A carta de Getúlio Vargas. A carta de Donald Trump

Já na liderança estudantil eu me agarrei à carta-testamento de Getúlio Vargas como se tivesse sido endereçada para mim. Milhões de brasileiros sentiram o mesmo. Em Cuiabá, carpinteiro amigo construiu uma torre transportada por camionete com a faixa O Petróleo é Nosso, destaque no desfile de Sete de Setembro. Sou da geração das 2 tragédias: perder a Copa do Mundo para o Uruguai, dentro de casa, no maior estádio de futebol construido sob a supervisão direta do cuiabano-presidente Eurico Gaspar Dutra, e, o suicidio do presidente Getulio Vargas.

Na sequência, saí criando Grêmio nos Colégios. E com eles, criei a ACES Associação Cuiabana dos Estudantes. E viajei naquela imensidão de Mato Grosso em caminhão, moto, lancha, a cavalo, para criar a UME (União Mato-grossense de Estudantes). E fomos para congresso da UBES, sede da UNE, praia do Flamengo, Rio de Janeiro. (Encontro da liderança estudantil ACES/UMES/Colégio estadual de MT)

Nos comícios pelo Mato Grosso uno, o momento solene era ouvir a carta de Getúlio Vargas de um acetato em toca-disco movido pela bateria do carro.

Em Brasília, aluno do Elefante Branco, eleito Secretário Geral da União dos Estudantes Secundários, fechei alianças com o Sindicato da Construção Civil (dos candangos) e com a Frente Parlamentar Nacionalista.

Atuante contra o parlamentarismo imposto a João Goulart fui preso, pela primeira vez, em passeata na W3. Radialista na Cadeia da Legalidade criada por Leonel Brizola pela volta do presidencialismo. Eleito Secretário Geral da Mocidade Trabalhista -PTB de Getúlio Vargas. (Brizola criou o movimento da Legalidade pelas Rádios)

Li e reli Lênin. O livrinho vermelho de Mao Tse Tung. Fiz cursos de marxismo e treinamento para ativista internacional. Vivi e me formei em Moscou, capital do comunismo. Vivi e me dei bem em Nova York, capital do capitalismo.

Mas, testemunha ocular da história, concluo que a minha formação é patriótica, nacionalista: (palavras que não se usa mais. Renegadas pelo presidente Lula e seguidores próximos como “costume antigo, cafona, da burguesia, que nós sempre lutamos contra”.

Está perfeitamente claro que vencedores serão os povos, países, nações, que enaltecerem, prestigiarem, defenderem, seus valores e riquezas. Exatamente, o que faz Donald Trump e Ji Xinping. Ambos, com discurso nacionalista, patriótico, estão falando ao orgulho, à honra, à dignidade, de seus povos. Ambos negociam. Cada um, com as suas prioridades nacionais.

O que não acontece com o presidente do Brasil. Lula coloca o seu ego acima de tudo.

Sem experiência de administrar e sem a necessária paciência para o serviço público, achando-se líder continental, Lula entregou o governar para os ativistas profissionais José Dirceu e Dilma Rousseff e foi se postar ao lado de Fidel Castro, Hugo Chávez, Nestor e Cristina Kirchner, Evo Morales, Mojica, Ortega…Ele diz que nunca foi esquerdista. Mas, diz que criou o Foro de São Paulo para reunir a esquerda latina.

Com discurso de Terceiro Mundo, Lula distanciou o Brasil do Primeiro mundo: da Ciência, da Tecnologia, da Pesquisa, da Modernidade. Centenas de viagens, encontros, horas e horas de tempo, de energia, de gastos do Brasil para juntar-se a Omar Kadaff, Ahmedinejad da Guarda Revolucionária do Irã, Bashar al-Assad, enviados das FARC, Hamas, Hesbollah, de ditadores. Emprestou dinheiro do Brasil. E perdoou dividas com o Brasil. (Lula no Irã com Ahmedinejad e o Yatolá)

Agora: sem Fidel Castro. Sem Hugo Chávez. Sem Cristina Kirchner. Sem Evo Morales. Sem Mojica. Sem o respaldo de seus orientadores ideológicos, Lula está sozinho. Na Europa, o atendem pela importância do Brasil. 

Isolado, cometendo erro interno e externo, agindo por imoulsos, Lula já comprometeu o Brasil com a China. Isso não é soberania. Manter uma presidente do Brasil na China, detentora de informações, mapas, projetos, privilegiados, não é soberania. A imagem do Brasil muito admirada, muito prestigiada, é a pior possível.

Brazilian Day

Com muitos anos no exterior, o meu apego à bandeira, às cores nacionais, ficou consolidado. Por onde passei a bandeira foi hasteada, o verde-amarelo destacado.

O Brazilian Day/NY, no Sete de Setembro de 1985, foi criado numa explosão de alegria pelo fim da censura, da ditadura…com direito ao Hino, à milhares de bandeira e  de camisetas verde-amarela. ( Jota Alves recebe Edward Koch-prefeito de NY no palco do Brazilian Day).

Getúlio Vargas: “Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história”.

A Carta do presidente Jânio Quadros 

Não foi uma carta-testamento. Foi um recado, provocação, uma advertência. Com sete meses na presidência, Jânio achou que ameaçando renunciar teria a mesma avalanche de seguidores das eleições gritando: Fica Jânio, Fica.

Calculou mal. Militares, senadores, deputados, empresários, jornalistas, que lhe deram vitória esmagadora, tiraram o corpo fora. Jânio ficou sozinho. E teve que partir para o exilio.

Na carta ao Congresso escreveu: “Forças terríveis levantam-se contra mim e me intrigam ou infamam. Retorno, agora, o meu trabalho de advogado e professor. Trabalhemos, todos. Há muitas formas de servir ao país”

A Carta do presidente Donald Trump

Caso inédito no mundo moderno e antigo. O presidente dos Estados UnidosDonald Trump, deixou instruções para o vice-presidente  Vance caso ele morra durante seu mandato. O presidente deixou uma carta escrita à mão: guardada no Salão Oval/Casa Branca, com orientações, regras, protocolos, contra agente ou país que consigam assassina-lo.

Nos Estados Unidos a tradição de presidentes não é Carta Testamento. Escrevem livros. Criam biblioteca. Memorial com acervo da presidência. O Brasil é fraquíssimo no quesito Memória. Fernando Henrique Cardoso criou fundação com seu nome. Escreveu livros. Poucas crianças conhecem o Memorial JK/Brasília. A visitação é fraca.

Trilha sonora: