Trilha sonora: Chariots of fire (Vangelis  Live in Zeus’s Temple – Athenas

Dizem que somos a Sexta maior economia do mundo. Chegando a 200 milhões de habitantes. Temos mais celulares que gente. Levamos mais de 250 pessoas a Londres. Gastamos R$ 100 milhões a mais que em 2008 e voltamos com 3 medalhes de ouro, 4 de prata e 8 de bronze.

Em 2008 ficamos atrás da Etiópia (4 de ouro), Quênia (5), Jamaica (6), Coréia do Sul (13). Em Londres saímos do 23* lugar para o 22*. Atrás do Cazaquistão (7 de ouro), Cuba (5) Jamaica (4). Irã (4). E perdemos para o regime mais fechado do mundo. Ameaça atômica. Comunismo primitivo da pesada a Coréia do Norte ganhou 4 medalhes de ouro.

 

 

 

 

 

Alguém tem que perder”

Carlos Nuzman, da geração Ricardo Teixeira no esporte brasileiro, presidente do COB- Comitê Olímpico Brasileiro- tem razão quando diz “que não se compra medalhas no mercado”. Doping detectado dá expulsão. Não se compra adversários (estariamos comprando os brios de um povo). Não se faz alianças espúrias. Perdedores e medíocres voltam para casa mais cedo. Mas, “alguém tem que perder” é justificativa da mediocridade brasileira. Principalmente quando sai da boca de quem ganha para nos fazer vitoriosos. 

Semanalmente, jogo na Loteria Federal e na Mega Sena. Um dos meus sonhos em busca da “Medalha de Ouro”. Sinto-me lesado, pois, 2% da arrecadação da Loteria vão para a preparação de atletas. De 2009 a 2012 foram R$ 331 milhões. Quanto ganha Nuzman e demais altos dirigentes do COB? No governo dizem que a Bolsa Atleta faz mais pela preparação de nossos atletas olímpicos que o COB?

A era da mediocridade

 

 

 

 

 Mediocridade política intoxica o povo. Infecciona e aniquila a nação

Fala-se que vivemos em uma era de mediocridade. Profunda no ensino médio e fundamental. Disparada na universidade. Mediocridade cultural, esportiva, profissional, televisiva, musical. Como não se pode desvincular esporte de política fiquemos na mediocridade política mãe da mediocridade esportiva, olímpica. A mediocridade entra pelos poros da nação contaminando ricos, pobres, brancos, pardos, negros, evangélicos, católicos, adultos e crianças. Deseja se aprofundar em mediocridade? Sugiro: O Idiota, de Dostoievsky, Machado de Assis, dezenas de livros de auto-ajuda tipo Psicologia do Sucesso, etc.

O brasileiro não se emenda. Não consulta a sua própria história. Sempre levando cabeçada. Perdendo. Idolatra a mediocridade. Quando o presidente Jânio Quadros exigiu que os funcionários públicos usassem jaqueta tipo “safári” e proibiu por decreto (inútil) biquíni nas praias o sinal estava claro. Não era preciso consultar Nostradamus. Medíocre, paranóico, alcoólatra, renunciou a presidência da República.

Vinte e um anos de ditadura. Após cinco anos da presidência do Conde da Capitania do Maranhão a maioria do país elegeu o garotão, bonitão, o tremendão nariz de ouro das super- quadras mais badalada de Brasília. Filho de senador oligarca Fernando Collor se elegeu por prometer Caçar Marajás, por ter “aquilo roxo” e chegado a “descarrego” na quimbanda pesada. Bem novela da Globo. Aliás, Collor foi eleito por ser produto e filhote da TV Globo. Um clássico de mediocridade.

Comandantes, estadistas, não paparicam perdedores

Citius, altius, fortius: mais rápido, mais alto, mais forte. Correr, pular, arremessar. E ganhar. Como fez o primeiro campeão olímpico. Coroebus, um cozinheiro de Elis, ao vencer a corrida de 192,27metros. Quinze séculos depois das primeiras olimpíadas, interrompidas por razões religiosas e políticas, tinha razão em 1896 o Barão de Couberlin Pierre de Fredy ao conclamar as nações para as Olimpíadas dos tempos modernos: “o importante não é vencer, é competir”. Hoje não mais. È para ganhar sim!

Entre na história e veja como Àtila, Taras Bulba, Cleópatra, Julio Cesar, Claudio, Calígula, Napoleão, Hitler, Stálin, Patton, tratavam generais, centuriões, gladiadores, soldados dorminhocos, atletas vacilantes, medrosos, perdedores. Não se paparica não se desculpa nem se elogia aqueles a quem foram confiadas missões importantes e falharam. Missões de representar um país, uma nação.

O Brasil vem sendo minado, contaminado, intoxicado, acovardado, pela cultura do “coitadinho, pobrezinho, do bonzinho, paz e amor”. E ao mesmo tempo, hipnotizado, anestesiado, por espertalhão, “carismático”, bom em todo tipo de articulação, aliança, jogo de cintura, cara esperto exemplo de quem não precisa ler, estudar. Tampouco concluir universidade para se dar bem. Conhecimento é coisa de otário. Sou intuitivo. Nunca li um livro. Não preciso de diploma. Saco todas. Enxergo longe. Tenho experiência de vida pra dar e vender.

E 50 milhões aplaudem as tiradas do “gênio”. 40 milhões de jovens não se interessam por nada que acontece em volta deles. Milhões de mães, donas-de-casa, então formadoras do caráter dos filhos, não conversam mais, nem piscam mais. Estão grudadas na programação televisiva mais medíocre do mundo ocidental.

Desde criança ouço a ladainha de esportes na escola. Na minha era só futebol. “Ideologia” e trinta anos de lulismo não deixam universidades formar atletas. Para ganhar tempo e nos salvar do fiasco e mediocridade é treinar nossos atletas na China ou nos Estados Unidos. (Ou na Argentina, Venezuela, Bolivia, Coréia do Norte, Irã. ).

A Olímpiada de Londres foi o evento mais visto na TV dos Estados Unidos com 219,4 milhões de espectadores. Enquanto isso metade do nosso país paralisada pelo congestionamento cultural, comportamental, familiar, social, esportivo, na avenida Brasil. Mediocridade dá IBOPE. Faturamento. Enriquece. Elege.

A derrota é página virada

 

 

A mediocridade é irmã da impunidade, avó da corrupção. È a cultura do “pano quente”. Eu te “alivio”. Você me alivia. Eu finjo que não vi, não ouvi. Fica tudo entre nós. O campeoníssimo futebol brasileiro nunca ganhou ouro olímpico. José Maria Marin, presidente da CBF, se achando o máximo em resignação e companheirismo com Mano Menezes proclama “A derrota é página virada”.

Onde não existe culpados ninguém é culpado. A elite jurídica do país está a proclamar isso no julgamento do Mensalão, “que nunca existiu”. Corrupção é página virada. Não é crime, um deslize. Um mal feito. Foi apenas Caixa 2. Uma merreca.

Quanto ganha Mano Menezes para treinar e levar a seleção á vitórias? Jogadores ganhando os tubos. Com a camisa do Brasil. Fazem uma campanha medíocre. Perdem para o fraquíssimo México. E saem desculpados, paparicados. Nem um pito. Nem uma reunião de avaliação. De “roupa suja se lava em casa”. Isso é irresponsabilidade. È o passou, passou. Deixa pra lá. O brasileiro se acostumou a não fazer cobrança cívica. Não cobrar por princípios, honradez, dignidade. A mediocridade alimenta a impunidade.

“A seleção precisa mesmo é de uma injeção de caráter” 

 

 

O piracicabano Mazola, campeão do mundo pelo Brasil na Copa de 1958. Jogou pela seleção italiana em 1962. Artilheiro de campeonatos italianos, comentarista esportivo em Turim, disse: O Brasil perdeu a medalha de ouro porque não soube mudar de estratégia, isso ficou claro.

Mas, para mim, a seleção precisa mesmo é de uma injeção de caráter. Não pode ter tanta firula. Tem que trazer jogador que tenha talento e sangue. O Pelé era assim: jogava muita bola, mas tinha raça. Com esse time que temos hoje, não ganharíamos a Copa”.

Para o Ministro dos Esportes: “ficamos na média”. Qual média? Só se for acima da venezuelana com 1 medalha de ouro, 0 prata, 0 bronze. Ou na média matinal carioca do pão/lanchinha com manteiga. Lula liga para Mano e diz que medalha de prata não é derrota. O parabenizou pelo segundo lugar. Nenhuma perguntinha de estadista, de líder, de presidente: “mas o que está havendo Mano? Precisamos nos esforçar mais, exigir mais, não podemos perder a Copa do Mundo em casa, como em 1950!”.

Com tanto tombo, tropeção, reclamação, desculpa, choradeira, desequilibrio emocional, medalha de bronze também não é derrota. E como a coroa do Rei é de lata, fica tudo por isso mesmo. Na medíocre brasileiríssima desculpa “é na derrota que se conhece os amigos”. “Errar é humano”. “Perdoar é divino”. “Pega mal criticar derrotado”. “Sucesso é coisa de gringo”.

Para os espertalhões políticos, religiosos, midiáticos, é ótimo que o povão continue sem fazer cobranças, sem lutar por melhorias institucionais. È ótimo que o povão repita mantras da mediocridade. Se empaturre de banalidades, vulgaridades, boçalidades, e besteirol. È fácil dominar um nação de medíocres.

Lula governou o Brasil de costas para os centros do Saber, Ciência, Tecnologia, Pesquisa, Modernidade, Qualidade Esportiva, Cultural. 

O resultado na Olimpíada de Londres é a Cara da Mediocridade. A política externa de Lula, e a sua turma de “estrategistas” tendo à frente Celso Amorim e Marco Aurélio Garcia, colocaram o Brasil e o seu prestigiado Itamaraty no campo dos Medíocres. Ou seja, Política medíocre, resultado medíocre. Governança medíocre entra pelos poros da população que aprende e se habitua a se contentar da média para baixo. Ou de baixo até a média.

Com exceção do futebol profissionalizado, graças aos Centros Europeus, esportes no Brasil não são levados a sério. Só lembrados em épocas eleitorais. São trampolins para candidatos espertalhões. Desde criança ouço a ladainha que devemos preparar atletas nas escolas, nas universidades.

Na governança medíocre tudo é fruto do improviso, da “jogada”, do esquema, do acerto, da aliança, do marketing político, para fins eleitorais, e outro$. A Copa do Mundo 2014 foi uma dessas “jogadas bem boladas”. Fruto da empolgação. Do Eu quero. Eu posso. Eu faço. Pelas eleições. Pelo poder

   

Desgraça pouca é besteira. Bilhõe$ no repique dos tres eventos mundiais (2013, 14, 16). A mediocidade não dá descanso. Não deixa o povo pensar, respirar. Esportes? Tudo programado para o Caixa 2 das eleições.

Programação ideal para acontecer em junho/julho 2014 com as eleições presidenciais em outubro. A Copa das Confederações em 2013 é a preliminar, o aperitivo. Com a vitória do Brasil na Copa 2014, “ganharemos todas e repicaremos nas eleições municipais com as Olimpíadas 2016”. E o custo de tudo isso para o país sangrando, arregaçado, inseguro, doente, poluído, desmatado? A mediocridade não faz perguntas. Tem medo das respostas. È o “emburrecimento endêmico da sociedade”, segundo Ziraldo.

Não se fabrica nem se forma atletas como se faz com eleitores e acabestrados.

E agora?  Como e onde preparar atletas vencedores para as Olimpíadas de 2016? Com a Copa das Confederações, a Copa do Mundo, greves, escândalos, eleições? Com o país capengando?

Quando o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, um discriminado, estendeu-lhe a mão, o primeiro operário presidente do Brasil, um discriminado, a rejeitou. Uma década perdida. Tantas possibilidades e alternativas de progresso científico, tecnológico, esportivo, jogados na Lixeira “ideológica”. Lula e a sua turma terceiro-mundista (quando não há mais Segundo Mundo) não deram importância às sugestões de Acordo e Intercambio em assuntos educacionais e esportivos sugeridos pela Rainha da Suécia, a brasileira Sílvia.

Eu passei um tempo em Uppsala, centro de excelência universitária da Suécia. Vejo como um absurdo. Uma mediocridade imensa desprezar Centros Universitários de Pesquisa, Saber Cientifico, Modernidade e Qualidade Esportiva.

Lula levou o Brasil para os quintais do Populismo, de Hugo Chávez, de Evo Morales, de Cristina Evita ressuscitada, da Mediocridade. Com o atraso e a pressa que temos só mesmo nos Estados Unidos poderemos treinar os nossos atletas para chegarmos à média festejada pelo Ministro dos Esportes. Na China o idioma e outras pobrezas não nos favorecem. Cuba está caindo pelas tabelas. Perdeu o fôlego esportivo e musical.

Mas, falar em Estados Unidos perto de Aldo Rebelo é crime de lesa pátria. É entreguismo. Então resta-nos fechar acordos com a Coréia do Norte, Venezuela, Argentina, Jamaica, Etiópia, Quênia, Irã. E como Deus é brasileiro. Que seja como Ele quiser.                                                  

     

A mediocridade já se apossa do espírito olímpico 2016 com muita empolgação e festança. A mediocridade prefere badalação à preparação. Com fins eleitorais e badalativos a bandeira olímpica passando de mão em mão poderá ter o mesmo destino da taça Jules Rimet entregue em definitivo ao Brasil  Tri Campeão. Desaparecer. A taça roubada em 1983 foi derretida. Os ladrões nunca foram encontrados.

E mais dinheiro exigem os políticos olímpicos do Rio de Janeiro e seus “atletas” do governo federal para a Copa das Confederações. Para as obras da Copa do Mundo e Olimpiadas. Todas repetidamente superfaturadas. A Era da Mediocridade não acabará tão cedo#

 

 

 

Olimpíada foi o evento mais visto na história da TV nos EUA

Segundo a rede norte-americana NBC, evento atraiu 219,4 milhões de espectadores

A cobertura foi marcada por críticas à emissora, por ter deixado de transmitir ao vivo algumas provas importantes, guardando-as para o horário nobre, e por ter mostrado versões editadas das cerimônias de abertura e encerramento. A transmissão pela Internet também teve problemas.

Apesar disso, a NBC disse que sua audiência superou a marca de 215 milhões de pessoas que viram a Olimpíada de Pequim-08. Na Internet, a rede disse também ter batido recordes, com quase 2 bilhões de ‘Page views’ e 159 milhões de transmissões de vídeo.

A emissora, subsidiária do grupo Comcast, pagou US$ 1,18 bilhão pelo direito de transmissão dos Jogos nos EUA. Executivos disseram neste mês que a expectativa era de que a audiência elevada garantisse o retorno do investimento.

Pela Internet, na TV aberta e nos seus canais a cabo, a NBC exibiu um recorde de 5.535 horas de competições e cerimônias. Ela disse que sua audiência média no horário nobre foi de 31,1 milhões de pessoas nas 17 noites do evento. (Reportagem de Jill Serjeant)

“Muitos pais não percebem, mas seus filhos se tornaram idiotas”,

 

“A família brasileira não lê. Nós temos a internet que pode ser a fonte da vida e do conhecimento, mas o computador é usado como brinquedo. Muitos pais não percebem, mas seus filhos se tornaram idiotas”, disse Ziraldo ao UOL. “Bote um livro na mão do seu filho e ensine o domínio da leitura. Se ele não dominar isso, só vai dar certo se souber jogar futebol ou dar porrada muito bem para entrar nesse UFC”

“O livro é o objeto mais perfeito da história da humanidade”, defendeu Ziraldo. “Você carrega a história em suas mãos, sente o cheiro do papel, o tempo que você vira uma página é um tempo que percorre na história. O livro contém vida e isso não pode ser substituído por algo frio e digital”.