Trilha sonora: Irene, Vinicius de Moraes e Maria Creuza


Irene Poconé, Zurique/Brasília:


O governo resolve combater sites e blogs que incentivam ou “vendam” turismo sexual. Tudo não passa de hipocrisia, chantagem de apelo eleitoral. Quem mais faz turismo sexual no Brasil é o brasileiro. Nas praias, barzinhos, restaurantes, rodeios, bailes, praças, porta de escolas, na periferia das grandes e médias cidades rurais e urbanas. Tudo escancarado. Leilão de meninas. Sorteio de garotas nos churrascos, feijoadas, peixada. Suruba com deputados, magistrados, policiais, empresários, gente graúda. Tudo aceito como tradição. Com segurança na porta e carro oficial.

O estrangeiro que vem por uma, duas semanas, motivado com a fama que o Brasil tem lá fora: carnaval, mulher sensual, sexo sem frescura e futebol, quer mais é rosetar. Desejo e curiosidade sexual fazem parte dos mais famosos destinos turísticos do mundo. O turismo não especializado, de massa, se segura em: sexo, culinária, música, lazer, compras.

O que o governo e as “donzelas do poder” estão fazendo para organizar a oferta sexual antes e durante a Copa do Mundo com transparência, sem prurido moralista, com segurança, saúde pública? Já propus o imposto sobre a transa. O IPAS (Imposto sobre Atividade Sexual) em Casas, Boates, Saunas, com alvará, tudo registrado, legitimo. Queremos o turista e seu euro e dólar, mas queremos que ele fique se punhetando no hotel ou correndo risco em aventuras noturnas? O bem estar do turista é coisa nossa.

O governo de Da. Dilma quer combater o turismo sexual em São Paulo, principal pólo financeiro da Copa do Mundo? Atualmente qual o maior evento do turismo paulista? È a Parada Gay que lota hotéis com turistas nacionais e estrangeiros e faz mover o comércio da cidade. È o sexo convidando. O governo quer combater a pedofilia patrocinando e liberando verbas para TVs que mostram programas como o BBB e outros, escancarados para toda a “família brasileira” durante os quais homens, crianças, mulheres, se apertam no sofá da sala, fisgados e erotizados por sexo pré-explicito? Não precisa censurar nada. È não patrocinar porcaria.

Como mudar a imagem da mulher brasileira lá fora com essas novelas e seriados de escracho onde a malandra, a desonesta, adúltera, safada, canalha, é a grande estrela do país por 3/4/5 meses? E com gente comentando, aplaudindo, e aceitando isso como “dramaturgia” da melhor qualidade para atingir a classe C? Ou seja, a classe C da qual sou “filha” com toda a minha família é uma merda? Só merece merda?

Pornô light nos programas de auditório, nas entrevistas, culinária, esporte, humor. Parece que só sabem “criar” em cima desses temas: passar a perna, trair pai, irmão, mentir, corromper, cornear. È a grande aula nacional.

Ex-senador, meu amante em Brasília, sempre a me ensinar: “Irene, o tema das novelas deixa ate o mestre Nelson Rodrigues, de quem eles copiam tudo, com vergonha dessa decadência que se tornou o máximo da TV, das escolas, dos lares, da cultura nacional”. Tudo isso exportado e mostrado em alguns locais do exterior se espalha pela imaginação popular mundial.

E não vale choramingar Senhoras dos vários Poderes, ofendidas no “orgulho temporário”. Sei o que falo. Sou do ramo. Vivo de sexo. Só que na Suíça, Alemanha, Holanda, eu e minhas mulheres fazemos tudo com as leis locais. Fazemos por gostar e por dinheiro como em qualquer profissão. Não nos metemos com drogas, contrabando, corrupção. Jamais contratei uma menor de 20 anos. Nem dezoito passa na Suíça. E nos damos muito bem por isso.

No exterior, não há outra imagem do Brasil que não a de carnaval, bunda, sexo, violência, corrupção, destruição ambiental, morticínio de índios. E claro futebol. Essa imagem fruto do dia a dia de nossa Política, Sistema de Governo e de Programas de TV foi a que se cristalizou lá fora. È bom mudar essa imagem? Não vai ser fácil. Já está no imaginário dos povos do mundo inteiro. E pra dizer a verdade não sei se é uma herança maligna. Podemos reverte-la a nosso favor. Ganhar com isso. Mas sem hipocrisia, safadeza e corrupção. Pedem a descriminalização de drogas. Anistia, absolvição, de corruptos notórios fazendo aumentar a impunidade direta e indireta e criminalizam sexo em locais comerciais entre pessoas adultas.

Estou tendo a maior dificuldade e encontrando má vontade para viabilizar, organizar e fazer funcionar a Casa de Irene. O ideal é ter doze. Uma em cada cidade sede da Copa. Já estou vendo que se for pelo caminho transparente, com tudo em cima, legítimo, talvez não consiga como eu desejo. Mas, deitando-me em certas camas e prometendo propina em euro (só trabalho com Euro) o projeto pode emplacar. Beijos IP.

Conclui Irene Poconé: no Brasil da Copa do Mundo, sexo organizado, entre adultos, seguro para os turistas, não pode. Corrupção, pooode! (RH)

A falta que um Francis faz

Paulo Francis: o homem amável e de maneiras gentis dava lugar, na hora de lidar com as palavras, ao crítico implacável e ao homem sem medos (Foto de Marcelo Carnaval)

O ator principiante não teria ido além da primeira peça caso houvesse recusado a sugestão do agitador teatral Paschoal Carlos Magno: que tal trocar o Franz Paulo Trannin da Matta Heilborn da certidão de nascimento por um nome artístico menos tonitruante? E o sofrível coadjuvante seguiria vivendo papéis secundários se não tivesse criado um personagem fadado ao êxito no mundo real: o jornalista Paulo Francis, em tudo diferente do intérprete ─ um homem amável, de gestos suaves e maneiras gentis.

O gentleman existia entre um texto e outro. Na hora de lidar com palavras, materializava-se a entidade agressiva, de temperamento beligerante, extraordinariamente hábil no ataque frontal, na ironia desmoralizante, no humor ferino, no sarcasmo impiedoso. O estilo claro e contundente na forma e no conteúdo, a abrangência temática, a independência intelectual e a disposição para a correção da rota fizeram desse Paulo Francis o maior polemista do jornalismo brasileiro moderno. Ele continua no topo do ranking, comprova a leitura de Diário da Corte, coletânea de 76 colunas publicadas pela Folha de S. Paulo entre 1975 e 1990.

O país da amnésia endêmica, que esquece a cada 15 anos o que aconteceu nos 15 anteriores, também condena os melhores e mais brilhantes a 15 anos de esquecimento ─ contados a partir da morte física. Francis não escapou dessa temporada no limbo. Em 4 de fevereiro de 1997, quando um enfarte o surpreendeu no apartamento em Nova York, milhares de leitores do colunista dos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo e milhões de espectadores do comentarista dos telejornais da Globo e do programa Manhattan Connection haviam transformado o carioca de 66 anos em celebridade nacional. Pois mesmo o mais conhecido jornalista brasileiro teve de esperar até agora pela exumação parcial da obra escrita.

Pior para os jovens, que poderiam tê-lo encontrado mais cedo. As crônicas reunidas no livro resistiram incólumes à passagem do tempo. Muitos textos parecem ter saído ontem da mente brilhante, e continuam de tal forma contemporâneos que poderiam ser publicados na edição de amanhã, sem retoques ou atualizações. A leitura de Diário da Corte mostra com dolorosa nitidez a falta que um Francis faz.

“Se dei uma contribuição ao jornalismo brasileiro, foi a de desmistificar os EUA”, disse em 1983.  Fez muito mais que isso. Antes ou depois do correspondente internacional cinco estrelas, existiram o crítico de teatro que achava Paulo Francis “nome de bailarino de teatro de revista”, o crítico de cinema que desancava unanimidades internacionais, o devorador de livros que parecia carregar na cabeça três bibliotecas, o resistente entrincheirado numa página do Pasquim.

E houve, sobretudo, o jornalista político que, ao se livrar de cautelas e amarras impostas por patrulhas ideológicas, se transformou, como Nelson Rodrigues, num “ex-covarde”. É preciso coragem para arriscar-se a ser estigmatizado nestes trêfegos trópicos como “direitista”, “reacionário” ou “conservador”. Mas só quem não teme tal perigo conseguirá enxergar o Brasil como o Brasil efetivamente é.

SÍMBOLO DA JEQUICE
Diário da Corte permite a contemplação de um largo trecho dessa caminhada em direção à maturidade ─ e ao encontro da liberdade que Francis definia com uma citação de Rosa Luxemburgo: “A liberdade é quase sempre, exclusivamente, a liberdade de quem discorda de nós”. Nós nos tornamos amigos no começo dos anos 90, quando consegui levá-lo para o Estadão. Tive o privilégio de vê-lo em ação logo ao lado, exercitando plenamente o direito de discordar de meio mundo ─ e de manifestar a discordância sem firulas nem ambigüidades.

Duelou furiosamente com José Guilherme Merquior e Antonio Cândido, brigou feio com Chico Buarque e Caetano Veloso. Não poupou sequer parceiros dos tempos do Pasquim. “Jaguar é um idiota de gênio”, resumiu ao comentar a subordinação do jornal aos interesses eleitorais de Leonel Brizola ─ a quem se aliara no início dos anos 60. Foi uma das muitas mudanças de opinião embutidas na metamorfose maior.

Roberto Campos, por exemplo, foi redimido depois de figurar por dez anos entre os alvos preferenciais da ferocidade de Francis. “Escrevi coisas brutais sobre Campos”, penitenciou-se. “São erradas. Retiro-as”. Em 1993, no jantar de encerramento de um seminário em Porto Alegre de que participou como palestrante sentei-me com meu amigo na mesa em que estava Roberto Campos. Depois de cumprimentar o ex-inimigo à sua esquerda, virou-se para mim e gracejou: “Quem diria, hein? Agora estou à direita até do Roberto Campos”.

A disposição para mudar de idéia tinha limites. José Sarney, por exemplo, nunca deixou de ser o símbolo da jequice brasileira, filha da esperteza dos que mandam e da ignorância dos que obedecem. “Um amigo me disse que tubarões andaram a caça de Sarney”, escreveu em 2 de janeiro de 1988. “Já comecei a babar diante dessa possibilidade. Aí está uma solução”.

A argúcia excepcional e o ceticismo congênito somaram-se para apressar a decepção com Luiz Inácio Lula da Silva, reiterada na coluna  “Admirei Lula quando apareceu”, escreveu em 16 de agosto de 1985. “Enfim, um líder sindical que cuidava do pão e manteiga dos trabalhadores, o que é essencial à modernização capitalista do Brasil. Durou pouco. Lula me parece ter sido envolvido pela grã-finagem esquerdista do Morumbi e adjacências. Hoje, repete as mesmas sandices populistas que ouvimos desde os tempos de Jango Goulart”.

Nas eleições de 1989, apoiou Fernando Collor ─ que reduziria a pó depois das bandalheiras que resultaram no impeachment ─ movido pela ojeriza a dois fantasmas muito caros ao PT: a interferência excessiva do Estado e o aparelhamento da máquina pública. Francis antecipou em mais de 20 anos o cenário deste 2012.  O que diria o polemista sem medos se sobrevivesse para saber a que ponto pode chegar um país em adiantada decomposição moral?

Como trataria os ministros que perderam o emprego por safadeza explícita mas seguem impunes e em liberdade? O que faria depois de confrontado com o primeiro presidente da República que nunca leu um livro nem sabe escrever? Como reagiria aos palavrórios sem pé nem cabeça de Dilma Rousseff? Pena que a morte prematura tenha privado o Brasil decente das respostas a essas e tantas outras perguntas. A jornalista Sonia Nolasco, mulher de Francis, decidiu que o marido seria enterrado com aquele par de óculos de lentes grossas sob a testa. Ele partiu com cara de quem continuaria enxergando as coisas como as coisas são.

(Da Coluna de Augusto Nunes, revista Veja)

PORQUE O CONGRESSO SE ENVERGONHA TANTO? O CONGRESSO FOI ELEITO PELO POVO PARA LEGISLAR EM FAVOR D…

CAROS SENHORES SENADORES, REPRESENTANTES DO POVO,  FOGE A SUA RESPONSABILIDADE SER GUARDIÃO DA HONRA DOS BICHEIROS E DELEGADOS DA POLICIA LEGAL DO GAROTINHO.
O SENADO, A CAMARA DE DEPUTADOS FEDERAIS AMBOS TEM FUNÇÃO MAIS NOBRE. EM VEZ DE FICAR SE ENCHAFURDANDO EM LAMA SOCIAL, PODERIAM DEDICAR O SEU TEMPO E APROVAR O FUNDO PATRIMONIAL DO POVO BRASILEIRO QUE ESTÁ NA COMISSAO DE DIREITOS HUMANOS PARA APROVACAO.
POR ESSA LEI, CADA CIDADÃO BRASILEIRO TERIA RECONHECIDO O SEU DIREITO NATURAL A TER A PROPRIEDADE DE UMA MEGACOTA DAS RIQUEZAS, CONFORME ESTABELECE A CLAUSULA 20 DA CONSTITUICAO FEDERAL.
DAI AO O POVO O QUE É DO POVO! A MEGACOTA DE 12 MILHÕES DE DÓLARES E A VOCES TAMBEM COMO GENTE DO POVO!
ESQUEÇAM CORRUPCAO, MENSALOES, CASCATINHAS, VIGENS DE FAVOR, OVERSALARIOS, SUPER ASSESSORES, E OUTROS AFINS. VOCES SAO SENADORES DA REPUBLICA. NAO É PEDRO SIMON?

(TRIPLICE FORTE ABRAÇO, PLINIO SALES)

Muito grave. Está tudo dominado

Quinta, 3 de Maio de 2012 – 09h57. Folha de São Paulo.
Bomba: Fux foi nomeado no STF para livrar réus do Mensalão, confirma gravação de Demóstenes com Cachoeira

O senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO) disse ao empresário Carlinhos Cachoeira que o governo federal condicionou a nomeação de um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) à absolvição de réus no processo do mensalão. A conversa, obtida pela Folha, foi gravada com autorização judicial pela Polícia Federal, na operação que prendeu Cachoeira em fevereiro.
Demóstenes disse a Cachoeira que “um amigo” que havia recusado a vaga no Supremo dissera a ele que as condições do Planalto para aceitá-la eram votar contra a aplicação da Lei da Ficha Limpa na eleição de 2010 e absolver os denunciados pela Procuradoria da acusação de participar do mensalão.
A Ficha Limpa determina a inelegibilidade de político condenado criminalmente em segunda instância, cassados ou que tenha renunciado para evitar a cassação. Candidatos recorreram ao STF contra a aplicação da lei já em 2010. “O Fux [ministro Luiz Fux] votou a favor da ficha limpa? Vai valer já a partir de 2012?”, perguntou Cachoeira a Demóstenes. O senador então respondeu: “Exatamente. Já estava cantada a pedra. Eu te contei, o amigo meu recusou lá e as condições eram aquelas. Vai votar assim e vai votar pela absolvição da turma do mensalão”.
A conversa entre Demóstenes e Cachoeira ocorreu em 23 de março de 2011. Naquela tarde, o ministro Fux, nomeado por Dilma Rousseff dois meses antes, havia votado contra a aplicação da Ficha Limpa nas eleições de 2010.
O voto de Fux foi decisivo porque duas análises anteriores de recursos contra a lei haviam terminado empatadas. Na ocasião seguinte, o STF anulou por 6 votos a 5 os efeitos da lei nas eleições de 2010, para que ela começasse a valer a partir de 2012. Com a saída de Eros Grau do STF, vários nomes foram cotados para assumir a cadeira que acabou ficando com Fux. Entre eles estavam o do ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça) César Asfor Rocha e o advogado Arnaldo Malheiros
(CG. Carvalho/MT)

Crossing the line

Filme com Gregory Peck no papel de Xerife. Nunca me esqueci. Policial aposentado eu sei o quanto é difícil manter-se na linha de cá da justiça, da lei, do dever, honra, dignidade e vergonha. Muitas as tentações. No filme, o Xerife faz sexo com uma mulher casada. Ao cruzar a linha ele cometeu um erro e na seqüência um delito após outro. É seu drama de consciência.

O Homem da Lei é o exemplo maior para sua família e para a sociedade a que serve. È a sua dignidade do exemplo e auto-respeito que mantêm o brio, a vergonha e a honra de um país. E fortalece uma nação.

Ao ver Ex-Ministro da Justiça do Brasil, aquele que por tradição tem cadeira cativa e prioritária em todas as reuniões ministeriais, principal conselheiro do Presidente, postar-se advogado de um fora-da-lei como Cachoeira senti uma imensa tristeza. Vergonha, desesperança em ser brasileiro nesses dias e nessa década que começou com tanta esperança e continua num lamaçal por todos os lados.

Todas as barreiras, encruzilhadas, caminhos, atalhos, não nos servem de empecilho. A escola, a novela, a Rua, a nova geração de “formadores de opinião”, o exemplo, a cultura, são o de atravessar todas as linhas.

Lula se justificava: “depois do expediente posso subir em palanque, tomar umas e outras em meu horário privado”. E sucessi-va-mente fazer acordos, acertos. Não saber, não ouvir, não ver. Assim como não existe Xerife de meio tempo, não existe Presidente do Brasil somente ate às 6 da tarde ou ate sexta feira às 18 horas. Não existe corrupto “hora extra”. O vilão, bandido, canalha, corruptor, o é em tempo integral. “Ganhei propina, falsifiquei documentos, corrompi e me associei à bandidagem, mas, foi depois do expediente”. Isso não existe na prática. Só na teoria de canalhas que se aproveitam do país e de seu povo. E na dos que os defendem.

È bem Brasil.

O Ministro da Justiça conhece e deveria guardar segredos de estado. Ele sabe quem é quem no Brasil. E Cachoeira como tantos outros, de dentro e no entorno do governo, atuavam desde o inicio da era Lula. Já se esqueceram ou desconhecem a conversa, acerto de propina dele (filmada) com Waldemiro principal assessor do ministro da Casa Civil, José Dirceu, inicio dos muitos escândalos do governo Lula? Os projetos e intermediações de Cachoeira, seus muitos e ricos negócios com o governo, tinham que passar pela Casa Civil e com certeza pela Policia Federal, subordinada (um grande erro brasileiro) ao ministro da Justiça.

Bicheiro rico, dono de caça níqueis, é também lavador de dinheiro do contrabando, tráfico de drogas, da extorsão, e outros crimes. Quem os defende não deixa de ser um advogado porta de cadeia e beira de sepultura. Mas, com pedigree, colarinho branco, carros importados, mansões, segurança particular e amizades protetoras na alta esfera do poder. Grandes protetores como Luis Ignácio Lula da Silva.

Os mandantes do país ensinam: “mas Marcio Thomas Bastos não é mais ministro, é renomado advogado, tem mais é que faturar mais”. Dizem que o preço do ex-ministro um dos advogados de Cachoeira já supera os R$ 16 milhões. Só o fora-da-lei paga essa e outras contas? E assim em todos os cargos, postos e instituições. Milhões de brasileiros não se indignam mais. Vêem e não enxergam. Quando tudo é permitido, tudo é dominado. Quando ministros, homens que deveriam ser da Lei, vivem em e da promiscuidade com fora-da-lei significa que já atravessamos o fundo do poço. Atingimos o pós-sal da indecência, imundície, sujeira total.

Salvo se a CPI dos Vaccarezza-aquele biscate político flagrado mandando bilhetinho para o queridinho governador do Rio de Janeiro dedurando o outro “homem”, o PMDB, mas afirmando você é meu e eu sou seu em mensagem cifrada de lobista meia-tijela: “lembre-se de mim nas obras e comis$ões”- inocentar Cachoeira e tirar-lhe a pecha de fora-da-lei.

Bem era Lula!

Somos um país sem chance. Seremos sempre explorados, terceirizados. Nossos bens são apenas materiais. Genéricos, de terceira linha. Daí não nos levar a sério nos círculos de influência mundial. Protetores e comparsas de fora-da-lei, aliados da escória internacional, com assento permanente no Conselho de Segurança da ONU que equilibra a paz mundial? Ser porta-voz de malfeitores sociais e delinqüentes políticos em organismos internacionais? É um risco muito grande para nós e a humanidade.

O país está dominado pelos fora-da-lei complacentemente fortalecidos pela intelectualidade silenciosa, pela mídia dependente das verbas do governo, pelos Operadores do Sistema que domina a vida nacional. Tipos como Cachoeira. A grande massa brasileira, culta e inculta, perguntará: “mas o que esse velho policial quer dizer com cruzar a linha? De que ele está falando? Não entendo o que ele escreve. Nunca ouvimos falar dessa tal linha”?

(M.Silva/SP/Bethesda, USA)

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