Dignidade e Honra: o caso cubano

 

  Os invasores, treinados pela CIA, foram derrotados na praia de Girón . Fidel Castro, bem informado por cubanos infiltrados na CIA e FBI, esperava por eles de cima de um velho tanque do exército de Batista. Os marines não desembarcaram e a cobertura aérea não aconteceu.

Tremendo erro de John Kennedy ter ficado em cima do muro. Invasores saíram do território americano. Mas, não eram soldados USA. JK influenciado por seu irmão Bob Kennedy/Ministro da Justiça e pela pressão de americanos que tiveram seus bens nacionalizados, autorizou a chanchada militar. Fortaleceu Cuba. Fortaleceu a União Soviética. Fortaleceu os Partido Comunista da América Latina… A simpatia por Cuba era geral. Cuba Libre!

Fidel Castro liderou o povo cubano com o bom patriotismo.

Daquele momento em diante, Fidel discursava 3\4horas falando da dignidade, da honra, e da soberania de Cuba. A juventude do mundo gritava Cuba Si Yankee No. Em 1962, aconteceu a Crise dos Mísseis. O resultado foi Cuba ficar dependente da União Soviética.

A motivação patriótica vem dos primórdios da humanidade. Esparta e Atenas não se beijavam quando o assunto era família, dignidade, honra. Mas, se uniram contra os persas em nome da soberania do povo e da cultura grega.

Ameaçar Cuba com invasão é levantar o proud nacional.

É sacudir o marasmo vigente. É um despertar. É dar alimento para o sistema faminto e doente. Mesmo que a juventude de internet controlada viva numa Cuba em pedaços, pobre, sem futuro, o apelo patriótico motivará os jovens.

Os veteranos daqueles dias gloriosos ainda podem pegar em armas e fazer seus netos e filhos obedecer ao grito de honra: Cuba Si, Yankee No. 

Recebendo doações de arroz, feijão, trigo, óleo comestível, com menos petróleo, sem remédios, sem energia elétrica, falta de agua potável, com parceiros como Maduro e “amigos” caindo, numa ilha sem saída legal, negociar, para restaurar a grandeza e a beleza de Cuba, é a opção patriótica correta.

Mas, a casta dirigente prefere anunciar Estado de Guerra, apelando para o lutar até a morte. No momento, Cuba não tem um líder máximo para ser extraído.

Os meios de comunicação, as escolas, universidades, artes, estão sob controle. O povo mesmo descontente e infeliz não sairá às ruas pedindo uma invasão. Mas, apoiará uma, caso esta ocorra, com sucesso.

O fato inegável é: em 12 meses Marco Rubio e Donald Trump fariam mudanças significativas em Havana.

Em três anos, Cuba com a sua gente alegre, com a sua música famosa e contagiante, com a sua culinária, com suas mulheres garbosas, com seus trabalhadores dedicados, com a sua juventude ansiosa por empreender, por ter acesso à tecnologia, às redes sociais, que hoje lhe são negadas, entrará no mundo encantado do turismo rentável, atraindo saudosistas e gente bonita do mundo todo, pois: Cuba que linda es Cuba!

Jota Alves, de Balneario Camboriu, 27/01/2026