Trilha sonora:

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Pertenço à geração do Cuba Sim, Ianque Não. Um rapaz latino-americano dos milhões que admiravam e seguiam os barbudos de Sierra Maestra. Tive o privilégio de viver nos extremos que fizeram Cuba entrar numa fria. Não é fácil desatar nó ideológico. Livrar-se de dogmas. Fundamentalismos. Abrir-se para a realidade incontestável.

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Saltarei os parágrafos da vitória da Revolução. Da crise provocada pelos mísseis soviéticos a poucos quilômetros dos Estados Unidos. Do acerto entre Kruschev e Kennedy que usaram Cuba para seus interesses de hegemonia e influência.

Da fracassada invasão pela Baia dos Porcos. Não comentarei a pressão e presença forte de cubanos nos Estados Unidos, contrários a Fidel Castro, os que de fato, forçaram e conseguiram o embargo comercial que agora Barack Obama promete terminar com a aprovação de Raul Castro. Os entendimentos estão acelerados.

Vamos ao point: Cuba está preparada para viver sem o embargo de 50 anos? Vizinha, a ilha será engolida pelo mar do Império? Os cubanos querem ter relações normais com os Estados Unidos? Como eles se beneficiarão?

Eu conheço Cuba. Mas, não como Adriana Berger, neta e filha de comunistas da ex-Alemanha Oriental. Ela conhece Cuba muito bem. Segue a mensagem que ela enviou de Havana:

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“Jota, os cubanos estão preparados. E saberão, sim, tirar proveito do fim do embargo e das novas relações com o “Império do Mal”. Com bom humor, dignidade, honradez, patriotismo, venceu as agruras de tempos muito difíceis. Povo educado, gentil, solidário, sem analfabetos, com boa saúde e segurança pública, suporta desafios e dificuldades.

“Cuba não tem fronteiras agrícolas. Não tem como expandir-se. Seus minerais: níquel, cobalto, manganês, ferro, e seus produtos agrícolas: açúcar, café, cítricos, frutas, legumes, verduras, tabaco, podem ser adquiridos por grandes empresas dos EEUU, Canadá e União Européia que já responde por metade dos investimentos na ilha.

Cuba já exporta vacinas, remédios, serviços de saúde pública. A biotecnologia avançará muito mais com a tecnologia norte-americana. E o turismo, pilar da economia cubana, alcançará números espetaculares. Lembra-se, quando fomos a Varsóvia e depois a Berlim, e no trem, todo mundo cantando Guantanamera? A natureza e a beleza da ilha continuam intactas.

 Mais três milhões de turistas.

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Veremos um renascimento turístico sem precedentes no Caribe. De quatro milhões de turistas atuais, com os cubanos naturalizados, seus filhos, netos, bisnetos, amigos, a ilha poderá receber mais três milhões de turistas dos Estados Unidos. A meta é 10 milhões de visitantes. Imagine a receita disso criando empregos, restaurantes, bares, grupos musicais, artistas, shows, cinemas, teatros, hotéis, taxi, aeroportos, portos, barcos.

E os cassinos, voltarão a funcionar?

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Frank Sinatra, artistas de Hollywood.  A nossa Carmen Miranda fez shows no Tropicana, The Latin Las Vegas.

A propaganda soviética ensinava: Cuba é quintal dos Estados Unidos/Os ianques exploram os cassinos. Eu não jogo. Mas, sou a favor da reabertura dos cassinos. A ilha deve atrair tipos diferentes de turistas. Se o gringo viaja para jogar em Atlantic City, Las Vegas, Nevada, em navios, ele pode sim passar um weekend tentando a sorte num cassino cubano, em dólar. E a verdinha é o que Cuba mais necessita para melhorar a vida do povo.

Dois bilhões de dólares/ano.

È claro que há muito a ser feito para o fim definitivo do embargo: Umas seis mil empresas aguardam decisão da Justiça norte-americana, querem ser indenizadas pelo governo cubano. Há o problema da base militar em Guantánamo. Obama já anunciou que Cuba sairá da lista de países que apóiam o terrorismo internacional. Aumentou o limite de envio de dólares dos EEUU que é de 500 para dois mil. Já são 2 bilhões de dólares por ano chegando do “Império” presidido por “El negrito de Washington”. Terão Master Card e outros cartões de crédito.

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È claro que há opositores. O lobby cubano na Flórida, em Nova York, New Jersey, Washington, é muito forte. Há cubanos que não querem nenhum tipo de relação com os irmãos Castro. Há radicais do Partido Republicano que são contra acabar com o embargo. E há fossilizado, inclusive no Brasil, a dizer que essa reaproximação com o Império, com o Capitalismo ianque, é uma traição aos ideais da Revolução cubana.

O povo cubano será beneficiado, sim, com o fim do embargo. O cubano quer tem acesso ao colossal avanço e progresso tecnológico dos EEUU. Os acordos, negócios, empresas, serão bem vindos. Mas, o governo cubano saberá ditar as regras, manter o controle. Corrupção, como fazem os “revolucionários, guerreiros do povo”, do Brasil, aqui, nem pensar”. (AB).

No discurso, na teoria e na prática, Fidel ensinou o povo a amar sua pátria e defende-la.

A grande diferença entre o passado o presente e o futuro das relações de Cuba com os Estados Unidos é a herança deixada por Fidel Castro. Não foi o marxismo, o stalinismo, o leninismo, o realismo soviético, que moldaram um povo forte, corajoso, “sem perder a ternura”. Foram as suas raízes africanas, religiosas, com a perseverança, disciplina, coerência, coragem, e os exemplos, dos líderes da Revolução.

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No discurso, na teoria e na prática, Fidel ensinou o povo a amar sua pátria e defende-la. O que mais eu admiro é o proud, o orgulho de ser cubano. A dignidade nas dificuldades. A honra. O patriotismo. È com eles, e muita alegria, musicalidade, beleza interior, que o cubano vai entrar em uma nova fase de sua história.

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Basta de ficar remoendo vitórias e fracassos “ideológicos”. Chega dessa mania, cacoete, besteirol, bullshit, da esquerda brasileira, latina, bolivariana, de ficar atolada em dogmas, propaganda, acusações, dos tempos soviéticos.

Cuba aceita o fim do embargo comercial. No Brasil, o governo central está impondo o embargo político, ideológico, cultural, que sufocam e destroem as nossas potencialidades como povo e como país. Cuba quer o fim do embargo para alcançar novas conquistas. Quer caminhar em direção ao Progresso. No Brasil, o embargo politico-cultural nos faz caminhar em direção ao Retrocesso.

Enquanto Cuba teve a coragem e a lucidez de trabalhar a sua reaproximação com os Estados Unidos, Lula caiu nos braços de Hugo Chávez, Omar Kadafi, Ahmedenijad, Evo Morales, e distanciou o Brasil dos centros de Saber, Tecnologia, Ciência, Pesquisa, Modernidade.

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O presidente Lula usou o tempo que não era dele- e sim da nação- para se auto-promover. Limpar a sujeira do Mensalão. Delirar em ser Secretário Geral das Nações Unidas. Abrir negócios, no exterior, para seus patrocinadores.

TREZE ANOS de má sorte, insegurança geral, destruição de valores e princípios. E muita, mas, muita, corrupção. Do núcleo central do governo para baixo. A corrupção no governo e do governo contamina o país. Está intoxicando a nação e o que resta de sua dignidade.

Momentos cubanos

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Em Moscou, em Nova York, em Cuba, em Cuiabá, tive bons momentos cubanos. 1. Discursando no lançamento da Conferencia Tri Continental. 2. Com o meu primeiro amor cubano, na Lituânia. 3. Organizei a viagem do governador Carlos Bezerra a Cuba. 4. O embaixador Jorge Bolanos em Cuiabá. 5. Pela primeira vez, a bandeira de Cuba foi hasteada e o seu hino tocado em um estado brasileiro. 6. Tete Bezerra visitou escolas e creches cubanas.

Em homenagem ao reatamento, à nova fase das relações Cuba/Estados Unidos, vou por aí para ver se ainda servem Cuba Livre com bastante gelo, que provei, pela primeira vez, no Praia Bar, Flamengo, próximo à sede da União Nacional dos Estudantes. E com certeza, voltarei a Havana para ver e sentir o despertar de uma nova era. O povo cubano como o povo brasileiro, merecem sempre o melhor!

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