Arquivo do mês: janeiro 2016

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O primeiro a gente não esquece: repito meus agradecimentos aos pioneiros que comigo fizeram o primeiro Carnaval do Brasil no Waldorf: Amílcar Moraes, Freddy Santos, Sheri Katz, Paulo Nascimento, Suely Paradela (Varig), Regina ( Farol-Barra-Rio), maestro Kozarin, Zé do Trombone, Janete Bezerra, Núcia Miranda, Ninha, Maria Contessa, Belizário (desfile de fantasias), Amara Guimarães, Luizão (segurança), Miriam Batucada…

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Todos os Quinze Carnaval do Brasil importantes, com novidades, historietas, lembranças, saudades. Neste RH destaco quatro. 1. O Baile do Café. 2. To a Great Nation, to a Great People celebrando os 200 anos da Independência dos Estados Unidos. 3. O Baile do Galo. 4. O Baile da Democracia.

Dez anos antes, Jair Rodrigues subira ao estrelato com Disparada, de Geraldo Vandré, e os LP Os dois na bossa com Elis Regina. Depois de uma pausa ele precisava de grande retorno ao sucesso.

O palco do Waldorf Astoria foi a sua janela internacional. Eu o convidei para o primeiro Carnaval do Brasil e foi a sua primeira viagem aos Estados Unidos. Voltou para o Baile do Galo. Encontrou caminhos e contatos para mais viagens e shows.

O Baile do Café: Não era apenas um Carnaval. O tema permitia promover o Brasil, seus produtos de exportação de maior importância, cultura, esportes. Havia a ditadura. Mas, não promovíamos o governo. Promovemos o nosso país e as suas potencialidades.

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@ Não encontramos saco-de-estopa em NY. Aeromoças trouxeram do Rio para a decoração. @  Queríamos colocar nas mesas saquinhos ou envelopes de café solúvel (como a Colômbia fazia em eventos). O Instituto Brasileiro do Café não respondeu. @ Márcia, filha do presidente Juscelino Kubstcheck , presidiu o Juri do Concurso de Fantasias ao lado de celebridades.@ No Rio, com ritmistas contratados.

@. Graças a latinos que trabalhavam nos serviços gerais do hotel, e adoravam o carnaval brasileiro, conseguimos pingar essência de café no ar condicionado do salão. Cheiro gostoso, café brasileiro. Mas, os dutos do ar chegavam a outros ambientes. Nádia passou horas convencendo o Gerente de Festas a nos livrar de multa alta.

To a Great  People, to a Great  Nation

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No melting pot novaiorquino, com milhões de estrangeiros, fomos os únicos a homenagear a Independência dos Estados Unidos com um Brazilian Carnival. Oferecemos aos que nos acolhiam a nossa alegria contagiante, a nossa melhor festa popular. Lembrando que os EEUU foi a primeira nação a reconhecer a Independência do Brasil.

SAM_0074Contávamos com a presença de Jimmy Carter que havia se alegrado no show do Hotel Nacional, Rio. “Alguém” contatou o presidente que prometeu: “Se a agenda permitir, irei”. Não foi. Mas, enviou mensagem convidando-me para um breakfast na Casa Branca, o que ele fazia, semestralmente, com lideranças das muitas comunidades in the USA.

Recebemos famosos do cinema, da música, da moda. Senadores, empresários. Nova York vivia a febre das discotecas, do soccer com Pelé, de gente pelada entrando em cerimônias. Mas, havia ameaça terrorista. A embaixada americana foi invadida no Irã, e por isso Jimmy Carter perdeu a reeleição.

@ Tony Mamufo, da segurança pessoal de Silvester Stallone, reuniu 15 “armários” para trabalhar comigo no WF. SS estava no pico da carreira com o filme Rocky. Todos queriam SS em seus eventos.

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@ Duas amigas saíram com Tony para fazer a cabeça dele em levar SS ao Carnaval. Imagine o prestígio, a imagem, o retorno. Nunca soube se SS esteve lá. Mas, Pancho, garçom mexicano, confirma que viu Stallone (de peruca e boné) com uma brasileira no colo num canto do segundo andar de camarotes. Candice Bergen, Mick Jagger, Cid Charisse, Gregory Peck, Rita Moreno…

Muitos artistas, cantoras, personalidades, estiveram lá, sem a gente saber. O ministro Delfim Netto, na moita, foi, disse que gostou, mas que “faltava confete”. Pelas muitas portas de acesso ao salão entravam Very Important People. E através delas perdia de 5 a 8 mil dólares de “penetras”. Ingressos eram falsificados.

Repito meus agradecimentos a: Oscar Ornstein, Caribé da Rocha, Leo Tjurs, Jorge Goulart, Nora Ney, Oswaldo Trigueiros e Helio Souza (VARIG). Jesus Henrique, Hugo Rezende, Do Um Romão, Portinho, Claudio Rodite, Assis Brasil, Raul do Trombone, Julie Janeiro, Ubiratan, Tony Mamufo, Nádia Amaral…

O Baile do Galo:

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Para garantir a autenticidade fui a Belo Horizonte. Tentei levar Eder, ponta esquerda da seleção brasileira, estrela do CAM, e por ele homenagear os mineiros que sempre apoiaram as minhas iniciativas e promoções.

O presidente Kalil deixou carro com motorista à minha disposição e mandou autografar 22 camisetas usadas pelas recepcionistas organizadas por Maria de Lourdes, Malu, funcionária da Petrobrás. O maestro Serrinha e a sua banda voaram de BH para o Baile do Galo.

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Com 70% da colônia brasileira de mineiros nada mais natural a homenagem com o Baile do Galo. Emocionante. Era tanto reencontro, gente se abraçando, beijando, chorando. Que eu também chorei várias vezes.

Repito meus agradecimentos a: Kalil, Marcio Pacheco, Maria Elvira, Maria de Lourdes, Tânia Mara, Fernando Natalicci, Sergio Alberto (Manchete), Cristina Koenigkam, Mauro, Nagib, Morgan Motta, Luizinho (Via Brasil Restaurant), Joaquim Gonzales (Brazilian Pavilion Restaurant), Múcio Lages, Laurita Mourão, Hesperia Grossi, Freddy e Renato dos Anjos (fotográfos)…

O Baile da Democracia

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Já estava de mala e cuia para o regresso. Para o Rio com a turma do Brizola ou para Cuiabá de minha infância, juventude, política estudantil, radialista, jornalista.  A ideologia e a saudade venceram.

Em fevereiro de 1985, o Baile da Democracia, o último que organizei e promovi. Alegria e celebração pelo fim da censura, pelo retorno de anistiados. Democracia com progresso. Homenageamos americanos e brasileiros. Imagem 1: Warren Hoge, Editor do The New York Times, sua esposa brasileira, Ricardo Amaral, Claude Ciccioli, da cadeia Hilton de hoteis, 2. Adriana Krambeck (filha de catarinenses, Miss Michigan-USA) com Beth Carvalho. 3. Jamelão. 4. Roberta Close.

Repito agradecimentos: a Ralph de La Cava, Adriana Krambeck, Leonel Brizola, Wilson Fadul, Trajano Ribeiro, Ivan Trilha, Escola de Samba Mangueira, Edilberto Mendes, Monique Evans, Magda Cotrofe, Edna Velho, Beth Carvalho, Jamelão, Elba Ramalho, Roberta Close…

Resumo:

Scantbnatal Little BrazilForam 30 anos cravados no “Tambor do Mundo”. Dia e noite. Só Brasil, e a sua imagem positiva, em minha mente, corpo, e alma. A primeira bandeira verde amarela na Rua 46, centro de Nova York. Jornal, e dezenas de iniciativas culturais, empresariais, esportivas, sociais. Atendimento contínuo aos brasileiros, à comunidade em geral. Aulas de português para American Express e outras empresas. O Dia do Brasil: o primeiro dedicado a Tancredo Neves.

Nunca recebi um telegrama ou carta do governo brasileiro. Não tenho em meus arquivos mensagem de estimulo de nenhum ministro de Relações Exteriores do Brasil. O mesmo acontece com centenas de brasileiros que batalham pela imagem do nosso país. Recebi congratulações e tomei café da manhã na Casa Branca com dois presidentes: Richard Nixon e Jimmy Carter. Jantei com Edward Koch, prefeito de Nova York, na Grace Mansion, residência oficial do prefeito da mais fantástica cidade do mundo. Entrevistado nas TVs, jornal New York Times, Daily Post, Village Voice, El Diario, El Herald Miami, revistas. Convidado, dei palestras em universidades, centros de cultura..

Ela voltou americanizada

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Ha um zika-vírus enterrado na cabeça brasileira contaminada pelo atraso em Educação e Cultura. Fomos intoxicados pelo dengue ideológico. Formadores de opinião, mestres, professores, politicos, líderanças populares, ficaram Setenta anos sonhando com o sonho comunista na URSS. O resultado ai está: epidemia na saúde e na gestão pública. Um governo central sem definição. Sem caráter. Sem rumo. Nem esquerda, nem direita, nem centro. Zorra total. Mil palhaços no salão, como cantava Zé Kéti.

Os filhos, netos, bisnetos, dos que ofenderam e caluniaram Carmen Miranda pelo sucesso obtido nos EEUU: “ela foi cooptada pelo Departamento de Estado, ela vendeu-se ao imperialismo, ela tá cheia de dinheiro” continuam repetindo dogmas, mantras, contra os que se destacam no exterior. Tom Jobim, que com a sua música fez mais pelo Brasil que Lula e todo o seu bando de “revolucionários” dizia: ” No Brasil, sucesso é coisa feia”. Brasileiro fazer sucesso no exterior é pecado, é traição. Os patrulheiros e gendarmes ideológicos estão por toda parte. Não deixam o país sair do atoleiro.

Implodiram o futebol, esfarelam o carnaval

Governantes chegam ao poder sem noção da grandeza nacional. E do quanto o mundo admirava e torcia pelo nosso futebol. Cantava e se alegrava com os nossos ritmos. Nunca tiveram a iniciativa de planejar a promoção da imagem do país acima de partido ou de líderes passageiros.

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O governo brasileiro, a intelligentsia, a TV, a imprensa em geral, nunca levaram em conta a força e a beleza que o brasileiro irradia no exterior. Nunca um presidente ou seu ministro do Exterior tentaram somar com os brasileiros, anônimos, conhecidos, que divulgam e promovem a boa imagem do Brasil.

O desprezo, o pouco caso, o pejorativo, o levar vantagem, tem sido a tônica nas ações do governo e suas Missões. Se antes, não era bom, atualmente está muito pior. Já que a imagem que o governo e suas lideranças passam é a pior de toda a nossa história. Se antes brasileiros evitavam a ditadura, atualmente, dizem: “melhor sozinho que mal acompanhado”.

Lula e o trio da CBF torcida-3aConseguiram detonar os nossos dois maiores produtos culturais. Implodiram o futebol. Os governantes do país estão esfarelando o carnaval, a literatura, cinema, teatro, artes em geral. Estão tunados em salvar a própria pele, de seus familiares, e coniventes. Mais que econômica, a crise real está na essência cultural da nação. Na infra-estrutura de princípios, costumes, tradições, ética, que forjam os povos.

Trilha sonora: 

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LeninLênin: Criava teorias e as colocava em prática com rapidez e consistência impressionantes. Principal artífice da luta pela tomada do poder na Rússia Imperial. O que fazer? Esquerdismo doença infantil do comunismo, estão entre as suas principais teorias e diretrizes.

De seus atos-considero um dos mais importantes para o poder geopolítico- o de reunir povos com idiomas, dialetos, tradições diferentes, na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas/URSS. Mas, a coletivização forçada e o deslocamento de povos ordenadas por Stálin enfraquecia a união. A invasão nazista juntou os povos da URSS.

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Stálin: Subiu na hierarquia pelas tarefas que cumpria com rapidez fulminante. Georgiano, sem destaque intelectual entre os líderes russos ( Lênin, Zinoviev, Lunacherski, Rikov, Kamenev, Trotski, Nadesda Krupskaia) atuava no segundo escalão da guerra revolucionária onde reuniu em torno de si camaradas leais que, depois da morte de Lênin, lhe serviram para eliminar e expurgar adversários na luta pelo poder.

A Guerra da Pátria, a vitória sobre o nazismo de Hitler, o tornou Líder Absoluto, Deus da Rússia. Stalin: Estrela Guia de todos os partidos comunistas do mundo. Morreu em 5 de março de 1953 em uma de suas dacha (chácara) em Kuntsevo nos arredores de Moscou.

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Nikita Kruschev: Baixinho, gorducho, esperto, cresceu à sombra de Stálin. Após a morte do Grande Líder, Nikita em Congresso do PCUS denunciou crimes de Stálin. Assumiu o poder. Mandou fuzilar, além de Béria, Chefe da Policia Screta, gente do circulo duro de Stalin. Com o primeiro cosmonauta, Yuri Gagárin, e Valentina Tereskova, a primeira mulher astronauta, Nikita Kruschev chegou às manchetes e programas de TV do mundo todo. Tirou o sapato e bateu em mesa da ONU. Foi conhecer Hollywood com a mulher Nina. Assistiu como se cria a magia do cinema. Recebido com carinho por Shirley Mac Lane, Maurice Chevalier, Frank Sinatra…

Usou Cuba, com mísseis “nucleares”, na maior jogada de marketing comunista para enfrentar John Kennedy, e anunciar que em vinte anos a URSS ultrapassaria os Estados Unidos. Nikita Kruschev ganhava a Guerra Fria. Os bens de consumo melhoraram no país. Fez aberturas para o ocidente. Criou a Universidade da Amizade entre os Povos (Patrice Lumumba) na qual me formei em Direito Internacional. Nikita cresceu demais. Inveja, ignorância, luta pelo poder, o derrubaram.

leonid-brezhnev_1-t images76Q8MN30imagesJ5BYBDNTLeonid Breznev: Ucraniano, subiu na hierarquia do partido como um apparatchnik, O Burocrata. Protegido de Nikita Kruschev chegou ao Secretariado do Comitê Central. Em 1957, ao Politiburo. De 1960 a 1964, presidente do Soviet Supremo. Armou o golpe contra o seu protetor. Kruschev descansava quando Breznev pediu que ele retornasse a Moscou para reunião de urgência. Deu-lhe o ultimato. Nikita renunciou.

Secretário Geral do PCUS e Chefe de Estado (primeiro ministro) até a morte em 1982. Era Breznev: Sangrou a URSS com a produção de armamentos, manutenção de tropas no exterior. A guerra no Viet Nam. Ajuda a Cuba e para o bloco socialista. A invasão de Praga. A invasão e derrota no Afeganistão. Ameaça de guerra entre a China e a URSS.

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Fala-se em estagnação na era Breznev com baixa produção de alimentos. Pouco avanço tecnológico. Sem modernização dos meios de produção. A burocracia atingiu níveis altíssimos atravancando a modernidade tão necessária na competição com o capitalismo. Culto à personalidade e o beijo comunista na boca de camaradas. Simplesmente não havia substitutos de Leonid Breznev à altura dos novos desafios. A máquina estava emperrada. Aparelhada por oportunistas, incompetentes, carreiristas, (exemplo que no Brasil vicejou com piores resultados que os da URSS).

Assumiram dois veteranos por períodos curtíssimos: Yuri Andropov (da KGB) de 16 de junho de 1983 a fevereiro de 1984. Konstantin Chernenko de 13/2/1984 a 10 de março de 1985.

Mikhail Gorbachev: Ele tentou alcançar o sonho impossível é o epiteto que eu colocaria na lápide do jovem konsomol com mapa sanguíneo na testa que chegou ao topo do Kremlin. Ronald Reagan com a superioridade de armamentos sofisticados lançou o marketing da “Guerra nas Estrelas” na qual a URSS combalida seria derrotada.

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Reagan provocava: “Aquela marca no rosto de Gorba é a marca do diabo”. Mais tarde com Gorbachev fragilizado, em busca de acordos, alimentos, recursos, RR batia duro: “Míster Gorbachev derrube o muro de Berlim e a gente conversa”.

Glasnost (transparência), Perestroika (reestruturação, o novo) foram tentativas tardias para evitar o inevitável. Ele não tinha o apoio dos veteranos do PCUS que o viam revisionista, anti leninista, anti stalinista. E já havia liderança contra o comunismo, tendo a frente Boris Yeltsin, prefeito de Moscou. No Natal de 1991, um dia após a renúncia de Mikhail Gorbachev, a URSS foi declarada dissolvida. O sonho de uma noite de inverno havia acabado.

Do sonho ao pesadelo

Karl Marx escreveu: “um fantasma ronda a Europa-o fantasma do comunismo”. Depois de 74 anos da fracassada tentativa na URSS e Europa Oriental, o Brasil se destrói, esfarela, por causa dos pesadelos provocados pelas miragens e alucinações do fantasma comunista.

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De 1922 a 1964, o PCB foi fiel às teses, diretrizes e necessidades da URSS. As denúncias de Kruschev contra Stálin; a  revolução cubana; a revolução cultural da China; Che Guevara prometendo Viet Nam de guerrilhas nas Américas; a ditadura militar; sacramentaram o racha entre comunistas e a criação de vários partidos que se proclamam donos da verdade marxista.

Acabo de ver uma pergunta que deveria provocar ampla discussão: “Qual a contribuição dos comunistas brasileiros ao comunismo mundial?” Ha respostas como: “simplesmente nenhuma. Os comunistas brasileiros cumpriam as teses do PCUS. Foram dependentes em tudo”.

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Mas, e os que racharam? “Também não criaram, não inovaram nada”. Os da luta armada copiaram manuais de guerrilhas de Mao-Tse-Tung, Che Guevara, Ho-Chi-Min, em tempo, espaço, cultura, ética, completamente diferentes e  incompatíveis aos nossos.

E ca estamos. O Brasil sem doutrina, sem diagnóstico, governado aos trancos e improvisos por dirigentes engasgados em dogmas ultrapassados, repetindo mantra anticapitalista dos anos 60, com danos irrecuperáveis a várias gerações de brasileiros.

O “país do futuro” sangrando recursos naturais e humanos, dependente do capital financeiro especulativo que diz combater. “Marxistas”, esquerdistas, fazem de tudo para se manter no poder. O fazem pela ideologia socialista pela qual dizem ter lutado?

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Lênin dizia: “Pegar em armas, levar tiro, ser preso, não é passaporte para a direção do Partido. Não é suficiente para se tornar liderança e chefiar as grandes tarefas da construção do socialismo”.

Para mim, Putin, comunista de berço, graduado da KGB, luta para fazer a Grande Travessia da fracassada experiência comunista para onde ele ainda não sabe. Mas, o faz com a defesa e o respeito às tradições e valores do povo russo.

Na Rússia, Putin conduz sua pátria com dignidade e coragem. No Brasil, os auto declarado comunistas, revolucionários, esquerdistas, se desmoronam na pior conduta de um comunista: ser corrupto, corruptor, “não ver, não saber, não ouvir nada” sobre a roubalheira sistêmica, dentro, e no entorno do governo.

A guerra econômica é suicídio

HugoNicolas A Associação Latino Americana de Economistas Marxistas acaba de declarar que a guerra econômica que o comunista Nicolás Maduro quer iniciar para “salvar” a Venezuela é SUICÍDIO. E essa governança brasileira é ou não suicídio? Onde estão os mestres, intelectuais, formadores de opinião, marxistas, ou não? Nenhuma discussão, nenhum debate de alternativas pela TV brasileira. Nada. Absolutamente nada além do aproveitar-se do caos e degeneração criados pelo governo.

Os que lutam pela implantação do socialismo no Brasil devem ter a coragem de vir a publico com o seu manifesto. È possível corrigir os erros da “Rodina”, do PCUS, e implantar o comunismo no Brasil ? Não fiquem escondidos. Saiam do muro e da zona de conforto ideologico usufruindo benefícios e migalhas do governo Do-faz-de-conta. Governo sem eira nem beira. Sem perfil.

“Boje mói”, pelo amor de Deus e de Marx, digam o que desejam. Mas, parem de esfarelar o Brasil!

O que quer Dilma? O que querem os sindicatos engajados? Os movimentos “sociais” atrelados ao governo? Socialismo tropicalista? Social democracia? Comunismo? Capitalismo light? Selvagem?

Aplicando teses do Fórum de São Paulo, melting pot de idealistas, anarquistas, saudosistas, oportunistas, traficantes, corruptos, malandros ideológicos, Dilma favorece a ação dos talibãs no segundo e terceiro escalão do governo que sabotam as tentativas da própria Dilma por alternativas e saídas inteligentes.

Há um patrulhamento cultural, político, burocrático, de baixíssima e perigosa qualidade, nivelando pela mediocridade os órgãos do governo e o país. A cada dia que passa o Brasil se desfigura, esfarela, se deprava. Tragédia nacional é 80 milhões de brasileiros aceitar essa situação como se fosse normal, “faz parte da epoca em que vivemos”. A manipulação da pobreza e do desajuste social para beneficio eleitoral e enriquecimento é crueldade sem precedentes. È terrorismo ideológico. È imoral.

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Primeiro dia na universidade. Festejando o diploma de Direito Internacional. Orador da turma no jantar despedida.

Tive o privilegio de viver na capital do comunismo e do capitalismo. No meu país, onde a estrela guia há muito se perdeu, o sonho socialista virou pesadelo, o sonho capitalista é a toda hora interrompido, enfrento nas minhas noites mal dormidas fantasmas ideológicos da minha juventude.

Trilha sonora: .

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*Jota Alves, em Moscou, graduou-se em Direito Internacional na universidade da Amizade entre os Povos. Em Nova York, criou o Clube Brasileiro de Viagem, Fale Português Rapidinho para o Departamento de Turismo Curso de Idiomas da American Express. Hasteou a primeira bandeira brasileira no centro de NY, Rua 46. Fundou o jornal The Brasilians. Promoveu durante 15 anos consecutivos o Carnaval do Brasil no mundialmente famoso Waldorf Astoria Hotel. Criou o Brazilian Day. Em Mato Grosso, seu estado natal, exerceu as funções de Secretário de Governo. Edita www.oreporternahistoria.com.br e www.odiadobrasil.com.