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Homem público- O senador da República.

 Pedro Jorge Simão, 31 de janeiro de 1930. Caxias do Sul. Advogado, professor, vereador, deputado, governador, senador. Despede-se do Congresso Nacional. Mas, continuará na vida pública.

“Estamos diante de um dos maiores escândalos de corrupção do mundo”.

“E o começo do seu primeiro mandato de fato impressionou. Ela mandou embora seis ministros em seis meses, porque haviam sido citados em casos de corrupção. Eu fiquei solidário com ela. Cheguei a articular um bloco de parlamentares com os quais ela pudesse contar, para que não ficasse à mercê de chantagens no Congresso. Ela se entregou e voltou a fazer de novo o troca-troca por cargos. Ela ficou igual aos outros”. “A presidente acaba de ser eleita e a impressão é a de que não tem comando”.

“Lula é a grande decepção da minha vida pública”.

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“Ele tinha uma bandeira, uma história, e agora está morrendo abraçado ao José Dirceu, aos Mensaleiros e aos ladrões da Petrobrás. Lula era a grande esperança do povo brasileiro. Mas, infelizmente fechou os olhos para a corrupção. Deixou acontecer mensalão, petrolão. Todos esses escândalos têm uma origem-que é ele, por ação ou omissão”.

“Um partido que eu vi nascer tão bonito. Cheio de idéias. De gente boa. Eu acreditava muito no PT. Mas, me enganei. O partido deixou de representar a ética na política. Hoje as pessoas votam no PT porque têm medo de perder a Bolsa Família. È por isso que o Lula não deixa transformar o programa em política de Estado permanente”.

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“O Mensalão parece brincadeira de criança perto do que foi o roubo na Petrobras. Meu Deus do céu! A Petrobras era uma das dez maiores empresas do mundo, um orgulho nacional. E ela acabou sendo usada para fazer o maior escândalo de corrupção que o Brasil já teve. È uma vergonha para nós. E o governo do PT ganhou a eleição. Valeu mais a Bolsa Família do que um escândalo desse tamanho”. Imagem: Na Rua 46, Little Brazil, New York: Tancredo Neves, Leonel Bizola e Pedro Simon.

“O PT, quando estava do outro lado, fez uma oposição brilhante. Não deixava escapar uma vírgula. Já no governo, o PT foi muito pior que o PSDB. Os tucanos não souberam fazer oposição, eles não conseguem”.

“Quero continuar fazendo política. Pretendo ir a debates, palestras. Estamos passando por um momento delicadíssimo. Vou procurar a Ordem dos Advogados do Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A gente tem que fazer uma pauta de discussões para levar ao governo. Não preciso de mandato no Congresso para isso”. (Trechos da entrevista à revista Vejam. (Paulo, Porto Alegre).

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Parabéns pelo Vive La France. Encaminhando. Lamentável a postura de nossos sindicatos, ONGs, movimentos sociais. Em cima do muro em assunto da maior gravidade. E a presidente Dilma falando em diálogo. Séculos para consolidar os princípios da revolução francesa não podem ser destruídos por fanáticos. O Brasil saiu das cavernas graças ao Código Civil de Napoleão, aos pensadores, escritores, artistas, franceses. Lutamos juntos contra o nazismo, na Segunda Guerra Mundial. A França é uma nação amiga. Nossa música popular, carnaval, futebol, sempre admirados, bem aceitos, pelos franceses. (Ricardo, Paris).

A minoria organizada está derrotando a maioria desorganizada”. Quem disse isso foi Lenine, no começo da revolução comunista. Estamos passando por isso. Uma minoria agressiva, vandaliza, intimida, com apoio dos Gilberto Carvalho, Lula, Mercadante, Haddad… Dos corruptos e corruptores. Nós temos talibãs. (Jorge, SP).

Duas vertentes: “Há um só Deus, Alá. E um só mediador entre Deus e os homens, Maomé”. “Eu sou o Caminho, a Luz, e a Verdade, ninguém vai ao Pai se não por mim”. E por Jesus e Maomé já se matou muito. Estamos presenciando uma nova Inquisição. O fanático de hoje pode acionar artefato atômico. Eles não aceitam diálogo. São os donos da verdade. São fieis. Os demais infiéis. O Brasil não deve fazer nenhum tipo de concessão a esse tipo de gente. (Sabá, Belém).

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“Tudo está escrito e não pode ser mudado”. O mundo está dividido entre fiéis e infiéis. Os fanáticos querem dominar o mundo. “São as leis de Deus, e isso não pode ser mudado. Quem se opor deve ser destruído”. (Pedro, NY).

Espera-se que o novo ministro das Relações Exteriores não promova “diálogo” com degoladores. Se, Marco Aurélio Garcia convencer Dilma a repetir a falsa equivalência moral, que o ministro não se acovarde, nem enxovalhe o Brasil. Entregue o cargo. (Menezes, ex-diplomata, Rio).

E lá vem Dilma fazendo filigrana verbal. Na ONU pediu diálogo. Pelos fatos e pressão ela distribuiu nota dizendo que o melhor antídoto contra futuros atos de intolerância e de barbárie é a grande comoção que os assassinatos provocaram na França. Qual é Dilma? Ingenuidade ou falsidade? Achar que terroristas, assassinos, podem ser vencidos com diálogo? Eles são doutrinados para matar. Com eles não há conversa. Os outros são inimigos. O objetivo final é dominar o mundo na bala, na faca, na bomba. (Joana, Paris).

Direita. Extrema direita

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Ainda não sei se Cecília Malan é tímida ou snobbish à inglesa.  O veterano Boris Casoy criou bordões interessantes. Mas, ambos, de gerações diferentes, repetem o mesmo mantra, plantado e patrocinado pelos radicais, por ditadores como Kadafi que durante anos ajudou o MR-8 e grupos armados pela América Latina. Cecília reportou antes dos assassinatos em Paris: “que a direita londrina estava mais atuante”. Boris Casoy repete dogma ao dizer que os atentados favorecem à extrema direita.  Falando assim para milhões de pessoas eles ajudam a propagar o discurso de vitimização de muçulmanos, de islamofobia. E assim justificar que matar “inimigos” do Islã é glorificar Maomé. (Jair, POA).

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Desde que Hugo Chávez cooptou Lula o Brasil está em cima do muro em questões fundamentais à democracia, à liberdade de expressão. Para defender os interesses petrolíferos da Venezuela Hugo mantinha boas relações com Ahmedinejad, Kadafi, ativistas islâmicos da Nigéria.  Lula foi ponte de Hugo. Saiu pelo mundo de braços dados com o sanguinário, estuprador, drogado, Kadafi, “meu irmão, meu líder”. O resultado aí está: atraso. E como na Venezuela, muita corrupção no petróleo. E o pior, Lula nos afastou dos centros do Saber, Tecnologia, Ciência, Pesquisa. E pior ainda, não declara apoio aberto à França, nação amiga. Dilma deveria ter ido à Paris e juntar-se aos líderes mundiais e assim melhorar a péssima imagem do Brasil no exterior. (Marlene, BH)

E agora? Na mão e joga fora. Hugo Chávez deitou e rolou com o preço do barril a 100 dólares. Dinheiro para a eleição e reeleição de Lula. Noriega. Fernando Lugo. Os Kirchner. Correa no Equador. Evo Morales. Mujica no Uruguai. Petróleo para Cuba. Comprou a liderança na América do Sul. Criou organismos bolivarianos. Fez promessas. Esnobava. Delirava. Espumava contra “El negrito de Washington”. Agora com o barril a 40 dólares, e baixando, o povo venezuelano passa necessidades. Logo mais, a dupla LD mandará o BNDES despejar dinheiro para Maduro que continua vendo e ouvindo as aparições do Santo Hugo. (Paco, SP).

O caso Charlie Hebdo.

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Após o atentado em Paris que resultou no violento assassinato de doze pessoas que trabalhavam na redação do jornal Charlie Hebdo, iniciou-se um movimento silencioso de tentar justificar tal brutalidade em razão das críticas ácidas e desrespeitosas do periódico para com a religião islâmica e seus dogmas.

“Sou contra estes assassinatos terríveis, mas”, “Sou contra estes assassinatos terríveis, porém”. Sempre acrescidas de uma conjunção adversativa, as opiniões relatavam que nada justificava o massacre, mas que o jornal também provocou ao desrespeitar a crença e o profeta, o que seria abominável.

Que a liberdade de imprensa teria sido usada para fomentar o preconceito com aquela religião. Primeiramente, cabe destacar o significado mais comum e utilizável de crença e religião. A primeira é a ação de crer na verdade ou na possibilidade de uma coisa, uma convicção íntima que se adota pela fé.

A segunda é a crença de que existem forças superiores (sobrenaturais), sendo estas responsáveis pela criação do universo e que essas forças sobrenaturais regem o destino do ser humano e, por isso, devem ser respeitadas.

Como se pode evidenciar, crença e religião são idéias, convicções, sejam elas individuais ou coletivas. Cristianismo e Islamismo são idéias no campo religioso assim como a teoria keynesiana e marxiniana são idéias no campo econômico.

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E idéias merecem respeito? Eu não respeito o racismo, que é a idéia de que algumas raças são superiores a outras. Eu não respeito o neonazismo, idéia que prega a violência e assassinato de judeus. Eu não respeito algumas doutrinas do ramo cristão que usam as limitações sócias- educacionais de pessoas vulneráveis para explorá-las financeiramente.

Não respeito à crendice praticada na Tanzânia de que órgãos mutilados de pessoas albinas trazem boa sorte e riquezas, justificativa usada para cometer genocídio contra as pessoas com esta característica de pele.

Não respeito à cultura de que um homem tenha o direito de cortar o nariz de sua esposa porque suspeitou de infidelidade, como ocorreu no Paquistão em 2010. Não respeito à idéia de que parte da culpa do estupro é da mulher que não se vestiu adequadamente.

Ninguém é obrigado a respeitar idéia alguma!!! Seja ela religiosa, cultural, ou social. Ideologias não estão protegidas sob o manto do respeito. Idéias e convicções de qualquer natureza existem para serem criticadas, analisadas, mudadas e, se necessário ou não, também podem ser ridicularizadas e submetidas ao escárnio – como ocorria na redação do jornal Charlie Hebdo.

Pessoas têm direito de serem respeitadas, de não serem ofendidas, de não terem sua honra violada, idéias não. O racista merece respeito, o nazista merece respeito, o ateu merece respeito, o cristão merece respeito, o espírita merece respeito, mas suas idéias não possuem esta mesma garantia.

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A liberdade de manifestação de pensamento e crítica é um direito do ser humano, por mais que possa causar repúdio, revolta e desconforto um adepto de determinada crença a vê-la sendo criticada com profundo mau gosto.

Não se pode confundir o desrespeito às crenças com o ato de desrespeitar alguém por motivos religiosos. Dizer que a teoria criacionista é absurda é uma coisa, outra bem diferente é ofender uma pessoa por acreditar em tal teoria. Intolerância religiosa é crime previsto no Código Penal.

O que se deve ser respeitado é o direito de cada um acreditar naquilo que bem entender.

Particularmente, não acredito que críticas desrespeitosas contra qualquer crença religiosa tenham efeito positivo, pelo contrário, apenas atraem antipatia e fortalecem inimizades. Porém, não há qualquer impedimento para que tais idéias sejam criticadas de maneira mais radical.

O que ocorre é que a sociedade ainda não está madura o suficiente para entender que críticas ideológicas não são críticas pessoais. Tanto é que os adeptos fervorosos de um conceito religioso ou político interpretam como uma ofensa pessoal quando alguém tece comentários negativos contra suas respectivas crenças.

E o que mais chama a atenção é que, no Brasil, constantemente líderes religiosos invadem e destroem locais onde se praticam religiões de matriz africana, o que é um crime. E onde estão as pessoas indignadas com estas situações, alardeando o respeito às crenças, já que tais atos, de fato, são criminosos?

Outra contradição é a reportagem recente veiculada no “Fantástico”, da rede Globo, em que foi mostrado que algumas tribos indígenas praticam o infanticídio. Crianças que nascem com alguma deficiência são mortas pelas mães pela crença de que tal ato preservaria a sobrevivência da tribo.

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Na ocasião, as mesmas pessoas que agora julgam as charges de Charlie Hebdo como um profundo desrespeito ao Islã se sentiram muito à vontade para condenar a tradição indígena com os piores adjetivos possíveis e opinarem que, nestes casos, deveria ser retirada a inimputabilidade deles. E eu pergunto: mas o infanticídio nestas tribos não são as crenças sagradas deles? O respeito às crenças, senhores julgadores, é algo que deve ser seletivo? Sob quais critérios? Os critérios que os defensores da moral e dos bons costumes acharem mais convenientes?

O dia em que qualquer crença, idéia, ideologia, tradição ou cultura adquirir o status de “incriticável” e tiver que ser tratada como “sagrada” por todos, inclusive por quem não compartilha dela, palavras como democracia e liberdade já nem estarão mais no dicionário. (LUCAS RODRIGUES é estudante de Jornalismo da UFMT e repórter do site MIDIAJUR).

Aumenta o número de refugiados no Brasil. O país não está preparado para abrir as suas fronteiras. Entre os bons, vêm os maus. Terroristas, aliciadores, traficantes, bandidos. O Brasil deve investir em inteligência, em aparato de segurança, antes que o mal se espalhe ainda mais. ( Mano, Campinas).

Foram pegos por terem deixado celular ligado. Todo idiota cai na sua própria idiotice. (Paulo kasmirskix3, SP).

“Buenos Aires é ainda mais distante de Paris, o que não impediu cerca de mil pessoas, segundo o jornal “Clarín”, de se manifestarem domingo diante da embaixada francesa. Já na avenida Paulista, na sexta-feira, dia em que também houve manifestações na Europa toda, ninguém se lembrou de parar um minuto o protesto contra o aumento dos transportes para repudiar o terrorismo. Tudo o que diz respeito à vida humana deveria interessar aos brasileiros. Mas parece que estamos fora do Universo”. (Clovis Rossi, jornalista)

Dorogoi Jota, privet! Realmente seu feeling político anda sofrível: 1. O “grande mentiroso” é Obama, e não Putin!  2. O “grande mentiroso” é Obama, e não Kim Jong-un (leia meu artigo que acabei de lhe enviar)! 3. O “grande mentiroso” é Obama, e não Chaves ou Maduro! 4. O “grande mentiroso” é Aécio/Alckmin et caterva, e não João Paulo Cunha! 5. A “grande mentirosa” é Angela Merkel, e não Cristina Kirchner! 6. O “grande mentiroso” é FHC, e não Lula! (Emerson Leal, universidade de São Carlos, SP).

“Monsieur Jota: Nous Avons bien reçu votre e-mail Vive La France. Cordialment”.

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A minha filha aprendeu muito com o seu Vive la France. Passei horas falando de cada uma das imagens. Ives Montand, Edith Piaf, Channel, Ives St. Laurent, Pierre Cardin, De Gaulle. Michelle agora está lendo o Pequeno Príncipe. Já estamos fazendo planos para ir a Paris em julho. Não podemos ficar com medo. E o governo brasileiro não deve flertar com esse tipo de gente. (Maria, NY).

Divulgue. Encaminhe www.oreporternahistoria.com.br. Para Escreve que eu publico envie texto opinativo, imagens, seu e-mail, para: oreporternahistoria@gmail.com. Ver Jota Alves/FACEBOOK. Quinzenalmente www.odiadobrasil.com

 Jota Alves é mato-grossense. Formado em Direito Internacional na universidade da Amizade entre os Povos, Moscou. Em Nova York, com o Clube Brasileiro de Viagem, Brazilian American Promotion Center, na Rua 46, fundou o jornal The Brasilians. Criou o Brazilian Day. Promoveu eventos, entre os quais o mais famoso Carnaval do Brasil no exterior no Waldorf Astoria Hotel, por quinze anos consecutivos. Voltou ao Brasil para a campanha vitoriosa de Carlos Bezerra ao governo, com quem fundou a ACES/Associação Cuiabana dos Estudantes Secundários. Exerceu funções de Secretário de Governo. Edita o Repórter na Historia. O Dia do Brasil. Colabora  com publicações, blogs, sites, no Brasil e no exterior. jotalvesnymt@gmail.com