O Baile do Galo

5/12/2021

Thiago Grizólia em mensagem/Facebook pergunta “Jota Alves, com tantas fotos e histórias, você é torcedor do Atlético Mineiro?

Ao Thiago e a todos com times de estimação:

   “Fizemos Carnaval temático: Baile do Café, da Amazônia, do Bicentenário da Constituição dos Estados Unidos,  do Rio, Baile do Galo, o Carnaval Vermelho e Preto… o Baile da Democracia. Com decoração, uniformes, coreografia, correspondentes”.

Ao hastear a primeira bandeira do Brasil na redação do jornal The Brasilians, editado pelo Brazilian Promotion Center patrocinador do Clube Brasileiro de Viagem, do Carnaval do Brasil, no Waldorf Astoria, e sede do Dia do Brasil, a responsabilidade, atenção, carinho, para com todos, brasileiríssima.

Naquele ano, o Atlético sagrou-se Tri campeão mineiro. Eu vivia numa ilha: com mineiros/as por todos os lados. (Manhattan é uma das cinco “ilhas” que formam New York)  No Consulado; no Escritório Comercial; na Missão do Brasil/ONU, nas agências de Bancos brasileiros; empresas. E mineiras/os principalmente, nas lojas, butiques, salões de beleza, restaurantes, delivery, serviços gerais, na Rua 46, e vizinhança.

Mais que Estado da Federação, Minas é estado do coração.

“Descobri” Minas no exterior. E, por 30 anos, no convívio diário com mineiros, vindos da roça, de cidades médias e pequenas, e de Beo rizonte, promover a primeira celebração do Atlético Mineiro no mundo, foi sim, homenagem e agradecimento aos mineiros/as de minha geração novaiorquina. Juntamos  os dois grandes produtos da cultura popular brasileira: futebol e carnaval. No mundialmente famoso Waldorf Astoria, estavam o Atlético, Minas, o Brasil!

Tania Mara vendia bolo de queijo feitim na hora em seu Coisa Nossa, na Rua 46. Eu esperava o prefeito de New York, Edward Koch, ao palco do Brazilian Day. Ele entrou pela Quinta Avenida. No caminho, Mara lhe deu bolo de queijo e caldo de cana geladim. O prefeito pediu mais. No palco ele gritou (em português): Obrigado Míster Alves, obrigado pelo Brazilian Day em nossa cidade”

Oh! Minas, quanto mais longe te quero mais

Tanta trabalheira. Preocupação com a imagem do Atlético, do Brasil. Tantas alegrias. Tanta gente famosa. Tanta gente anônima, solidária. E tanta curiosidade, que o Repórter na História usará Fatos e Fotos. Vamos pro Baile

Reinaldo, Eder, Toninho Cerezo, base da seleção brasileira. Para mais autenticidade, queria oferecer o melhor para os mineiros. Fui a BH disposto a trazer Reinaldo, Eder e Toninho Cerezo. E por eles, homenagear o Atlético, Minas, o Brasil.

  O presidente Elias Kalil foi receptivo. Carro e assistente à minha disposição, 15 camisetas do AM, autografadas. Mas, não podia confirmar a viagem dos três craques. Cerezo, na maior transação da época, (2 bilhões de CR$) “vendido” para o futebol italiano. Eder e Reinaldo, impossibilitados de viajar.

Importante o apoio de Wagner Osório, Diretor de Marketing do Atlético, e de Jack Correa, Chefe do Cerimonial do governo de MG. Maria Elvira Salles Ferreira, maravilhosamente solidária. Em New York, eu pedia: diga aos seus pais, irmãos, amigos, votar em Maria Elvira. (Eleita deputada federal/MG).

Deus é mineiro, uai!

Caiu uma nevasca mais pesada que a de 1978. Esquiaram nas ruas de NY. Muita gente dirigia de  cidades vizinhas, Estados. 50 quartos estavam reservados. Mais e mais gente chamava o Waldorf por ingressos. A Segurança do hotel advertiu: “Cuidado com super lotação. Contrate mais segurança”. Silvester Stallone bombando com o filme Rocky, lançou filme com Pelé. “Os alemães queriam provar que até no futebol eram superiores. Mas, no time dos presos havia um craque…No ambiente do filme Fuga para a Vitória conheci Tony Mamufo, segurança de Stallone. Ele me atendeu com 15 “armários”. Tony dizia: “nunca vi tanta gente happy, com tantas garotas bonitas”.

Maria de Lourdes (Malú) organizou as Mineiras Girls. Ate a meia noite, elas atenderam, recepcionaram VIP ( very important people). Mas, o sangue, o ritmo, alegria Made in Brazil, falaram mais alto. Caíram no samba.Elas mereciam!

I love mineirras!

Jimmy,  vendeu 120 ingressos para o BG. Não podia negar o seu sonho, deixei o anão Jimmy subir ao palco. Adorava bunda brasileira. E ele atrás. Respeitoso, Jimmy não tocava. Mas, delirava. Dava presente$ para as garotas. Foi aplaudidíssimo Jimmy, Jimmy, Jimmy. No Natal, recebo cartão de Jimmy!

Mais um troféu: Naquele ano, a Miss MG, Marisa Coelho, eleita Miss Brasil.

Certa vez, disse a um presidente da CBF: “ao contratar jogadores da Seleção, eles devem assinar contrato de imagem promocional do Brasil”. A história de nossos craques não está devidamente registrada em documentários, filmes, musica…

Com as facilidades tecnológicas: a bicicleta de Leônidas, as arrancadas de Ademir, os dribles de Garrincha, a folha seca de Didi, os gols de Romário, Ronaldo, Ronaldinho, Falcão…em documentário, distribuído pelas Embaixadas. Cartão postal do Brasil. Por ter jogado em New York, capital do marketing moderno, Pelé tem acervo de sua história.

Um dia, quando o Atlético Mineiro produzir filme de época de suas vitórias e de seus craques, poderá incluir o Baile do Galo em New York, a primeira celebração do AM, no mundo. O que o RH conta é mais que história. É memória viva do ontem recente, para o futuro próximo e distante.

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