. Outro ponto importante é que, quando prometeu 4% para março de 2012, o governo Dilma (que fez a promessa), não a cumpriu. O que garante que ele vá cumprir nos anos seguintes? E em 2015, quando houver troca de governo, o que garante que o próximo aceitará os termos deste atual governo? Dilma e Mercadante querem um voto de confiança, mesmo não tendo, em momento algum, feito nada para angariar essa confiança dos servidores federais da educação. 

MAS E O AUMENTO DE 45% OFERECIDO AOS PROFESSORES?

O governo e a mídia afirmam que houve a proposta de 45% de reajuste para professores. Isto é apenas parte, e pequena, da verdade. Esses 45% são destinados apenas a PROFESSORES TITULARES, que hoje constituem 5% dos professores da rede federal. E não é porque os professores não querem ser titulares, mas sim porque, para ser Titular, é preciso fazer um novo concurso que é proposto pelo Ministério da Educação, o que acontece raramente, muito raramente. Para se ter uma idéia, na UFMT, com 1600 professores, há apenas 9 Titulares. Não é interessante para o governo que haja titulares, daí quase nunca se abrirem concursos para esse cargo.

O QUE É PLANO DE CARGOS E CARREIRAS QUE OS PROFESSORES E TÉCNICOS TANTO FALA?

É um instrumento necessário para organizar a carreira dos servidores, valorizando, incentivando, permitindo a evolução funcional por critérios que devem ser claros e que não o são atualmente. Por exemplo, para um professor da rede federal, na nova proposta do governo Dilma, chegar quase, não ao topo, da carreira, ele deverá ficar 26 anos na instituição e ter doutorado. O problema é que não há programas para professores se doutorarem (ao menos, não programas definidos, mas critérios que dependem de fatores subjetivos e confusos), além do que a aposentadoria é feita por uma média salarial e, quanto menos tempo um professor passa no topo da carreira, menor é essa média e menor é a aposentadoria. O topo da carreira é o cargo de TITULAR, concedido a doutores que tem que passar por um novo concurso público, oferecido pelo MEC. O problema é que esses concursos são raros e, hoje, corresponde à oferta de apenas 5% dos professores federais no país.

QUANTO GANHA, HOJE, UM PROFESSOR DOUTOR EM INÍCIO DE CARREIRA? 

Diferente dos R$7400,00 divulgados pelo governo e pela mídia, um professor doutor (4 ou 5 anos de graduação, 2 anos de mestrado e 4 anos de doutorado = 10 ou 11 anos, no mínimo, de formação) ganha R$ 5100,00. É o menor salário do funcionalismo público federal. Essa é a razão para o esvaziamento de candidatos a várias carreiras docentes. Há falta de professores no país inteiro. Em São Paulo, por exemplo, há um déficit de 20% do quadro de professores que não é preenchido. A educação não é mais uma carreira interessante por falta de políticas públicas de fomento e incentivo.

E OS TÉCNICOS? ONDE FICAM NESSA HISTÓRIA TODA?

Para o governo Dilma, os técnicos ou TAE’s não existem. Na educação, eles, hoje, são os maiores prejudicados, mas não há nenhuma proposta que os englobe. Se a situação dos professores é ruim, a dos técnicos é muito pior, pois eles, na visão do governo, inexistem na educação pública federal

QUEM REPRESENTA OS SERVIDORES FEDERAIS DA EDUCAÇÃO?

SINASEFE: Sindicato dos docentes e técnicos (unificado) dos institutos federais;

PROIFES: “Sindicato” criado pelo PT para enfraquecer os demais, sendo ligado a algumas universidades federais e representando aqueles que sempre acatam, para prejuízo dos servidores e da sociedade, o que o governo propõe. É o que ocorre atualmente, em 2012.#NDES: Sindicato de docentes das universidades federais;

FASUBRA: Sindicato dos técnicos das universidades federais; #