O Japão em Cuiabá

A 2ª. Feira Cultural do Japão, de 26 a 29 de março, evento organizado pela Associação Nipo Cuiabá em parceria com a Prefeitura, trouxe-me boas recordações.

No governo de Mato Grosso, ainda com o pique criativo que adquiri em Nova York, entre as promoções que lancei, destaco a celebração dos 80 anos da chegada do navio Kasato Maru, no porto de Santos, em 18 de junho de 1908.

A primeira vez, tem sido uma marca de minha vida. Não foi fácil. Mas, conseguimos comemorar com beleza e estilo.

   A soja e o cerradoNas celebrações japonesas em Cuiabá é importante: palestrantes, painéis, filmes, sobre a saga japonesa em Mato Grosso. Muito antes dos Reis da Soja, japoneses estudaram, experimentaram, a soja na imensidão do cerrado. Com maestria, dedicação, disciplina, o japonês introduziu o calcário na acidez do solo, garantindo, para sempre, a quantidade e a qualidade da soja. Tenho orgulho de ter botado grãos de areia no espetacular sucesso do agro MT. O governo de MT, a Prefeitura de Cuiabá, a UFMT, a UNIVAG, a UNIC, Universidades…precisam criar, bibliografia, cinemateca, da presença japonesa no desenvolvimento e no progresso de Mato Grosso.

O cinturão verde

Há muito, mas, há muito tempo, fala-se no Cinturão Verde para a capital de MT ser abastecida e alimentada por hortifrutigranjeiros de qualidade. Batalhei pelo Cinturão Verde. Fui a São Paulo conhecer a Cooperativa Agricola de Cotia. Convidei o embaixador do Japão a Cuiabá. Com o prefeito João Batista, de Barão de Melgaço, e o apoio do Economista, ex prefeito de Caceres, Ivo Scaff, no Primeiro Encontro do Anel Ecologico, elaboramos planos concretos para o Cinturão Verde. (Frutas identificam a história do cuiabano)

Nos anos 80 a grande euforia era a soja.

Com a chegada de mais e mais sulistas: a madeira, o milho, o girassol, o arroz, o algodão, a cana de açucar (etanol) brotavam em Mato Grosso. Graças ao trabalho de japoneses nos anos 70, nasceram cidades, rapidamente prósperas. Blairo Maggi ocupou o lugar de Olacyr de Moraes, o Rei da Soja. E Cuiabá, alem de perder o comando econômico, perdeu também a oportunidade de comer verduras, frutas, de boa qualidade.

Entre Cuiabá/Chapada/Barão/Mimoso/Livramento/Poconé/Acorizal/Guia/Agua Fria/Coxipó do Ouro, quisemos, com japoneses, reativar o que foi nativo e bonito por natureza: caju, os vários tipos de manga, jenipapo, limão-galego, pequi, ata, carambola, banana roxa, abacate, lima, cajá, maracujá, bocaiuva, siriguela, jabuticaba, tamarindo…Na capital do agro-negocio seus novos-ricos, seus concursados de alto calibre, e seus politicos da geração Lula, não se importam com o preço abusivo de frutas, verduras, legumes. Podem pagar.

O Japão tecnológico e a China ideológica

O reporter perguntou: China ou Japão, qual o melhor para o Brasil? Respondi: os dois como parceiros comerciais, é claro. Todavia, hoje, a resposta já não pode ser tão simples assim. O Japão já foi o nosso segundo parceiro comercial. A industrialização de São Paulo/Brasil se deve muito aos japoneses. Atualmente, o Japão ocupa o 11* lugar e a China o primeiro lugar nas transações comerciais. Mas, tamanho não é documento. A exportação japonesa é de qualidade comprovada. O relacionamento do Japão com o Brasil é de parceria positiva, amiga. Sem assédio ideológico. ( Sanae Takaichi, a primeira mulher a ocupar o cargo de Premiê do Japão)

A China compra mais para alimentar mais de 1 bilhão de pessoas. 

O PCC e o governo de Xi Jinping sabem que um erro pode provocar situações gravissimas entre seus  Um Bilhão e 409 milhões de habitantes sempre em dúvida quanto ao seu abastecimento alimentar. Xi Jinping está apostando todas as suas fichas no Brasil, já que dominar a Africa rebelde tem sido uma dor de cabeça. “Podemos deixar de ter influencia na Argentina, no Equador, no Panamá, no Paraguai, na Venezuela. Só não podemos deixar de ter influencia no Brasil”. O celeiro da China.

Está visivel que o governo do Brasil pende para a China. Mas, é preciso perguntar: e o preço politico, social, dessa dependência que cresce e se avoluma? E o futuro do nosso país? Já que a China não faz absolutamente nada sem viés de domínio ideológico. O Brasil é a única nação a ter uma ex-presidente vivendo e recebendo salário na China. Ela é apenas presidente do BRICS um organismo criado pela China?

Dilma Rousseff antes de ocupar a presidencia do Brasil foi ministra e diretora de cargos sensiveis à segurança nacional. Ela conhece de cor e salteado o mapa das minas. E a qualquer momento pode solicitar informações privilegiadas. E por incrivel absurdo, o governo do Brasil, neste ressurgir perigoso de Guerra Fria, já tem um lado. E não é o lado tecnológico.

Que o cuiabano desfrute, aprenda, saboreie, com a Segunda Feira Cultural do Japão.

Trilha sonora:

Editor: Em New York, Jota Alves criou o Brazilian Day. Fundou o jornal The Brasilians. Criou o Brazilian American Promotion Center. Em Mato Grosso, ocupou as funções de Secretário de Governo. Edita www.diadobrasil.com.br e www.oreporternahistoria.com.br. No Facebook: JotanyAlves.